
Muitas pessoas pensam que a felicidade somente será possível depois de alcançar
algo. Mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser
infeliz.

Me disseram outro dia que sou uma pessoa sábia.
Eu, que conheço melhor que ninguém minhas limitações, disse que não achava que fosse. E realmente não acho.
Então a pessoa me disse isso:
Sabedoria é estar sempre atento ao que está à
sua volta,É observar sem se envolver,
É conviver sem se
misturar,É mostrar a luz comedidamente e sem
arrogância,É seguir seu caminho sem se
desvirtuar,É ter fé incondicional, independente do que
vier à frente,É se desapegar do que não serve, e valorizar
o que se ama,Rir quando tem que rir, e guardar o riso
quando for mais prudente.
Então eu disse “quem me dera”... rs... mas guardei pra mim a lição.
O que você vai fazer este carnaval?
O carnaval foi "criado" na verdade um período de festas que precedem as restrições do período da quaresma – período que vai até a páscoa. Diferente de algumas religiões como o Islamismo e Judaísmo onde as festas vêm depois de um período de restrição severa, o Carnaval será o “pé na jaca” antes da “seca”. Sendo assim, o carnaval seria uma festa cristã – assim como é o Natal, por exemplo.
No wikipédia diz:
“A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval".”
Cada um comemora o carnaval da forma como mais gosta – pulando com os blocos, desfilando na escola preferida, pegando praia todo dia e/ou viajando para o interior. Eu particularmente prefiro sempre viajar para o interior, estar em contato com a natureza e me desconectar desse rítmo frenético de uma metrópole. Mas em todas essas alternativas, podemos nos conectar com o lado zen/espiritual/religioso do feriado sem precisar se meter em um retiro espiritual.
Existem duas formas de meditação, a ativa e a passiva. A meditação passiva é a que nós conhecemos mais, que é você ficar em estado zen, meditando em silêncio. Mas existe uma outra forma de meditação, que é a ativa.
Algumas pessoas meditam com música. Outras, em oração. Já vi budistas meditando com o barulho intermitente de uma espécie de pêndulo. Pode meditar sobre sua vida escrevendo repetidamente seu nome em uma folha de papel. Há ainda aqueles que desenvolvendo alguma atividade, como pintura ou tocando um instrumento por exemplo, conseguem entrar em estado contemplativo e até mesmo em transe.
É simples assim: você pode meditar fazendo qualquer coisa (mais intensamente ou menos intensamente de acordo com alguns fatores). Olhando para o mar, nadando em um rio, andando descalso na grama, pode entrar em transe em pleno desfile na sapucaí, ou mesmo se conectar à vibração positiva e alegre com amigos na massa de um bloco de carnaval. E no final, você vai parar pra pensar em como você esteve longe e perto ao mesmo tempo.
Obviamente, as energias podem ser totalmente diferentes em todos os casos, devemos ter cuidado também com as energias negativas que estão sempre mais fortes no carnaval dado a diversos fatores (quem sabe motivo de outro post), mas não quer dizer que não seja possível meditar enquanto fazermos o que gostamos.
De qualquer forma que você vá aproveitar o carnaval, divirta-se e relaxe. J
Até a volta!
No passado, no tempo em que a vontade de alguns era soberana sobre a dos outros, era muito comum vermos as pessoas terem sua liberdade e direitos sobrepujados pelos senhores feudais, por exemplo. Alguns poucos exerciam seu poder na base do chicote, da morte ou do imposto. E todo o restante era obrigado a acatar o que era determinado.
Atualmente, tudo mudou. Vimos as pessoas requererem seus direitos, lutarem pela sua liberdade. Fazer valer seu desejo.
Mas da forma errada...
Vamos às ruas (quando nos interessa), fazemos passeatas pelas causas que nos convém, mandamos correntes por email falando sobre deputados corruptos ou com a conta da Cruz Vermelha para a causa do Haití. Damos esmola ao mendigo para nos sentirmos melhores, ajudamos o asilo para manter uma atitude socialmente correta. Fazer nossa parte para um mundo melhor, frequentemente dizemos.
Mas não mudamos...
Tal como um bilhão de senhores feudais, todos os dias as pessoas lutam para impôr o seu direito sobre o do outro. Não se importam com o que o próximo (que é, frequentemente MUITO próximo) sente ou pensa... simplesmente queremos fazer prevalecer o nosso desejo do momento sobre todo o resto, sem interessar qual será a consequência dele no bem estar dos que nos cercam.
Não nos importamos de nos sentarmos no metrô e deixar o idoso ou a grávida de pé.
Não ligamos se nossa bolsa está batendo na pessoa de trás em um ônibus lotado.
Não permitimos que os outros falem quando, irados, pensamos que estamos com a razão.
Não deixamos de dizer uma coisa que vai magoar alguém em um momento de raiva e nem pedimos desculpas quando nos arrependemos.
Não perdoamos uma pessoa que cometeu muitos erros mas que se esforça para ser uma pessoa melhor.
Não aprendemos com o passado, em que ficou mais do que explícita a velha máxima: seu direito termina quando começa o meu.
Fica a reflexão: até onde eu posso ir? Qual o limite do meu desejo, do meu bem estar? Minhas vontades estão se sobrepondo à vontade de alguém? Onde seu direito termina?
Bom dia a todos!
Sempre que vejo começar mais uma das milésimas edições do Big Brother com suas pessoas estranhas, seu isolamento de informação (e muitas vezes de moral), me lembro do livro que inspirou o programa: “1984”, de George Orwell (*).
E sempre que eu penso nesse livro penso em como nós - cidadãos comuns habituados com o seu dia-a-dia nem sempre muito interessante - estamos expostos. Especialmente com as ferramentas de hoje em dia – sobretudo com o advento da Internet e do celular – fica ainda mais fácil acompanhar (ou monitorar) a vida das pessoas com as quais você cria algum tipo de vínculo.
Existe um ditado que diz que “só existem no mundo três pessoas: eu, você e alguém que nós conhecemos”. Mesmo em uma metrópole como Rio de Janeiro ou São Paulo, é muito comum você encontrar com algum conhecido quando você sai à rua ou vai a algum lugar novo. E é muito provável que alguma dessas pessoas você vá conhecer algum dia, sem nem saber que já esteve com ela antes.
Então você pára pra pensar “o mundo é mesmo um ovo...”, e então se dá conta no quanto suas atitudes e comportamento em ambientes nos quais você se sente ligeiramente “imune” estão à mostra. Tudo o que você disser ou fizer pode ser observado - e dependendo do que for e de quem for, fotografado, filmado e posto no Youtube com grande facilidade.
É quando paramos para pensar: a mensagem que passamos para os outros é adequada? O que estamos sendo é o que realmente somos? Ou estou sendo alguém que não sou realmente?
Fica a reflexão. Bjs a todos!
(*) - Neste livro, que é uma crítica velada ao regime político totalitário que existia na época em que foi escrito, o Big Brother é um líder militar que controla todo o fluxo de informação e vigia todos os cidadãos através de aparelhos chamados de ‘teletela’. Anyway, é um livro mt interessante.
Entãaaaaaaao... como toda boa promessa de reveillón sempre engloba a reativação do meu blog, aqui estou.
Os anos passam mas estou aqui J
E olha, já fazem CINCO anos!!!
Por hoje, deixo registrado meu pesar sobre o desastre no Haiti... mas deixo o registro também de que tudo isso já era anunciado e esperado. O quanto mais agredirmos a Natureza, mais ela irá se voltar contra nós usando seus “anticorpos”: furacões, terremotos, enchentes, incêndios descontrolados.
Que 2010 seja um ano de muita paz a todos mas que, principalmente, seja um ano de muita ação.
Me olhando no espelho a alguns dias, percebí que aquelas linhas finas que antes eram charmosas, agora estão começando a me incomodar. Eu, que uso esporadicamente o mesmo creme anti-rugas desde os 25 anos, agora comecei a usar regularmente e começo a pensar de pegar um 30+.
Eu penso que não é por vaidade. O rosto de alguém é o cartão de visita da pessoa, assim como os olhos são as ‘janelas da alma’. Então, qualquer coisa que afete as expressões do meu rosto, me incomoda. Especialmente os olhos.
Mas aí entra o paradoxo disso tudo...
As linhas de expressão – estrada de fim certo nas temíveis rugas – são como os selos que turistas colam nas malas... elas dizem por onde passamos. Dizem quais estradas decidimos seguir, sobre o que já vivemos, curtimos, amamos... e dizem mesmo.
Me olhando no espelho mais atentamente, percebí que as minhas linhas na testa – aquelas que se criam quando franzimos – praticamente não existem. Ainda não incomodam, imperceptíveis. E as que mais me incomodam são justamente ao redor doss olhos... sim, rugas nas minhas janelas! Um choque, a princípio.
Mas observando bem, vi que as minhas pequenas rugas nasceram justamente das minhas gargalhadas... de tanto eu gargalhar e das minhas bochechas apertarem meus olhos nos meus momentos divertidos e ‘piadistas’, elas brotaram quase imperceptíveis... fruto das farras nos horários de almoço, das brincadeiras com colegas, das cócegas feitas e recebidas, das surpresas do marido, dos chopps falando besteiras com amigos, dos filmes engraçados que vi, das piadas que contei...
Elas agora começam a dar sinal de vida como aquelas marquinhas que ‘denunciam’ algo bacana: estou passando pela vida rindo muito!
É.... até que elas não são tão antipáticas assim. ;)
Acho que a pior decepção que existe é a de quando você espera muito de alguém e vê que esse alguém não tem nada de especial. Quando você espera uma reação superior, um comportamento superior, uma mente e entendimento superiores... e esse alguém se mostra ser tão mediano quanto os demais. Você esperar sabedoria, humildade, mente aberta, lucidez, discernimento e/ou compreensão, e encontrar “pré-conceito”, pré-julgamentos, arrogância e/ou restrições.
Eu ainda não aprendi a lidar muito bem com esse tipo de decepção...
Geralmente eu procuro pensar bem nos meus sentimentos antes de expressar eles, porque frequentemente expressamos estes de forma errada. Às vezes uma coisa parece outra. E eu pensei bem, e o que pode ter parecido raiva ou indignação era, de fato, decepção.
Definitivamente, a vida é de um aprendizado constante. Me olho no espelho e ainda me vejo dando meus primeiros passos.
Bom Carnaval, meus amigos!
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
Machado de Assis
"Você sabe algo...
Há as pessoas que acreditam que podem entrar no reino de Deus ou na pura terra depois que eles morram.
Eu não concordo com eles. Eu sei que você não tem que morrer para chegar ao reino de Deus. Na realidade você tem que estar vivo para fazer isso assim.
(...) Porque meus olhos pertencem ao Reino de Deus, as árvores pertencem ao Reino de Deus, e muitas outras coisas assim.
(...) Meus olhos me fazem feliz. Meus olhos são condições para minha felicidade. (...) Eu só preciso abrir meus olhos para ver o céu azul bonito, a terra bonita, o grito das crianças, todos os tipos de forma, todos os tipos de cores, porque eu tenho olhos.
Inspirando assim para voltar para o momento presente e adquirir contato com meus olhos - é uma prática para a felicidade. E expirando - eu sorrio para meus olhos."
de: A Arte de Viver com Atenção (Thich Nhat Hanh, Trad. Rogel Samuel)