"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar." (Machado de Assis)

terça-feira, setembro 19

Brainstorming

Muito sono. Café. Acordei atrasada mas cheguei a tempo. Reunião às dez. Férias. Última semana de provas. Telefone tocando. Mestrado. Tá chegando a monografia. Saudades do meu amor. Unhas vermelhas dessa vez. Bocejo. Dor nas costas. Mamãe. Música. Ligar para a menina do queijo. Pagar as contas. O filme do Johnny Depp. Não quero entrar no negativo de novo. Fotolog abandonado. Ligar para Beta, tou devendo um chopp a ela. Detesto o barulho desnecessário da minha sala. Queria escutar música agora. Rock ou então Eletro. Sono. Celular novo, preciso de um. IPTU até o dia 26. Mais um café. Férias em Bonito. Albergue da juventude. O chefe que não chega. Meu pai tá sumido. Minha cadeira está baixa. Agenda nova. Aniversariantes da semana. Aniversário das minhas irmãs Ainda com sono. O chefe ligou. Post-it.

sexta-feira, setembro 15

Being Boring

Existem músicas que trazem a você sentimentos de uma época. Ou a sentimentos que você já viveu. Ou ainda um alguém que você já foi um dia e hoje parece tão distante.
Being Boring é uma dessas musicas pra mim. Eu sinto tantas coisas, tanta urgência, tanta vontade, que parece que vai se formar um furacão.
Quero que este final de semana seja tudo o que essa música me traz de sensações. =)
E desejo isso pra vocês também. Ou, ao menos, para os que tiverem coragem. ;)

------------------------------------
Being Boring
(Pet Shop Boys)

I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
"Dress in white" one said,
with quotations from someone's wife,
a famous writer
In the nineteen-twenties

When you're young
you find inspiration
In anyone who's ever gone
And opened up a closing door
She said:"We were never feeling bored"

'Cause we were never being boring
We had too much time
To find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end

When I went I left from the station
With a haversack
and some trepidation
Someone said:"If you're not careful
You'll have nothing left
and nothing to care for
In the nineteen-seventies"

But I sat back and looking forward
My shoes were highand I had scored
I'd bolted through a closing door
I would never find
myself feeling bored

'Cause we were never being boring
We had too much time
To find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that,
looking back
You could always rely on a friend

Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here
and some are missing
In the nineteen-nineties

I never dreamt
that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You'd be sitting
somewhere here with me

'Cause we were never being boring
We had too much time
to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that,
looking back
You could always rely on a friend

And we were never being boring
We had too much timeto find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,
then thought: "Make amends"

And we were never being boring
We were never being bored
'Cause we were never being boring
We were never being bored

quinta-feira, setembro 14

O ônibus e a infância

Manhã de sol e eu ia para o trabalho. Peguei aquele ônibus-nosso-de-cada-dia. Para minha sorte, sempre vou contra o fluxo e ele sempre vem relativamente vazio.

Mas o ônibus de hoje foi diferente... sentei naquele banco de frente para a cobradora, e percebí que ele era mais alto que de costume. Tão mais alto que todos os outros que eu não encostava meu pé no chão: ficava no máximo apenas com a ponta dos pés no chão. Imediatamente eu senti uma grande simpatia por ficar naquele lugar - fora a minha atração natural por ficar na janela.

Me vieram à mente as imagens da minha infância, de quando eu andava de ônibus sempre balançando as perninhas - indo para a casa dos meus avós comer aquela lasanha maravilhosa de domingo, indo para a casa da minha madrinha para brincar com meu primo, ou indo a qualquer lugar com a mãe do lado. E sempre balançando as perninhas....

E, enquanto eu vinha olhando a paisagem do Aterro do Flamengo achando lindo o dia azul emoldurando o pão de açúcar enquanto lembrava da minha infância, percebi que quase ninguém sentava no simpático banco. Pessoas sempre olhavam e depois assentavam em outros lugares quando percebiam a altura dele... outras, distraídas, se asentavam ao meu lado. Mas algo as incomodava, e logo elas saiam pra sentar no banco do lado, ou no de trás.

Então comecei a pensar se seria só eu a ter aquele tipo de lembranças doces despertadas por algo que possivelmente incomodava os demais. Imaginei se nenhum deles lembrou da infancia também. Ou se, porque eu estou caminhando para os 30 anos, está começando o saudosismo.

Balancei a cabeça pra afastar tanto pensamento junto, olhei pro aterro novamente e pensei: "quer saber? sorte a minha!"

E voltei a balançar as perninhas.

terça-feira, setembro 12

Amigos de verdade

Os amigos de verdade são aqueles que a simples presença (fisica ou espiritual) já refrescam a alma. Só de saber ou de escutar, você já se sente feliz, porque sabe que aquela pessoa que está alí te ama com o coração e que você faz diferença pra elas. Os amigos de verdade revigoram a alma e, mesmo que estejam a quilômetros de distância, sabem apenas pelo seu tom de voz ou pelas linhas digitadas no teclado que você está diferente. É um sexto, sétimo e oitavo sentidos juntos, pois as almas estão conectadas, o sentimento é transposto apenas por algumas palavras, vozes ou gestos. Um amigo de verdade é raro hoje em dia. E eu me sinto completamente privilegiada de ter alguns... alguns tão próximos e as companhias perfeitas praquele chopp na Lapa ou no Flamengo. Outros distantes, mas com o coração tão próximos que chegamos a sentir o calor do abraço.

Ontem foi um dia em que eu fui feliz apenas de saber que sou amiga deles. Enquanto me contavam suas histórias, suas alegrias, tristezas e seu dia, eu deixei meu problemas de lado e fui feliz. Não precisei falar dos meus.

Beta, Rosângela, Márcia, Beth, Fabiano, Guga, Deko, Brehmmer e outros tantos amigos... que me escutam quando preciso falar, e que me alegram tanto com o carinho que recebo... como não ser feliz com a sorte de ter todos vocês como meus amigos? De saber que onde eu for, tenho um ombro amigo ou uma história pra aquecer o meu coração... Amo muito vocês.

segunda-feira, setembro 11

Outside

Da série "músicas que falam por mim".

--------------

Outside
(Staind)


And you can bring me to my knees...
Again
All the times when I could beg you please....
In vain
All the times when I felt insecure....
For you
And I leave my burdens at the door

But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

All the time that I felt like this won't end
It's for you
And I taste what I could never have
It was from you

All the times that I've tried
My intentions, full of pride
But I waste more time than anyone

But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again

And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok

But I'm on the outside
And I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

sexta-feira, setembro 8

Feriadinho

Tudo bem, tudo bem... não enforquei o feriado. Mas feriado é sempre feriado, aproveita-se para divertir e descansar.

Casa da mamãe é sempre casa da mamãe: você come bem, ganha um chamego e se sente protegido do mundo. Mãe é sémpre mãe: faz você se sentir a melhor pessoa e a mais forte do mundo.

Mas minha cama é sempre minha cama: depois de um feriado na casa da mamãe, nada melhor que uma soneca naquele travesseiro que já tem seu cheirinho. :)

Àqueles que estão em casa, aproveitem bastante o feriado para descansar e se divertir. Lembrem-se sempre que fora da internet tem um dia lindo de sol brilhando, e 25 graus no Rio de Janeiro - já dá pra fazer aquela caminhada básica na praia

quarta-feira, setembro 6

8-)

Caraca, como é que pode? Em dois anos, pulei de 1,75 de miopia pra 2,50!!!
Ainda bem que inventaram a lente de contato... hehehe Ela, o o.b. e a escova progressiva foram as melhores invenções dos últimos tempos.

Mulheres que assustam (?)

Sabe aquela sua amiga que é linda, que mora sozinha, é culta, divertida e interessante, mas que simplesmente não consegue encontrar a sua "alma-gêmea"? Você também é assim?

Ela (ou você) não está sozinha no planeta. É uma de tantas mulheres que poderiam ser consideradas as mulheres perfeitas, e que teoricamente seriam o objeto de desejo de qualquer homem, porque foi assim que nós aprendemos que seria - se você é cama, mesa e banho, e ainda de quebra não dá dor de cabeça e é bonita de se mostrar, qualquer homem vai te disputar no tapa.

Mas aí crescemos e não é assim que acontece. Estamos sozinhas, enquanto aquelas que são medianas no resto todo estão sempre acompanhadas.

Um dos caras com quem conversei a respeito, carioca em seus 34 anos, foi o que primeiro me disse o motivo: essas mulheres, em sua perfeição, assustam. Em sua teoria, de alguma forma, os homens se sentem inferiorizados quando as encontram, porque são mulheres com opinião formada e totalmente independentes... então, pra que precisariam de um homem? O homem deixaria de desempenhar seus papéis principais: protetor, mantenedor e tutor. Então sentem que não seriam suficientes, talvez. Ou então que seriam colocados em segundo plano. Ou mesmo quem sabe acham que a concorrência seria acirrada demais. E os inseguros... que não seriam suficiente para elas.

Outro rapaz, paulista de mais ou menos 28 anos, me disse que o homem precisa se sentir importante para despertar seu interesse. Daí viria aquela velha dica de pedir uma ajuda, tirar uma dúvida ou mesmo pedir um favor. Chamaria muito mais a atenção um delicado pedido de ajuda do que um debate intelectual sobre a saída de Plutão do conceito de planeta, o novo filme do circuito alternativo ou as tendências socio-econômicas da Ásia.

Um amigo de Brasília, em seus 20 anos, confessou que quando conheceu uma menina tão 'autônoma', se sentiu um pouco assustado de início pois jamais tinha convivido com pessoas dessa forma. Ele estava acostumado com pessoas que falam sobre futilidades e que o papo não durava mais de 15 minutos. De repente, descobriu alguém com que pudesse conversar por horas a fio e a conversa nunca terminava. E quando terminava, já ficava a vontade de conversar mais. Disse que, depois que se acostumou com isso, nunca mais se interessou por pessoas diferentes disso. Mas que precisou quebrar essa barreira para admirar e até precisar de alguém assim.

Isso é um ponto pra gente refletir: o que estamos fazendo que está impedindo a aproximação das pessoas: amigos, amores, sócios. Será que o feminismo não estava errado nesse ponto? Ou será que a sociedade brasileira ainda é atrasada demais?

Quando nós matamos um leão por dia pra trabalhar, estudar, cuidar da casa e namorar, será que não deixamos de lado a essência feminina?

Será que nós não deixamos nossa feminilidade para nos parecermos com algo que não é o que nós somos o tempo todo (quase sempre não é o tempo todo)?

É algo a se pensar... senão, em pouco tempo, não existirão mulheres e homens... mas apenas sexo feminino e sexo masculino.

quarta-feira, agosto 30

Reflexões banais

Acabei de ler uma frase em um site que mudou minha vida:

"O que você está fazendo para criar a vida que deseja experimentar?".

Vou refletir alguns dias sobre isso....

----- x -----

A insônia é algo cruel: você tem toda energia do mundo quando tem que dormir, e nenhuma quando precisa estar acordada.

----- x -----

Eu fico feliz quando eu vejo por aí exemplos perfeitos de que o amor independe de qualquer coisa... ele existe, e só.

----- x -----

Poucas coisas na vida são tão boas quanto conhecer um pouco mais das particularidades de um novo amigo.

segunda-feira, agosto 28

O costume e o gosto pessoal

O costume molda o gosto pessoal. É interessante perceber isso. Não obstante à extrema facilidade de adaptação do ser humano a diversas situações de perigo inclusive, acreditamos que depois de certa idade nada mais poderá ser mudado nos nossos gostos, nas nossas idéias, nas nossas convicções. Acreditamos que nascemos de uma determinada forma e com uma determinada personalidade, e esses traços serão eternamente predominantes. Costumamos dizer: "se fulano até agora não mudou, agora é que não muda mais". Ledo engano.

Se formos observar, tanta coisa mudou e tanta coisa muda...e nós nem percebemos.

Trocamos de moeda, de governo, de política e aprendemos a lidar com tudo. Mudamos de cidade, de trabalho, de amigos, de namorados e sempre levantamos a cabeça e começamos de novo. Perdemos aquela chance incrível de fazer algo que podia mudar sua vida, mas é vida que segue, e lá na frente outra coisa boa acontece.

Sempre nos adaptamos às situações, e sempre a vontade social influencia nos gostos pessoais. A sociedade influencia nas escolhas.

Pintamos nossos cabelos de loiro porque é moda, usamos aquele sapato que machuca o pé só porque é chique, vamos àquele almoço chato de família para não fazer desfeita. E vamos. E chegamos lá com um sorriso no rosto. E saímos de lá como se não tivesse sido ruim - e nem sempre o é.

Assim mudamos também nossas convicções ao redor da vida. Nos adaptamos ao que a vida oferece a nós.

Quando adolescente, sempre gostei de comer camarão mas, depois de uma alergia, fui obrigada a parar de comer. Hoje nem sei mais que gosto tem.

Sempre gostei muito de escrever (pensei até em fazer faculdade de Letras) e sempre preferí trabalhos mais escritos do que numéricos - eu tinha horror a equações. No entanto, como uma economista vive cercada de números, atualmente tenho mais facilidade de trabalhar com os números - embora continue gostando das letras. E isso me faz pensar em dar aulas de economia - porque não juntar ambos?

Você já parou para analisar no quanto você mudou de uns tempos pra cá? Já parou para comparar o quanto você mudou em determinados aspectos e no quanto a maturidade te mudou?

Essas pequenas reflexões mostram que nada é imutável. Nós mesmos somos altamente flexíveis. O ser humano é tão perfeito em sua concepção que se adapta facilmente a mudanças, e isso pode ser bom. Então, porque não nos aproveitarmos disso?

segunda-feira, agosto 21

É a vida...

Realiza na mente de vocês uma pessoa impopular...

Imagina aquele cara que passa no corredor olhando pra frente que te faz parecer transparente... nem olhar, quem dirá um bom dia para um reles funcionário - por mais que este trabalhe com ele.

Agora imagina um cara que só anda engravatado e, de tão sem papo e playboy, é motivo de chacota quando passa ou fala alguma coisa.

Imagina agora que essa pessoa tem dinheiro suficiente para sustentar umas 5 ou 6 famílias, e só trabalha onde trabalha porque o logo da empresa fica bonito no curriculo.

Realizou tudo isso? Agora adivinha?

...

Essa pessoa se candidatou a deputado estadual pelo Prona!

... agora cumprimenta todo mundo no corredor,
... entra nas salas fazendo piada e dando bom dia,
... agora pára no corredor da empresa para distribuir santinhos

(nem preciso dizer que virou piada pra pelo menos um mês né?)

Isso me faz parar para pensar: um cara desses pode até ser eleito... tem todos os "pré-requisitos" para ser um político brasileiro.

quarta-feira, julho 26

É estranho amadurecer

(para Wagner, Rodrigo, Jéssica e Mariana)

Conforme os anos vão passando, continuamos exatamente os mesmos, mas somos moldados dia a dia na forja da vida. É estranho amadurecer.

Continuamos as mesmas crianças que sempre fomos, no entanto somos obrigados a conviver e aprender com as delícias e dores de sermos adultos. A cada ano que passa, observamos o mundo de uma forma diferente, lemos os mesmos livros da vida com olhares completamente novos, criamos novos sonhos e destruímos outros tantos que a realidade nos faz perceber distantes ou inadequados.

Os anos passam e aquelas pessoas que sempre pensamos que estariam ali simplesmente se vão. Mais uma chama de vida apagada, que virou apenas história. Os nossos amigos seguem seus rumos, mudam de cidade, de país, passam a ser pessoas completamente desconhecidas, diferentes, alteradas...

... Mas tão desprotegidas e frágeis como sempre foram.

Quando crianças brincamos de casinha. Quando adultos, a casinha se torna uma família de verdade, vira responsabilidade para o terceiro expediente. As bonecas fofas tornaram-se filhos que cresceram e se tornaram adolescentes, trazendo a preocupação diária da prova-dos-nove da educação que se deu: será um bom aluno? está em segurança? será que sabe o que está fazendo?

O jogo de tabuleiro vira um leque de decisões que você precisa tomar.

Os bonecos cresceram. Os meninos brincavam com os seus rambos e fortes apaches. Hoje vão para o Iraque, o Líbano, ou permanecem em seus países lutando para ter uma vida digna. Os meninos andavam de bicicleta competindo quem era mais rápido, hoje competem no mercado de trabalho para ver quem é o melhor.

Os jogos de cartas se tornam regras sociais, onde é preciso conhecer todas para não ser jogado no ostracismo.

As pipas são nossos sonhos, que dirigimos e mantemos voando por uma finíssima linha - e basta esta linha estar no caminho de alguém para que esse alguém possa lhe cortar, e seu sonho assim se vai.

Você se torna o pião, que dependendo de como seja rodado, se mantém de pé ou simplesmente pára de rodar.

A vida real não nos permite ensaios. A vida real não nos permite erros sem que hajam consequências. Mas ainda somos os mesmos. A mesma criança que precisa de proteção.

Alguns entendem a importância e a estranheza do que é amadurecer, e procuram fazer o melhor possível, dosar seus passos para não errar, desejam construir uma vida sólida, racionalizar seu destino, ou ao menos passar por ela da forma mais leve e bonita possível.

Outros continuam achando que é tudo um prolongamento da infância que todos temos dentro de nós. Constroem famílias acreditando que tudo ainda é muito fácil (basta guardar os brinquedos quando enjoar deles), ou brincam de guerra achando que no final tudo estará igual - mandam tropas e mísseis para outro território como se estivesse jogando War no Natal com seus primos, e depois bastará recolher as fichas e guardar o tabuleiro.

Definitivamente é estranho amadurecer. Talvez mais estranho seja perceber-se a mesma criança, cercada por um mundo tão confuso.

terça-feira, julho 11

Segurança Pública - opiniões

Bem... chegamos ao final de copa, e agora o Brasil volta a pensar na própria vida ao invés de pensar naqueles "filhos da pátria amada" que estão milionários e vão morar fora do país.

Acredito que por toda essa aura que circunda Rio e São Paulo ultimamente - os dois maiores colégios eleitorais do país - um dos assuntos que será carro-chefe das propagandas eleitorais será a (in)segurança pública.

Ontem eu recebi uma suposta entrevista do Marcola (o "bandidão" da vez), que eu já imaginava não ser verdadeira, mas que depois me informaram que é uma provocação do Jabor. Enviei para alguns amigos para ver qual seria a reação. Alguns são de São Paulo, outros do Rio mesmo, alguns do Nordeste e do Sul. Absolutamente todos reagiram de forma idignada e me devolveram o email comentando sobre o enviado.

Mas, de todos os que recebí, estes me chamaram mais atenção:

O primeiro que recebi foi de um amigo que disse que o criminoso, tendo a oportunidade de ler 3000 livros (conforme foi citado na suposta entrevista), um dia se iluminaria e perceberia que está no caminho errado e seguiria o caminho do bem. Sinceramente não acredito nessa hipótese. Não que seja pessimista, na verdade não sou nem pessimista e nem otimista, procuro ter a visão mais realista possível. Acontece que estas pessoas não podem perceber outro caminho... porque para elas o único caminho que existe é o do crime. E, por mais que leia na prisão, toda a visão será deturpada para a realidade em que *aquela* pessoa está inserida. Talvez seja possível... sim... ms acredito ser uma visão um pouco romântica dessa grave situação.

Outro amigo me fez a importantíssima constatação de que parte da culpa é nossa, porque elegemos nossos representantes conforme os interesses próprios - e haja espaço para "chiquinho da pipoca", "cicraninho da van" e "joãozinho do ferro-velho" por aí. Isso realmente é fato. E até nós, o povo, favorecemos essa existência, quando vendemos nosso vergonhoso voto por uma camiseta.

Completando essa segunda opinão, uma terceira amiga foi mais além: disse que seria necessário que essa violência toda chegasse às classes mais altas para que sentíssem o efeito de tudo isso. No momento em que o César Maia tiver seu filho sequestrado, no momento em que o ACM tiver seu neto morto (na verdade isso seria o paraíso), talvez eles pensassem melhor em investir na Segurança Pública. Certamente ela está correta. Mas a pergunta que me faço é: não seria tarde demais? Quantas vidas perdidas seriam necessárias até que chegássemos a este ponto?

Mas o ponto final das opiniões mais interessantes que recebi foi a de um amigo que me disse: o problema não é o fato de termos Congressistas facilitando a vida do tráfico, mas de termos o tráfico representado no Congresso.

Faz todo sentido. Infelizmente, nos habituamos a termos bancadas de direita e de esquerda, bancada dos ecologistas, bancadas dos evangélicos, bancada dos deficientes... e agora temos as bancadas dos corruptos: sanguessugas de um lado, mensaleiros de outro, traficantes mais atrás. E absolutamente TODOS impunes e atuando ativamente na casa dos "300 Picaretas com anel de Doutor".

A pergunta que me faço é: acaso não deveria haver uma ÚNICA bancada no congresso: a bancada do POVO? Acaso todos não deveriam pensar juntos em soluções para a vida de TODOS? É um sonho distante...

Na minha opinião, o que acontece é que existe uma FALTA DE INTERESSE público para que o problema da segurança pública seja efetivamente dissolvido. Existe uma motivação maior do que esta, que é a boa e velha fórmula "angariar votos e se reeleger, para mamar nas tetas da grande mãe por mais quatro anos". Não falta apenas ética... falta ética, moral, vontade, preparo, sensibilidade social.

O Governo - em todas as suas esferas - se encontra mais comprometido de fazer publicidade, para que possa ser reeleito ou eleger seu sucessor. E aí vemos propagandas como "O Rio dar a volta pra cima", propagandas do governo federal, etc. Quanto será que investimos em propaganda? Será que seria suficiente para reequipar toda a polícia? Ou ao menos aumentar o vergonhoso salário da Polícia Militar?

E, enquanto isso que temos hoje for o pensamento vigente em nossa política, o Brasil não tem solução. E o último que sair, apague as luzes.

terça-feira, maio 9

Complexo de Tio Patinhas

Assino algumas listas de email de economia, política, debates e afins, e lí hoje um artigo muito interessante sobre os governantes mais ricos do mundo.

Algumas pessoas comentaram sobre isso, riram dos paradoxos, mas deixaram passar desapercebidos alguns detalhes... mas se formos pensar nos dados e não apenas ler como "cultura geral", podemos tirar várias conclusões... vale a reflexão.

Conforme o artigo que menciona a revista Forbes, os dez governantes mais ricos do mundo são:
1) Rei Abdullah Bin Abdelaziz, Arábia Saudita - US$ 21 bilhões
2) Sultão Hassanal Bolkiah, Brunei - US$ 20 bilhões
3) Xeque Jalifa Bin Zayed al-Nahyan, E. Árabes - US$ 19 bilhões
4) Xeque Mohamad ben Rashid Al-Maktoum, Dubai - US$ 14 bilhões
5) Príncipe Hans-Adam II, Liechtenstein - US$ 4 bilhões
6) Príncipe Alberto II, Mônaco - US$ 1 bilhão
7) Presidente Fidel Castro, Cuba - US$ 900 milhões
8) Presidente Teodoro Obiang, Guiné Equatorial US$ 600 milhões
9) Rainha Elizabeth II, Reino Unido US$ 500 milhões
10) Rainha Beatriz Wilhelmina Armgard, Holanda US$ 270 milhões

A primeira coisa que me chamou a atenção nesta afortunada lista foi a quantidade de países árabes que estão inseridos aí. Obviamente, tanta riqueza vem do "ouro negro" que emana pelo lado de lá. Isso aí não é surpresa nenhuma, e não importa o quanto o Xeque ou o Emir queira não ser rico (imaginemos que alguém não queira ser... suposição mesmo), ele simplesmente o é porque tem petróleo. Isso é fato. O que por um lado é muito ruim e pode se tornar dramático, porque a maioria estamos pautando grande parte de nossas economias em uma fonte de combustível finita, que será extinta mais cedo ou mais tarde.

A segunda impressão que tive foi a diferença de quantidade de citações entre os regimes: monárquicos, presidencialistas e fundamentalistas. A excessão do rei saudita, todos os países árabes citados são fundamentalistas, em regimes em que se tem considerável grau de apoio popular mesmo sem uma completa distribuição de renda. No entanto, regimes fundamentalistas estão muito mais expostos a guerras religiosas, confronto de facções e problemas gerados pelo fanatismo religioso local - o que os deixam longe de ser um regime e um povo traquilos.

Mas o que me chamou atenção mesmo foi que o sistema monárquico dos países citados, apesar de tudo, são de países muito desenvolvidos, enquanto os presidencialistas que aparecem na lista são países que tem grande parte da população vivendo na linha da pobreza ou abaixo dela - e mesmo assim seus governantes estão milionários.

O caso de Cuba acredito ser mais que conhecido, população pobre, embargo econômico, discussões com os EUA e problemas com diplomacia. O Presidente Fidel - que teve sua riqueza atribuída especialmente ao seu vínculo com a indústria farmacêutica - reclamou, disse que é uma infâmia, que tomariam ações legais contra as "acusações" (?), etc. Aliás aí cabem mais dois pontos: o primeiro é que, por acaso (?), Cuba é conhecida mundialmente pela sua medicina (que na verdade não é acessível a todos os cidadãos, mas aos abonados americanos especialmente) e não tão por acaso assim vale muito a pena investir no setor farmaceutico lá pelas terras do Fidel. O segundo ponto é que o presidente cubano está como presidente a mais tempo do que eu me conheço por gente - quase uma monarquia, pra falar a verdade.

Já os da Guiné Equatorial, a 13ª pior expectativa de vida do mundo mas a 5ª maior produtora de petróleo do mundo, não é tão conhecido assim. Segundo os dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), tem o setor de saúde pública como o 12º pior do mundo, e o de educação inferior ao do Brasil - Guiné Equatorial é o 108º no ranking, que engloba 177 países. No entanto, o país teve o maior crescimento de PIB per capita (16,2%) e de IDH no período de 1990 a 2003, período analisado pela pesquisa. Vale lembrar aos desavisados que o PIB per capita é apenas "matemático", não é necessariamente distribuído.

É engraçado também quando temos a impressão de que justamente nos países presidencialistas os índices de corrupção são mais altos do que em outros sistemas de governo - até mesmo pela divisão do poder ser bem mais ampla. No entanto, isso vai exatamente contra a proposição do governo presidencialista, que é de distribuir melhor as riquezas - materiais e imateriais - do país entre seu povo, de forma democrática e igualitária.

Não quero fazer constatações sobre estes dados e tampouco afirmo que esse seja o único sintoma sobre a relação entre distribuição de renda e fatores sociais, e também neste caso específico o regime político (não chego a ter conhecimento ou "gabarito" suficientes). Mas é importante vermos uma notícia como essa e pararmos pra pensar no todo, no mar de coisas que vem por trás da mera curiosidade de um ranking de ricos e famosos.

As conclusões ficam por conta de vocês. ;)

quinta-feira, abril 6

Pizza mais uma vez...

E mais uma vez, acaba em pizza o julgamento de um acusado de ser "beneficiado" pelo mensalão.

O pior de tudo foi escutar e ler uma justificativa de um dos "colegas" do réu... ele foi inocentado porque "sempre foi uma pessoa que ajudou aos demais colegas, que foi um 'bom' presidente,, que sempre colaborou com os trabalhos na Casa", etc.

Eu DETESTO com todas as minhas forças o eixo PMDB-PSDB-PFL, mas se isso não foi um acordão (que inclui esse eixo, afinal ele foi inocentado por quase 300 votos), eu troco meu nome para Jupira.

Então tá combinado assim... o amigo do meu amigo é meu amigo, mesmo que ele seja corrupto, esteja prejudicando a moral de uma Casa inteira, que esteja descaradamente roubando a população nacional e tudo o mais... até porque, quando tiver eleição, o povo já se esqueceu de tudo.

Quando Herbert Vianna cantou "Luiz Inácio e os 300 picaretas", Lula estava do outro lado... era 'Luiz Inácio CONTRA os 300 picaretas'. Agora é realmente 'Luiz Inácio E os 300 picaretas'... porque o Lula não apenas não sabe de nada como continua sem se manifestar contra essa falta de decoro que é a absolvição de deputados tecnicamente envolvidos em corrupção ativa e passiva.

Se o Lula pecou antes por não denunciar, esse foi o menor dos pecados. O maior de todos é o que comete agora: continuar sem querer se envolver ou pelo menos repudiar o que está acontecendo no meio do Congresso Nacional. No melhor estilo "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe".

terça-feira, abril 4

Affff....

... alguém merece ter uma crise de bronquite a noite e acordar com sinusite???

(respondo: nem meu pior inimigo merece...)

segunda-feira, abril 3

O Orkut mudou minha vida

Eu posso dizer que o Orkut mudou minha vida, ou me ajudou a mudar. Nesse sitezinho que é quase que unanimidade entre os internautas, eu reencontrei pessoas e conhecí outras tantas, as quais fazem parte da minha vida - seja do passado, do presente ou do futuro.

É muito estranho e até engraçado olhar para trás e ter a sensação de que sua história é realmente uma história, que parece até uma vida de alguém que não você. Parece algum conto da vida alheia, coisas que alguém comentou, que simplesmente passaram.

Mas aí vêm essas pessoas que sumiram e simplesmente estão de volta, aparecem como que por mágica lembrando da história em comum com carinho, e trazendo toda a bagagem, todo o passado, toda a alegria e tristeza da lembrança de algo que passou e se tornara apenas... uma história! E então, você lembra que aquilo tudo não são simplesmente páginas de diário rabiscadas, aquilo é tudo foi vivido por você, é o que você é, o que te fez ser o que é hoje, o que um dia você viveu.

Olhando bem ao redor, vemos o mundo e as pessoas em geral passando por uma fase em que procuramos a todo o tempo resgatar um "eu" que ficou esquecido, que ficou para trás na correnteza da vida, reencontrar pessoas que fazem parte da minha história é realmente tudo o que eu queria: elas se lembram do meu verdadeiro eu, não este que foi moldado na forja da vida. E esse reencontro com o passado traz em mente que é preciso mesmo retomar, de onde paramos, a nossa trajetória.

Em algum dia do passado, deixamos de ser quem somos para ser quem precisam que sejamos e isso hoje, pessoalmente falando, me mostra o quanto foi válido - mas também me mostra do tudo que eu tive que abrir mão. E isso, nem sempre é confortável para quem sente. Na minha "Trajetória do Louco", talvez eu esteja na carta da morte... tempo de transformação, tempo de mudança. Isso justifica muita coisa do que tenho sido atualmente - introspectiva, encolhida, quieta... optando por estar só em muitos momentos.

É... o Orkut mudou minha vida e acho que a de muitas pessoas também. Muito bom reencontrar essas pessoas. Espero não deixá-las para trás, nunca mais. :)

sexta-feira, março 31

Riso e Sorriso

Existe uma diferença que pouca gente sabe perceber entre quando uma pessoa dá um riso e um sorriso. Um riso é muito mais comum que um sorriso.

O primeiro, podemos ver sempre nas pessoas. O segundo, é artigo em extinção.

Um riso é remédio, como diria o ditado. Muitas vezes é sincero, mas pode ser apenas externo, feito para demonstrar simpatia, aprovação ou contentamento, mesmo quando nossa alma está em frangalhos. A gargalhada manifesta graça por algo que se diz ou que se escuta, o riso é a manifestação externa do que pensamos naquele momento. É fácil rir, é fácil retribuir uma risada. Em alguns casos, o riso é uma boa moeda de troca; em outros, uma saída rápida. O mais deprimido de todos pode dar uma boa risada enquanto lê uma piada engraçada ou se um amigo lhe disser uma grande besteira. O riso é estado de satisfação, mesmo que momentanea ou menos sincera.

Já um sorriso não; o sorriso é um espelho do estado da alma. Quando uma pessoa sorrí, todo seu corpo sorrí ao mesmo tempo, porque é sua alma - e não sua face - quem está sorrindo. Quando alguém sorrí do outro lado do telefone, nós sabemos mesmo sem ver; se alguém sorrí para você quando você está abatido, esse sorriso aquecerá sua alma e dará forças para que você se levante. Quando vê um amigo que não vê a anos, você sorrí por sentir tanta alegria. Os pais sorriem para as crianças que caem em seus primeiros passos; os animais sorriem quando ganham um afago do dono; os amigos sorriem porque nos preocupamos demais com algo que fatalmente perceberemos que é uma besteira enorme.

Um sorriso acalenta a alma e mostra nossos sentimentos.

O riso alegra um dia e alivia um ambiente.

Na verdade, não paramos para prestar atenção nessa diferença porque geralmente nós não paramos para conhecer as pessoas que estão conosco. Somos capazes de conviver toda uma vida com pessoas sem que vejamos um sorriso em seus rostos, ou que possamos identificá-lo. Mas basta pensar em você mesmo para perceber: quando você beija o amor da sua vida, você rí?

...ou você sorrí?

quarta-feira, março 29

Meu voto é nulo

- O que esperar de um país como o Brasil?
- Que "país do futuro" se submete aos desmandos das elites financeiras?

Essas duas perguntas tenho me feito a dias, com toda essa movimentação de sai ministro Palocci, entra ministro Mantega. Mas ficou muito mais forte de ontem para cá.

Eu assisto o Bom Dia Brasil diariamente e quase soltei fogos de artifício quando escutei o Ministro Mantega dizendo que é precisamos lidar de forma civilizada com a nossa política monetária - sobretudo as taxas de juros indecentes. Cheguei a pensar "Nossa, será que aos 45 minutos do segundo tempo a coisa vai começar a mudar de verdade???".

Ledo engano de uma sonhadora.

É vergonhoso pensar que eu votei em um candidato que me dizia que ia mudar tudo, e que chega lá e edita uma medida provisória pra distribuir poderes na melhor forma maquiavélica de "dividir para conquistar": dividir o poder entre várias pessoas faz com que a instabilidade seja diluída igualmente. Dar o poder a um banqueiro e praticamente desautorizar um ministro recém-empossado não é o que esperava de um operário-sofredor-que-chegou-lá. Minha indignação não tem fim. Estava conversando ontem exatamente sobre ser impossível separar economia do tradicional problema de classes, e no Brasil esse problema - tal como o modelinho neoliberal imposto e bem aceito - é, na prática, completamente ignorado como se a economia pudesse melhorar só porque o mercado financeiro quer (aliás, não me lembro do mercado financeiro querer melhorar nada, trabalham apenas no ditado "A farinha é pouca? Meu pirão primeiro!").

E, por tudo isso e por pensar que as alternativas que tenho são votar no PMDB, no PSDB ou no PFL (infelizmente, o resto todo é irrisório ainda), é que meu voto até agora é nulo. É desesperador para uma pessoa que acompanha, com real interesse, o desenvolvimento de seu país pensar que todas as alternativas são essas. Difícil engolir Garotinho, Alckmin e sua trupe. Ou votamos em populistas, ou votamos em versões modernas dos antigos coronéis.

Mas também me recuso a votar em um dos "menos pior" de todos. Me recuso a acreditar que tudo vai mudar se eu votar de novo no Lula - e espero que, aqueles que confiaram no FHC para o segundo mandato, não cometam o mesmo erro. Ao meu ver, já foi mais que provado que Lula não tem o mínimo interesse em mudar um país - desde que continue andando de jatinho, usando ternos caros e conhecendo o mundo, nada mais importa.

Olhar para o horizonte e não ver pespectiva de uma efetiva justiça social e de um governo realmente interessado em resolver todos os problemas (que não são poucos) de um país de dimensões continentais é, no mínimo, angustiante. Pensar que é em vão tudo o que alguns grupos e minorias fazem para melhorar algo no país do Mensalão e da impunidade é realmente um desalento.

São nessas horas que me envergonho de ser brasileira. Se fosse na Argentina, o mais leve de todos os protestos seria um forte panelaço. Mas como o JK levou Brasilia pra longe...

terça-feira, março 28

Somos pássaros

As pessoas estão carentes, mais carentes do que nunca. Não passando por privações materiais, não carentes de dinheiro ou de bens, mas carentes de carinho, atenção, amizade, amor. Por todo lugar onde olhemos, encontramos pessoas desesperadamente carentes de afeto, em todas as suas formas e nuances. Precisamos de pessoas que caminhem juntos de nós.

As pesssoas estão carentes de alegrias. Por onde elas passam, o que encontram são problemas 'insolúveis' aguardando solução, pessoas precisando de favores e depois abandonando-as, tristezas profundas aguardando o esquecimento. Olham para o horizonte e, cada dia mais, tentam se conformar que o futuro não há de ser nada além daquilo; todas as esperanças e aquele sentimento de que 'somos muito especiais' e que 'vamos fazer a diferença' se foram, e em seu lugar fica o olhar triste e calejado de quem passa a acreditar que aquilo tudo foi uma ilusão de infância. As pessoas estão carentes de pessoas. Mas não de pessoas numericamente falando, mas de pessoas humanas ao seu lado, com sentimentos semelhantes, de amigos sinceros, de amores verdadeiros.

A sociedade exige e nós cumprimos: tudo parece que fica estagnado num oceano tranquilo, sem ondas, numa calmaria sem fim - no entanto, só ela mesma é quem conhece as correntezas que passam no lugar mais profundo, naquele cantinho escondido entre corais e tanta vida marinha. Ela sabe que dentro dela tudo é diferente, e por mais que seu externo aparente ser uma pessoa digna de causar olhares admirados ou mesmo inveja, em seu interior existe um turbilhão de sentimentos, de angústias e de mágoas. E assim criamos uma parede para nos proteger - afinal, no final das contas, não queremos ser conhecidos pelo que somos no interior.

Em uma vida quase claustrofóbica, nos recolhemos dentro de uma casca, tal como a tartaruga que, com medo, se esconde... não queremos ser atingidos por mais nada, apenas queremos ficar em nossos cantos... enquanto, intimamente, ficamos rezando todos os dias para que alguém venha e abra à força a casca, que a tire de lá e que mostre que o mundo realmente é aquilo que sempre se acreditou que fosse - e que as pessoas são boas.

De toda essa carência, de todo esse recolhimento, nascem relacionamentos transtornados. Amigos que invadem, amores que dependem, contatos que sugam. Famílias que usam-lhe de muletas, inimigos que acabam se encontrando no rival e multidões inteiras de solitários lado a lado.

Mas, na verdade, nós somos pássaros ensinados que ser tartaruga é o que é bom. E o que se faz hoje em dia é cortar a própria asa, e cortar a asa das pessoas ao nosso redor, para que nenhum vôe. Todos devem fincar seus pés no solo e inventar uma casca para ficar parecido com a tartaruga, e assim ter a segurança de estar em terra firme.

Mas, em nosso interior, sabemos que somos pássaros. Devemos voar. Os tombos fazem parte de tudo, e é o que dão prazer maior, pois o gosto da vitória é indescritível. Sabemos que para sermos feliz, devemos voar, e voar juntos. E para voar junto, devemos estar livres - jamais no solo, dentro de uma casca, mas sim tendo nossas asas em perfeito estado, abandonando a segurança do solo, chegando em um penhasco e pulando. Apenas tendo a certeza que nossas asas irão suportar nosso vôo e arriscando os primeiros tombos é que nossas asas ficarão fortes, e é nesse momento em que passaremos a planar não com o desespero das asas cortadas, mas com a elegância de quem já passou pelo pior.

Agora com licença que vou ver se as minhas penas, que aparei a tempos atrás, cresceram mais um pouco.

Voltando

Decidí voltar a escrever aqui.

A decisão simplesmente é porque o blog vai muito além da terapia, ele é uma forma de você colocar à mostra as coisas que precisam ser ditas.

Então... estou de volta. :)

segunda-feira, dezembro 26

Feliz Natal!!!

Não, este não é um post de natal atrasado, porque acredito que comemoramos o Natal o ano inteiro.

Para os cristãos, ontem foi Natal. Para os judeus, Chanuká. Para os pagãos, foi solstício. Não importa. O mais bonito de tudo é quando percebemos que todas as religiões são apenas uma só. Tudo é uno. Deus é único. Todas as crenças são apenas uma. E todas são lindas. E todas os natais, festas santas e tudo o mais tem a mesma finalidade - no mesmo ou em outro dia.

É quando aprendemos que Deus é único - mas se veste de muitas formas. E descobrimos o significado da palavra Onipresença.

Portanto, feliz Natal, Yule, Chanuká, etc. E que o(s) seu(s) Deus(es) lhe ilumine!

segunda-feira, dezembro 19

"Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo!
Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós
e que queima como o fogo da vida!!"

(Lou Salomé)
Nossa, a muito tempo que não posto nada por aqui... mas, aparentemente, estou de volta.
A faculdade consumiu completamente meu intelecto esse semestre, para eu dar conta de tanta matéria e de tanta leitura. Pra ter uma noção, apenas em novembro eu tive que ler sete livros. Foi duro, mas sobreviví... apenas em uma matéria não tenho certeza ainda se consegui passar.

Ultimamente eu tenho flertado com a filosofia. Tudo começou porque ganhei um livro de aniversário, o "Quando Nietzsche chorou". Pronto. Paixão à primeira vista. Apenas confirmei que, quando ainda adolescente, pensava em fazer Filosofia (só não o fiz pois gosto demais de dinheiro pra trabalhar em algo não tão bem remunerado).

Mas uma frase que lí recentemente, de Lou Salomé, me tocou particularmente: "Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!"

Pronto, se instalou um motivo para uma longa reflexão.

Alguém disse um dia que a nossa vida pertence a Deus. Outro alguém disse que a nossa vida pertence a nós mesmos. Não! Ela não nos pertence enquanto não a roubarmos. Ela pertence ao tempo, até que aprendamos a tê-la em nossas mãos. Precisamos enfrentar o tempo, a sociedade, os ditos e as regras.

Liberdade é andar sobre as regras, e precisamos de coragem para sermos livres. Porque a liberdade nos trás a verdade, e a verdade fere, machuca, amedronta.

Fugindo do clássico, a primeira reflexão que fiz sobre isso foi com Renato Russo: "Quem pensa por sí mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria". Filosofia para adolescentes? Talvez.

Mas só quem é livre sabe o quanto é sério, perigoso, assustador e cansativo sê-lo.

sexta-feira, outubro 21

Eu escrevo

Eu escrevo não para mostrar pensamentos
Mas para mostrar quem sou
Para expurgar sentimentos
Para sentir em que lua estou

Eu escrevo não para ganhar elogio ou aprovação
Mas para jogar no ar palavras
Para deixar tudo às claras
Para mostrar meu coração

Eu escrevo não para pessoas conquistar
Mas para levar idéias para além-mar
Para atrair outras almas e para aproximar
E para dividir meu pesar

Mas eu escrevo, antes de tudo,
para mais me amar.

quinta-feira, outubro 13

Quem você seria?

Se você estivesse sozinho
Numa encruzilhada, sem placa ou mapa,
Que direção tomaria?
Se você estivesse em um deserto
No meio do nada, sem horizonte,
Como sairia de lá?
E se você estivesse à deriva
No meio do mar, sem ninguém pra olhar,
Como sobreviveria?
E se você estivesse no meu lugar,
Sem motivo nem festa, se nada resta,
Que alegria teria no olhar?
O que você faria no meu lugar
Além de querer que o tempo passe depressa?
Além de pensar que vida é essa
que abandona a gente
No meio da estrada, deserto ou floresta,
Sem farol, sem radar, sem sinal,
sem nada pra te guiar?
Quem você seria, no meu lugar?

segunda-feira, outubro 3

A beleza das coisas

Sábado. Depois de muitos dias de tempo encoberto e chuva no Rio de Janeiro, acordei e tinha um sol maravilhoso, do jeito que todo carioca gosta.

No caminho entre Centro e Botafogo, comecei pensando sobre a imensa preguiça e cansaço que eu sentia. Mas depois, comecei a reparar nas pessoas caminhando no aterro e me dei conta de um erro que vinha comentendo apesar de exercitar para não fazê-lo: não ver a beleza das coisas.

Até hoje me lembro de quando vi pela primeira vez o Aterro do Flamengo, a Praia de Botafogo, quando caminhei sozinha pela primeira vez em Copacabana. Eu, criança, fiquei encantada com toda a beleza que - incrível - sempre esteve tão perto de mim, que morava na zona norte da mesma cidade, mas até então nunca tinha visto ao vivo a Lagoa iluminada à noite.

Hoje, que moro e trabalho próximo a tudo isso, parei de reparar nessa beleza toda. Trabalhar vendo da janela o Pão de Açucar, tendo o Cristo Redentor do outro lado, já não me faz parar para ficar admirando.

Conviver com essa beleza toda, que sutilmente nos lembra que Deus existe, já não chamava mais atenção do que minha rotina desgastante, e eu já não admiro diariamente o que pessoas do mundo todo pagam rios de dinheiro para conhecer. Até que eu tive esse estalo.

E me dei conta que, como tudo, o ser humano se acostuma ao que é bom e acha que é pouco, ou simplesmente ignora o que é bom, para se concentrar em coisas que não o são. É assim com aquela filha que tem tudo o que os pais podem dar e acham pouco, a moça que tem um namorado perfeito mas que ainda assim está insatisfeita "achando que falta algo", aquele profissional que está fazendo o que gosta e ganhando o que é justo, mas que ainda assim está insatisfeito e quer trocar de emprego...

É dom do ser humano ignorar o belo em detrimento do feio.

É mania nossa trocar o adjetivo pelo verbo.

E, na janela do ônibus, olhei apaixonadamente a lindeza do meu Rio de Janeiro. E prometí a mim mesma não me habituar novamente a deixar de ver a beleza... nem na cidade, nem nas pessoas.

segunda-feira, setembro 26

"Não votei porque não votei"

Eu fico impressionada. Tenho evitado ler jornais para não me aborrecer, mas esta foi demais.

Perguntado sobre o porquê de não ter votado nas eleições internas do próprio partido, Lula - o nosso presidente amado - disse sabiamente: "Não votei porque não votei". O tom soava tão importante como se seu sobrinho perguntasse porque você não comeu picolé de limão...

Não sei para vocês mas pra mim tá na cara o porquê... não queria se indispor com nenhum dos lados (nem com o Campo Majoritário, especificamente) e, especialmente, porque quis se colocar acima dessas coisas "mundanas". O PT já é pequeno para ele, agora ele olha como ferramenta o partido. Para não se opor aos "companheiros" e para proteger a própria imagem de arranhões, ele prefere fazer como quem não é com ele???

É incrível como ele ignora solenemente tudo o que está acontecendo. A corja que vendeu o país aos tucanos e aos pefelistas (não sei qual é o pior) está cantando a vitória mais uma vez. Não bastasse as denúncias contra o campo que não era pra ser majoritário a tempos, vem o descaso, como se aquilo pouco importasse. Nossa oposição é suja, o governo está infectado e ele precisa tomar ciência disso e atitudes, principalmente atitudes!!!!

Questiono a política econômica do Lula porque tenho fundamentos que poderíamos estar bem melhores, mas acho que em formas gerais ele faz um bom governo. Mas esse jeito Blazé dele olhar o partido não está combinando. Não dá pra fingir que não é com ele. Não dá pra visualizar uma parede que o deixe tão longe por tanto tempo.

Apenas pra frizar... eu votaria no Lula novamente. Mas ele precisa descer do lustra, sair do pedestal que se colocou para isso. Precisa voltar a estar próximo do povo.

A instituição nacional precisa sim de um líder como ele, mas acontece que precisa também de todo o resto. Precisa de um partido, um congresso, uma nação. Não apenas do líder. E, sinceramente, com o partido, o congresso, a corja-oposição e com a nação que temos, pediria a Deus para ter nascido na Argentina (para vocês verem o tamanho do meu desgosto).

E sobre o PT... graças a Deus eu desisti de me filiar ao PT. Com certeza estaria votando no Pont ou em outro mais radical. Eu, que fui militante na última eleição e fui com camisa, bandeirinha e adesivo do PT, desistí na hora de entregar a ficha.

Sorte... sentiria que meu dinheiro foi jogado fora se não tivesse desistido.

sexta-feira, setembro 23

Ator da própria vida

Eu "descobri" recentemente que o mundo masculino se divide em dois tipos: homens que assistem e homens que fazem.

Muitos preferem assistir a vida dos outros (e o que os outros fazem de interessante) a fazer a própria vida mais aprazível, divertida, coloria e/ou sensual. Preferem ficar acomodados confortavelmente em seus lugares no cinema assistindo a um filme de aventura, a fazer da própria vida uma aventura. Preferem ver a diversão e a sensualidade na TV e na grama alheia, enquanto permite que a própria grama fique menos verde, mais seca por falta do que tanto admira na dos demais.

Preferem manter a felicidade à distância, a diversão à distância, a paixão à distância, a alegria à distância. Preferem ver seus amigos relatando suas aventuras e suas noitadas, a ir eles próprios à luta, atrás daquilo que querem. Ficam sentados na porta de casa esperando que tudo caia em seus colos, enquanto ficam sentados com a cerveja em uma mão e o controle remoto em outra. Enquanto isso, assistem na TV o que gostariam de ver para sí: a vitória em um jogo de futebol, uma profissão bem resolvida, um filme mais apimentado, uma vida mais interessante que a sua própria.

E enquanto ele fica prostrado vendo tudo isso passar - seja na tv, na janela de casa ou em sua própria cara - estão perdendo um tempo precioso: o de pegar o carro e viajar sem destino, o de jogar o futebol com os amigos, o de viver uma paixão arrebatadora, o de ir "pra night" junto com os "amigos grama-verde"... enfim, perdem o tempo vendo acontecer e invejando (mesmo que seja aquela "invejinha" inofensiva) ao invés de fazer acontecer.

Pensando bem, se trocarem os objetos de cobiça, talvez isso bem que se encaixe no "mundico" feminino também. Temos desejos e anseios diferentes, mas acredito que devemos agir da mesma forma. Mas fica a pergunta... porque não fazer acontecer?

Porque não ser o ator da própria vida?

Diálogo

Local: Manoel e Joaquim - Largo do Machado

Cenário: Eu e umas amigas, que me raptaram no corredor do trabalho, para tomar um chopp. Mesa cheia, todas falando sobre besteiras. Depois do sexto chopp, toca o telefone.

- Alô?
- Oi Nina, tudo bem?
- Oi Cesar, tudo legal...
- Tá na faculdade?
- Tou... (!!!)
- Po, tou chegando aí... o cara de EBC vai dar aula?
- Não...
- Espera então que eu tou chegando aí.
- Falou.
Desligo o telefone.
- Garçom, mais um por favor!

... por que diabos eu falei que estava lá não sei. Mas o chopp tava bom. Foi mal Cesar... :P

segunda-feira, setembro 19

I'm melt down

Eu fiz essa música a alguns dias (acho que a um mês atrás), justo no caminho inverso que costumo fazer... primeiro faço a música, depois faço a letra. Essa não... primeiro fiz a letra.

-------------------
Melt down


By the sun, in the morning,
I can feel your skin toutching on me
In the night, I run
but I don't know where to,
but I want to bring you to me

You're in everything...

in the lines that I draw,
in the dreams that I saw,
in the love that I feel...
For you, I melt down!

Where tonight I'll find
another pure soul to love?
When in this life, I'll find
another twin soul to give my heart?
I´ll love you for many years...

You're in everything!

In the lines that I draw,
in the dreams that I saw,
in the love that I felt...
For you, I'm melt down!

quinta-feira, setembro 15

Crônica brasileira

Fatinha era a típica moradora de uma grande cidade da região sudeste do Brasil. Acordava todos os dias às quatro e meia da manhã, fazia ginástica até cinco e meia, se arrumava e ia trabalhar. Depois de um dia inteiro de trabalho, ia para casa para o segundo tempo de sua jornada: seu marido e filhos - tinha dois.

Em um final de tarde de quarta-feira como outra qualquer, enquanto começava a se preparar psicologicamente para ir para casa, ela se olhou no espelho e viu em seu rosto suas linhas de expressão. Parou e pensou, em um flash, na sua vida. "Onde minha vida tomou um rumo diferente do que eu planejei?", pensou.

Fatinha sempre sonhou em ser médica mas, porque a grana era curta e porque o tempo era escasso, optou por fazer um curso de enfermagem. Tinha cultura e formação medianas, ainda era jovem e cheia de ideais, mas estes eram suplantados pelo cansaço do dia a dia. Sacudiu a cabeça e decidiu apressar o passo para chegar em casa.

Mal entrou pela porta, lá estava Zé, o marido - estatelado na frente da televisão, com uma cerveja bem em cima da madeira da mesa, assistindo... a CPI do mensalão. Deu boa noite e ia para o quarto, quando o marido gritou para trazer mais uma cerveja e mais petiscos. Olhou torto pensando "...antes era só quando tinha futebol, agora é todo o dia", e já ia para a cozinha, quando os dois meninos entram no quarto como bala, um puxando a orelha do outro e se jogando na cama aos socos.

Sem forças nem para reagir, Fatinha entrega ao marido o que pediu e senta ao seu lado. Quando diz que queria comentar uma coisa sobre seu dia, ele reclama: "Caramba, não tá vendo que tou assistindo a CPI?".

Começou então a rir. Riu freneticamente. Colocou uma saia comprida, pegou uma mochila antiga de seus filhos, colocou meia dúzia de roupas e dinheiro, deu as costas, e bateu a porta.

A última notícia que tive de Fatinha era que tinha se filiado ao PSTU, resolveu fazer faculdade de Filosofia, estava morando próximo a uma aldeia indígena em Roraima e atuando como militante do Greenpeace. E nunca mais voltou.

-----------
(Baseada em histórias e sentimentos reais, Fatinha é uma homenagem à muitas amigas que queriam ter o mesmo fim, mas não puderam - ou não quiseram)

sexta-feira, setembro 9

Penso, logo questiono

(texto escrito em junho/05)

Talvez eu seja um pouco diferente da maioria das pessoas que conheço. Porque eu sou uma pessoa que pode ser considerada como intransigente quando se fala em aceitar idéias ou conceitos sem questionamento.

O filósofo Renée Descartes disse: "penso, logo existo".
Eu vou além: "penso, logo questiono".

Eu fui o tipo de criança que tudo perguntava o porquê, e se ele não me era dito, isso criava um sentimento de que eu estava sendo feita de idiota. Ou, no mínimo, que era pra eu não saber mesmo por enquanto, por algum motivo.

Jamais aceitei conceitos ou idéias sem que eu mesma fosse experimentar. Seja aquele amigo da faculdade que todos dizem que é fofoqueiro, aquele filme que todos dizem que é ruim, aquele sujeito que todos dizem pra não confiar, ou aquele professor que é muito carrasco com todo mundo, mas sempre foi super gente boa com você. Sempre que me diziam algo, eu fazia questão de ter a certeza dos fatos. Precavia-me, mas jamais aceitei o que me dizem sem que eu questione.

Acreditem: muitas vezes me surpreendi. Aquele fofoqueiro era apenas uma pessoa carente que precisava de uma amizade sincera, o filme era excelente mas o "crítico de plantão" não entendeu o seu sentido, o professor era carrasco mas dava uma aula show de bola e era uma excelente pessoa.

E jamais me permitia aceitar sem verificar ou questionar porque isso sempre me pareceu uma espécie de violência ao meu intelecto, é como se te passassem um atestado de que você não tem capacidade de sacar as coisas sozinha.

E assim, enquanto vivo, penso e questiono. E tiro a minha própria avaliação de cada coisa, com a certeza de não ter sido injusta com nada.

Futuro

Eu descobri a alguns dias o porquê de Deus não permitir que a gente saiba o nosso futuro. Não é bem uma descoberta, mas sabe aqueles estalos que você tem de repente?

É simples: é que, às vezes, ele pode ser surpreendente e/ou aterrorizante.

Eu ficaria mais covarde de saber de todos os desafios que passaria, ou mais corajosa de saber que eu venceria a todos eles.

Ficaria desesperada de saber que deixaria minha religião, a qual tinha como a mais perfeita e a verdade absoluta, mas ficaria aliviada de saber que descobriria assim quem realmente sou e que Deus não está na igreja, está em mim.

Choraria por saber das dores que viria a sentir por amor, das tristezas que passaria. Mas sorriria por saber que isso me preparou para momentos muito bons, e quem sabe, para coisas que são tão boas que não acreditaria que existem.

Eu talvez fosse mais reservada por conta das pessoas em que confiei e trairam minha confiança, aquelas que chamei de amigas mas que jamais o foram... mas, por outro lado, talvez fosse mais franca com aqueles que poderia ter ajudado com um simples dizer: "cuidado". E teria aprendido antes a confiar não nas palavras, mas no olhar.

Eu seria menos tensa com aqueles pequenos problemas do dia-a-dia, com aquelas coisas que aborrecem mas que conseguiram exterminar com o meu dia... mas daria mais importância aos pequenos momentos, e teria começado antes a olhar bem no fundo dos olhos.

Por isso Deus não permite que saibamos do dia de amanhã. Porque faríamos tudo diferente, e - talvez - ficaria tudo igual.

VOLTEI

Voltei!
Depois de longo tempo, voltei.
Demorei porque precisava conhecer melhor uma pessoa: eu.
Mas agora estou de volta.
Apaixonada por mim mesma e pronta para o resto todo.
Abandonei meu lado 100% questionador por alguns minutos, e deixei voltar à tona a minha sensibilidade. Porque acho que quem se petrifica não pode escrever.
Aflorei a sensibilidade, me permití escrever textos, artigos e poesias novamente.
Resultado disso é a felicidade, e uma série de novas músicas que compús. Até uma pedra me faz compor.
Bem, voltei.

terça-feira, junho 28

So many times

Essa música quando toca na pista é tudo...

---

So many Times
(Gadjo)

So many times, I’m watchin' you
And I fell in love
in love with you
So many times... so many times...

You go out every night
tryin' to find a perfect love
you've lost the faith in yourself
you've fallen down in loneliness

The world is full of magic, can't you see
I'm your guardian angel, trust in me
So many times I've been watching you
and now I fell in love with you!

So many times I'm watching you
and now I fell in love with you
So many times... so many times... (repeat)

Do your heart, feel so lonely
think about your sweetest dream
close your eyes, and follow me
and I'll take you to my destiny

I'm thinking about you, all the time
when I keep my love to you, that's a crime
so many times I've been watching you
and now I fell in love with you!

So many times I'm watching you
and now I fell in love with you
So many times... so many times... (repeat)

quarta-feira, junho 8

Hey ya...

Olá!

Cara, mil coisas. Uma das coisas mais bacanas: fiz uma caminhada show de bola em meio à vegetação de mata atlântica, lá no Parque Nacional de Itatiaia.

9 km de caminhadas, trilhas, diversão e banhos congelantes de cachoeira. Tudo o que eu precisava pra colocar meu astral lá em cima. ;)

As fotos vcs podem ver no meu fotolog

Além disso, findis com amigos, diversão, chopp (brigada pela recomendação, normando!), música e afins. Tudibom. ;)

Musiquinha rox que adoro tocar no violão, a de baixo. Boa semana a todos!

Cantada (Depois de ter você)
Adriana Calcanhoto

Parampapampapampapampapampá(4x)


Depois de ter você,
Pra que querer saber... que horas são?
Se é noite ou faz calor... se estamos no verão...
Se o sol virá ou não...
Ou pra que é que serve uma canção, como essa?

Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas...
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas... depois de ter você?

Depois de ter você,
Pra que querer saber... que horas são?
Se é noite ou faz calor... se estamos no verão...
Se o sol virá ou não...
Ou pra que é que serve uma canção, como essa?

Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas...
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas... depois de ter você?

segunda-feira, maio 30

ok...

... desculpem, tenho andado meio azeda msm. Já já passa.

Pessoas

Cara, as pessoas são demais... pra bem e pra mal...

Como julgar uma pessoa com o seguinte perfil:

A pessoa erra. Você fala, a pessoa se arrepende e vc perdoa (mil vezes). A pessoa erra. Você briga, a pessoa torce o nariz e vc perdoa (dez mil vezes). A pessoa erra. Você dá um tratamento de choque (repete a mesma coisa) e a pessoa continua errando, e nem pede desculpa mais. E vc perdoa torcendo o nariz. A pessoa erra. Você some, a pessoa faz cara feia e vc perdoa de novo.
A pessoa erra. Você diz que não aceita mais isso e não perdoa. A pessoa não se arrepende. Vocês se afastam. Você perdoa o que passou muito à contra gosto tempos depois. E a pessoa erra de novo.

O que fazer com uma criatura dessas?
Abrir a cabeça dura a marretadas?
Ou simplesmente desistir?

... que saco!

quarta-feira, maio 25

Opções

Eu tenho andado mt ocupada. E quando acho que vai sobrar um segundo pra fazer qualquer coisa, eu me ocupo. É o trabalho pra entregar, é a roupa pra passar, é a faxina por fazer, é a matéria pra estudar, é o projeto pra definir, é a tv pra consertar...

Estou tentando loucamente ocupar integralmente a minha cabeça.

Tenho tido insônia e falta de apetite.

Me disseram que estou apática e que isso é ruim.

Mas... quem se importa? Vão dizer: "Se foi sua decisão, se é o que você quer, porque está assim?"
Não entendem... não entendem o que ocorre e o que penso.

A faculdade tem uma matéria chamada "Teoria das Opções". Devia ter uma que falasse de opções pra tudo, inclusive pra vida pessoal, não apenas econômicas.

"Sei que faço isso pra esquecer... eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora."

segunda-feira, maio 23

Post "não é pra entender mesmo"

No melhor estilo "bicheiro da Senhora do Destino", segue uma "música de minha autoria, minha e feita comigo mesmo". Não tem rimas (gosto muito delas) mas é bonitinha mesmo assim. Vou tirar no violão hoje (aliás, final de semana toquei bastante violão). Ah, e não tem sentido também. Nem graça.

A primeira poesia que escreví (não espalhem - na porta do banheiro do meu colégio quando era pré-adolescente) também não tinha sentido nenhum... e uma menina que entrou no banheiro dias depois leu pra amiga e disse: "é... deve ter algum sentido pra quem escreveu".

Poesia boa é poesia que tem sentido pra alguns. E só.

Mais difícil

É difícil estar só
Mais difícil é você se sentir só
junto a alguém
Difícil é não ter paz
Mais difícil é não ter paz com quem se ama
Difícil é não ter um amor
Mais difícil é viver em conflito com o amor que se tem
Difícil é não ter família
Mais difícil é ser abandonado na chuva por ela
Difícil é chorar
Mais difícil é não ter mais lágrimas para derramar
Difícil é estar doente
Mais difícil é ser uma pessoa qualquer
Difícil é sentir solidão
Mais difícil é sentir solidão estando com alguém
Dificil é viver
Mais díficil ainda é o não saber porque...

Por isso tudo agradeço por ser quem sou.

quinta-feira, maio 12

Tudo velho

Tudo velho por aqui. Trabalhando d+. Essa semana estou exausta. Morta de cansada. Ritmo frenético no trabalho. De resto tudo bem.

Assistam o filme "Santos ou Soldados", sobre a II Guerra. Peguei pra ver no dvd com o namorado. excelente pedida. :)

bjs, e posto novamente assim que der.

quinta-feira, maio 5

:: Simplicidade

Um "triálogo" sabadesco, na casa da mami:

Eu indo embora pra casa, debaixo de frio e chuva

mami: "filha, vc vai nesse frio mesmo?"

eu: "vou mãe, senão quando mais tarde, mais cai a temperatura" (digo com minha irmã-do-meio ou mid-irmã observando)

mami: "essa vai com essa barriga de fora?"

eu, puxo a blusa pra baixo e digo: "pronto"

mid-irmã: "eu fico impressionada com ela. Se minha mãe dissesse isso pra mim, eu ia trocar de blusa ou procurar outro casaco que fechasse... mas ela não, simplesmente vai e abaixa a blusa..."

"... eu tenho impressão que viver a vida da Nina deve ser bem mais simples"

minha mãe rí. E eu digo: "e é mesmo". E suspiro. E dou uma risada tb.

-----------

Sim, é bem mais fácil enxergar a vida como procuro. É mais simples abaixar a blusa e pensar "dane-se". Atualmente, quase nunca esquento minha cuca com nada. Mas eu não completei o que queria dizer, e vim refletindo até minha casa sobre isso.

A risada foi porque eu rí por último. O suspiro foi pelo que já passou.

A simplicidade é atributo dos que tem sempre muitos problemas pra resolver. Não é exclusividade, mas costuma ser atributo. Geralmente, quem tem uma vida muito atribulada e ocupada (e não tou dizendo que a minha seja nem que a minha não seja, nem que a dela não seja) geralmente precisa simplificar. Minimiza os problemas mais simples. É uma questão de vida ou morte. Ou você simplifica, ou vc não vive.

A simplicidade não é uma questão apenas de estilo de vida, ou de ser cabeça fresca. Eu já fui a pessoa mais tensa e mais dificultosa que já existiu na face da terra. Até o momento que, depois de duas estafas, dois namoros - um falido e o outro indo pelo mesmo caminho - e alguns meses dormindo sob uma rajada de remédios, chazinhos e comprimidos fitoterápicos, eu simplesmente dei um basta.

Psicólogo não adiantava. Família não adiantava. Amigos não adiantavam. Namorado não adiantava. Precisava ser eu. Então, porque a vida me obrigou a ser assim, precisei simplificar.

A felicidade das pessoas dependem da capacidade delas aprenderem com mais rapidez ou não que precisam urgentemente simplificar a vida. Você pode viver sem qualidade nenhuma, se martirizando, se maltratando, porque você continua complicando sem querer, sem saber.

Então eu, pra não ficar completamente louca, me entreguei de braços abertos à simplicidade. Pouca coisa realmente me esquenta a cabeça hoje. Simplesmente porque não tenho mais tempo nem saco pra isso. rs.

E não é só o "deixa a vida me levar", mas saber pra onde ela tá te levando (ou desconfiar) e curtir isso simplesmente pelo fato que a vida é assim e que vc sabe que vai tirar algo bom. :-)

Eu tenho outro texto que escrevi sobre isso, mas vou deixar para uma próxima oportunidade, porque entra em outro assunto: a felicidade através da busca do seu eu verdadeiro.

segunda-feira, maio 2

Momento findi

Meu final de semana foi ótimo.

Na sexta saí do trabalho e ganhei muito colinho da minha mãe. Estava moooooooooooorta de saudades dela. E sabe quando vc se odeia porque não tem mt tempo pra dar atenção pra todo mundo? Eu sou assim. Uma eterna atormentada com o tempo. Precisava de ter no mínimo 72 horas por dia, pra dar cabo de tudo o que queria fazer.

No sábado eu matei a saudade foi do ensopadinho de carne com batata da minha mãe. Tudo de boooooooooommmm!!! Depois, à noite, encontrei o namorado e depois de jantarmos (já comeram no Montana Grill??? O restaurante do Chitãozinho e Xororó. É ótimo!) fomos ver o excelente filme do John :-* Travolta , o Be Cool. Cara.... o que dizer... É maravilhoso. Rimos do início ao fim, e como sempre, o John :-* Travolta estava ótimo no papel. Eu amo esse homem! hauhauhauahuahuaha!

Domingo, passei morcegando o tempo todo com o namorado. Ele me prometeu, não ia deixar eu ir embora. Cumpriu a promessa. Cheguei no sábado a noite na casa dele e só saí hoje de manhã direto pro trabalho. Ficamos lá ontem morcegando, depois fomos à rua pra comer um Mc'Donalds de tarde (comprei uma Hello Kitty princesa!!!) e, de noite, preparei um macarrão à carbonara. Ok, era dos de saquinho. huahauhauhauahaha. Vimos um filme do Mel Gibson triste a rodo. Falava sobre a guerra do vietnã. Não sei o nome, não me perguntem, mas é terrível. Quer dizer, é bom, mas mt mt mt triste. Aliás, fiquei de saco cheio. 500 mil filmes, documentários e notinhas televisivas sobre o Vietnã. Eu, logo eu, que odeio essas guerras yankees.

E é isso. Me diverti, descansei, vi minha mãe, dei uma de amélia e só não pude ir na casa do meu pai, que devo ir hj. Ô família carente! rssssss!

sexta-feira, abril 22

As voltas que o mundo dá ;)

A vida é engraçada... a minha frase preferida, que tem tudo a ver com o meu momento hoje, é: "Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".

Porque eu tou feliz e porque eu recebí uma declaração de amor linda hoje, eu vou falar apenas de coisas bobas. Jurei pra mim mesma, esses dias, levar a vida menos a sério. ;)

Final de semana passado eu conheci novas pessoas em uma reunião kardecista pra jovens. Gostei muito de lá. Depois, fomos pra casa da minha amiga Marcela, de onde nós e mais uns amigos (dos novos) fomos para a praia do Leme pra comer batata frita, tomar coca cola e ver o mar.

Essa semana foi especialmente preguiçosa pra mim. Fui pouco à faculdade, dormi muito, etc. Conversei muito com amigas. Neguei um convite pra ir a uma danceteria pelo simples motivo que não é minha praia.

Ontem, feriado, eu fiquei em casa estudando a tarde, e a noite saí com o namorado. Fomos num rodízio de crepes, e depois demos uma volta no shopping. Ele comprou uma sandália pra ele, e passeamos. Comprei uns incensos lá pra casa, pra repor meu estoque (que nada mais é que uma caixa de sapato cheia até a boca de caixinhas de incensos, devidamente inventariadas). Depois fomos pra casa dele, onde dormimos escutando a tempestade que estava caindo.

Hoje a única coisa que quero do resto do dia (já que estou trabalhando) é engatilhar tudo pro técnico instalar meu fogão amanhã e namorar bastante. Especialmente namorar bastante. E se o amor da minha vida, mesmo que brincando, me pedir em casamento, dessa vez vou dizer sim. :P

Em tempo: meu fotolog
Bom final de semana a todos! Blessed be!

segunda-feira, abril 18

Fotitas!

Ah, gente!

Já que falei do meu coaching aqui a alguns posts atrás, informo: existe fotita dele e de um puta amigo meu aqui do trabalho, juntos di mim.

Quem ainda não tem meu fotolog, deixa o email no comment que eu envio o endereço pra vcs.

bjks!

Confronto interior

Existem determinadas épocas de sua vida em que você precisa se confrontar com alguma característica sua ou com algum medo seu. Algo que é seu e que te incomoda, ou um medo gigante que você tem que enfrentar para se libertar dele.

Nessas épocas, tudo o que passa na sua cabeça o tempo inteiro, que fica te rondando, é o confronto.

Existem duas opções, encarar ou fugir e adiar o combate.

Se você encara, você fica inseguro, fica isolado, fica com medo do final. Tudo é questionado. Tudo leva àquele assunto, tudo te transtorna. O humor fica instável. Você tem vontade de parar o tempo e resolver tudo o que tá pendente, pra depois continuar a caminhar.

Mas o tempo não pára. A vida não pára. Você não pode parar.

Então, você prossegue, na corda bamba, até chegar ao outro lado, até chegar ao final.

Dois são os finais prováveis: você vence, e aquilo passa a ser uma etapa morta na sua vida, um karma queimado, uma prova ultrapassada e nunca mais vai te incomodar, ou você perde e promete (obrigado, mas promete) que a revanche virá. Você entregou os pontos, e o combate terá que recomeçar numa próxima vez.

Mas o tempo é rápido porém paciente.

A outra opção é adiar o combate sem tentat o confronto, caso você ainda não esteja pronto. Mas a hora vai chegar um dia, e quanto mais adiado, maior o incômodo do combate. Mas, com certeza, um dia você vai ter que se deparar de frente com a face do seu inimigo.

A grosso modo, é aquela pessoa que morre de medo de barata mas está com uma bem adiante e está sozinha em casa. Ela pode enfrentar o medo e matar a barata, pode enfrentar o medo e depois sair correndo porque a coragem não foi suficiente e ela voou, ou simplesmente sair correndo e chamar alguém. Mas a barata vai ter andado, e você não vai saber onde ela está.

E assim a vida segue, porque assim gira a roda dos dias, assim é a vida. Esse é o caminho.

Em tempo: eu estou de frente com o meu inimigo, e ele é bem mais sério que uma barata, porém não é absurdo e nem tão difícil como parecia antes de eu enfrentá-lo. Mas é algo que sempre me pôs medo e me tirou a coragem de caminhar.

E estou vencendo. :)

terça-feira, abril 12

A festa nunca termina

"Every time I see you falling, I
get down on my knees and pray.
I’m waiting for that final moment, You’ll
say the words that I can’t say"
(New Order)

---------------------

Ontem, devidamente instalada na casa do namorado, vi o filme "A festa nunca termina", que não passa de um excelente documentários sobre a vida de Tony Wilson (dono da gravadora Factory e da boate Hacienda) e algumas pessoas famosas e ligadas a bandas como New Order, Happy Mondays, etc. Além disso, mostra a origem das raves e do culto aos DJs, que está bem focado no filme e é ponto culminante (não pra mim) na música atual.

Eu confesso que não conhecia mt a respeito dos personagens do filme apenas porque não viví o momento auge de bandas como o New Order (que eu gosto, mas tou longe de cultuar), mas meu namorado (alguns anos mais velho que eu) pôde me explicar uma série de coisas referentes ao filme que foram detalhes importantes pra contextualizar.

É um filme excelente como documentário. Nada romântico, mostra as partes sombrias e chocantes da vida dessas pessoas. Eu definitivamente gosto de filmes assim.

---------------------

Tenho prova na sexta. E estou fechada para balanço. rs.

sexta-feira, abril 8

Diálogos Profissionais

Diálogos referentes à minha vida profissional.

----------
Diálogo A - eu e namorado

Eu comentando coisas sobre meu dia a dia
- Você tá gostando de lá, né?
- po, tou adorando né?
- Igualzinho a seu outro emprego, né? (rindo)
- Cruz credo, nem me lembra
- Que bom
- Eu gosto de lá... o time é legal, eu gosto do trabalho...
- Você gosta de qualquer coisa que te dão pra trabalhar. Você gosta é de trabalhar
- É verdade...

----------
Diálogo B - Eu e meu Coaching

Ele me explicando sobre relevar algumas coisas e ficar atenta pra outras
- É, eu sei que preciso melhorar
- Você não precisa melhorar, não preciso puxar seu saco mas vc tem um potencial incrível.
- Eu sei que vc não precisa puxar...
- Eu falei pra fulana (N.B.: a chefe) sobre isso, você pode jogar em qualquer posição do time porque vc está apta. Você já não é mais uma pessoa, é um setor. E ela confia no seu trabalho.
- Será mesmo?
- Tanto que ela pega sua informação e te pergunta direto, não pergunta pra mim o que eu acho.
(...)
- Vai ver que por isso que o cicrano (N.B.: um colega) está meio estranho...
- Porque a única coisa desse setor inteiro que falta vc aprender é o trabalho dele, e ele vai entrar de férias um dia... e pode ser vc quem vai cobrir as férias dele.
- ...
- Não se preocupe, continue fazendo o que vc já faz, que já é mais que suficiente.

segunda-feira, abril 4

Identidade

Usei esse final de semana para descanso e reflexão.

Sempre que posso, páro completamente minha rotina pra redefinir meus próprios conceitos, para ver se estou sendo uma boa pessoa e, principalmente, se estou sendo fiel aos meus sonhos e comigo mesma, se eu conheço minha identidade e se estou agindo em conformidade a ela.

Porque ninguém pode ser feliz se não for fiel à sua própria alma.

E o resultado foi positivo: tenho feito tudo o que tenho tido genuína vontade de fazer. Tenho sido justa comigo mesma (porque dizem que mais dificil do que ser justo com os outros é ser justo consigo). Tenho sido uma pessoa que procura não magoar, sem no entanto ir contra meus impulsos: se é pra magoar pelo bem da pessoa e se minha alma está certa, eu magoo. Mas não tenho traído meu eu.

Então, eu posso dizer que estou sendo uma pessoa realmente feliz.

Eu tenho uma casa minha (e isso foi um sonho de adolescência realizado), tenho uma família (cheia de defeitos) que eu amo de montão, tenho um namorado (com tantos defeitos como eu) que também amo, tenho sido uma aluna satisfatória na faculdade e uma profissional dedicada.

Mas, antes de tudo, tenho sido eu. E, apenas por isso, já sou feliz.


ps.: a propósito, finalmente pintei meu cabelo de âmbar. Ficou um loiro bem escuro, meio ruivo. Alguns gostaram, outros não. Mas o que importa é que EU AMEI!!! rssss!

quinta-feira, março 31

Futuro incerto

Ontem eu vi uma coisa que, se Deus quiser, não vou precisar passar.

Bom, eu estou oficialmente no quinto período da faculdade... mas estou fazendo uma matéria de especialização em que a maioria das pessoas são do nono período.

Ontem estava assistindo à aula (cujo professor :* é um dos meus professores preferidos - um pesquisador do IBGE e que faz a aula dele ser bem mais interessante do que Senhora do Destino) e saiu um comentário... E o comentário foi:

- Professor, estou pra me formar logo e estou completamente perdida, não sei como realizar coisas por mim mesma. Se me pedirem uma projeção, não conseguirei sair sequer do lugar.

Pornto. Foi uma bomba. Uma estudante de economia do nono período não conseguiria realizar uma projeção. Mas o pior é que todos os demais concordaram. Estudaram o tempo inteiro por grandes manuais de economia, conhecem teorias modernas, mas jamais poderiam fazer o serviço que precisasse pensar - simplesmente porque eles concluiram matérias, mas não aprenderam nada. A faculdade ensina as matérias, porém não ensina o que só se aprende lá fora: aplicação, resultados, prática.

Meu professor :* disse que tudo isso é culpa do domínio anglo-saxão dos neoclássicos. Faculdades brasileiras hoje impõem a teoria econômica vigente, mas se esquecem do principal: sua formação, sua história, e principalmente... a contestação. E citou que a França - até por sua rivalidade histórica com os anglo-saxões - forma profissionais capazes do mais dificil... pensar.

Estou preocupada. E chocada. Preferi várias vezes repetir de propósito a passar sem saber. Não quero chegar perto de me formar sem ser uma economista de verdade.

Ah... e mudei meus planos, tá? Não quero mais doutorado em Cambridge, agora quero em Sourbonne.

segunda-feira, março 28

Feriadão

Olá! Voltei eu, exausta, de meu feriadão.

Bem, na quinta não trabalhei, a empresa deu o dia... então aproveitei pra resolver o que precisava, antes de viajar: de manhã foi lá em casa um camarada do meu namorado pra ver a instalação de gás do fogão, depois foi mercado-ovo de páscoa-lavanderia. Cheguei em casa, arrumei minhas malas enquanto pintaram por lá o bombeiro (que condenou o sistema hidráulico do banheiro... p*ta m*rda) e o cara que marca o gás - e isso me fez lembrar que a conta do condomínio já deve estar chegando.

Depois disso, fui pra casa do meu pai e saímos de lá em comboio. Próxima parada: Paulo de Frontin, interior serrano. Depois de mortos, feridos e um câmbio quebrado, salvaram-se todos.

A pousada era uma fofura, decorada com pequenos e simples toques de requinte (como um lavabo de mais de 100 anos). Minha família sozinha a fechou, foram ao total mais de 40 parentes para lá (todos parentes por parte de pai).

Foi show. Com direito a trilha em mata fechada (e derrapante), cachoeira, lagoa com patos, tombos familiares, forró, barraco no forró (chamaram minhas primas de sapatas só pq dançaram juntas), piscina no frio e na chuva, briga de parentes jogando Imagem & Ação... ou seja, tudo o que tem direito uma graaaaaaande reunião de família. :)

Fiquei no quarto do meu tio, junto com a minha prima Gabi e minha tia. Passei praticamente todo o feriado grudado na Gabi e nos meus outros primos Isa e Emerson e na "prima agregada" Suelen. Fizemos de tudo um pouco... pegamos sauna, batemos muito papo, jogamos cartas e jogos, etc. Fizemos mtas coisas pra resumir tudo num post só. ;)

Depois, voltei pra casa ontem, de carona com meu pai. Ele me largou perto da casa dele, e eu fui jantar na casa da minha mãe, onde estavam meu dindo e família, meu vô, minha dinda com meu tio, minha irmã com o noivo e, depois, chegou o namorado. No final, ficamos eu, meu namorado, minha mãe e o namorado dela vendo tv, conversando, contando causos. Meu namorado (que além de estar lindinho, estava super gentil), me levou em casa - e aí foi desarrumar mala, ver BBB5 e dormir.

E é isso aí. Agora volta a vida de corno. rsss.

terça-feira, março 22

Momento revolta - Show do Lenny Kravitz (ou Cariocas não são bacanas)

Bom, depois de ontem ter trabalhado que nem uma doida e ter ido pra faculdade assistir uma aula diliça de contabilidade (eitcha), fui eu pra onde?

Show do Lenny Kravitz, live on Copacabana Beach. Uma droga.

Tudo começou no metrô. Um inferno de lotado. O puto do prefeito não colocou linha extra. Um bando de gente suando e fedendo, empurrando. Final de campeonato brasileiro entre flamengo e vasco no maracanã não fazia o que rolou ontem. Eu e minhas amigas saltamos suadas, amassadas e de péssimo humor. Sinceramente, eu me perguntei se eu tava indo pra um show de pop-rock ou se eu tava indo ver a Tati Quebra-Barraco e MC Marcinho.

Saímos do castigo do metrô, pegamos um bus tranquilamente pra praia. Milagre. Saltamos e fomos andando pro lugar do show. Gente. Muita gente. Gente berrando, gente tendo coma alcoólico antes do show dele começar. Gente passando mal. Gente empurrando e passando o tempo inteiro na sua frente. Gente pisoteando e sendo pisoteada. E nada do show começar.

Espera de uma hora. Começa o show. Com chuva. O Lenny Kravitz, com 15 anos de estrada, sem muita presença de palco. A organização foi horrível. Ele cantava uma música, parava dois minutos com tudo apagado, voltava a tocar duas baladas, parava de novo. Todo mundo se perguntava, das primeiras vezes, se ele tinha acabado o show sem dizer obrigado, ou se tinha passado mal.

E garotas no quengo do namorado tomando latadas e garrafadas, porque afinal de contas estavam bem na frente do telão. E gente sem noção com um puta guarda-chuva aberto (ou seria daqueles guardas-sol de praia?), tapando completamente a visão.

E gente que não pára de passar e de empurrar. Acho que tavam querendo fazer um footing bem na hora do show. A hora passando, e a preocupação era não deixarem tocar nas nossas bolsas e não levarem novamente minha recém-comprada carteira - afinal, a guarda municipal do Seu Prefeito e a PM da Esclerosadinha era escassa. Hoje vi no jornal que muitas foram as carteiras que, como a minha, ficaram órfãs de dona. Fomos andando e tentando um melhor lugar. Mas tava dificil. Chegou certo ponto, fomos pra um canto e desistimos de resistir.

Assim, tou sim puta. Mas não por causa do show. O show foi de graça e nem teria falado nada porque afinal ele tocou todas as músicas que todo mundo conhece (e, com excessão da pregação dele, tudo certo).

O problema é que cariocas não são bacanas. Simplesmente não temos educação. Não merecemos determinados tipos de benefícios. Descobri que show na praia só rola bem se for em um povo civilizado - e tudo o que o brasileiro não é, é civilizado.

Esse país merece tudo o que tem: todos os governantes corruptos e maria-vai-com-as-outras, os deputados querendo aumentar salário pra R$ 500.000, merece a Tati Quebra-barraco, merece o Zé do Caixão, merece a Gretchen, merecem o Ratinho e o João Kléber. Porque é um povinho escroto, que não se incomoda em incomodar, que não se preocupa em manter a ordem e civilidade. Quem foi pra se divertir, se estressou. É um povo tão primitivo como os índios do Zimbabue.

Brasileiros são índios. E ainda ficamos ofendidos quando o The Simpsons mostrou-nos como um bando de macacos que fazem tráfico de bananas e mulatas nuas.

segunda-feira, março 21

Oioioioioiiiiii!!!

Oioioioioioi!!! que saudades!

Comigo está tudo na santa paz. Eu sumi por váaarias coisas. Mas voltei. ;)

Primeiro que tava meio revirada. Levaram minha carteira no ponto de ônibus (juro que não vi, sequer senti levarem), e isso me deu (e está me dando) uma puta dor de cabeça. Mas tudo bem.
Além disso, coisas de casa. Ah, o fogão chegou no sábado. Lindinho, e presente de mami. O rack ia chegar domingo, mas o cara se enrolou. Anyway...

As aulas recomeçaram. Foi muito bom rever os amigos. Rever a Pri, o Thiaguinho, o Cesar, a Marcela. O Fresco do Felipe não foi essa semana. :P

Na sexta, a correria. Chega no trabalho, toca pra faculdade, volta pro trabalho (no lunch). Depois do esporro da nutricionista na quinta, o programa foi Cobal do Humaitá. Mesa com amigos, vinho, refrí, pizza e bons papos. Queria ficar mais, mas a carona pra casa mais cedo foi tentadora.

No sábado, faxina. Das boas, porém não das melhores pq com aquele carpete ninguém merece. Promessa: vou tirar ele de lá ainda esse semestre. Senão troco meu nome pra Marilú. Depois recebi meu papito, minha pintinha (irmã) e meu namorado lá em casa. Passaram quase o dia todo cmg. Sábado a noite ia pra feira dos paraíbas com o namorado e a sogra, mas a sogra amarelou. Então apaguei. A única programação foi ver, entre sono e despertar, a F1. Bem melhor sem o alemão enchendo o saco. Mais emocionante.

Domingo, nada do rack. Deixei de ir ao Parque Lage pra esperar, e ele não veio. De tarde, encontrei com velhos amigos (coisa de dez anos) - Lu recém chegada do nordeste, alê e jô. Deois de colocar conversas em dia e fofocas em atraso, demos uma volta no Rio Sul, comi a amada Batata Inglesa, comprei finalmente meu óculos escuros (Chilli Beans, preço bem razoável) e toquei pra casa do namorado. Lá, ele e um amigo dele. Papo e Pânico na TV. Depois, o amigo foi-se, e fomos à pizza.

Sim, esse final de semana minha dieta foi pro espaço. :P

Por falar em Pânico na TV, alguém viu a Sabrina Sato comendo vermes, lavagem de porco, baratas e minhocas (tudo vivas!) ? É o Topa Tudo por Dinheiro da RedeTV!!!!!

Hoje: SHOW 0800 DO LENNY KRAVITZ. O namorado falou: "Nina, desde quando vc gosta tanto de lenny kravitz???" E eu disse pra ele que de graça, até Elza Soares com Menudos. Rssssss. Mas sim, eu sempre gostei de Lenny Kravitz. Não o suficiente pra pagar 180 paus pra ver no Claro Hall, mas suficiente pra matar aula de Métodos Qtt. e gastar apenas a passagem de módicos 2 reais (metrô) pra ficar na praia zoando com meus amigos de sempre. :)

E paulista pagou quanto??? Era mais jogo eles pagarem a passagem pra ver o show na praia! :P

De resto, tudo velho. Trabalho chato porém companheiros divertidos. Chefe chata porém o salário ainda anda compensando (vamos ver até quando... rs!). E agora é rezar pra chegar logo o próximo final de semana.

Namastê! ;)

quarta-feira, março 9

Minhas pequenas novas

Oh yeah, all right, don't stop the dance...

Sabe quando tudo o que vc quer é um bom travesseiro, um filme e uma coca-cola? Esta sou eu hoje.

--------------

Eu sou uma pessoa muito mística. Acredito em quase todas as religiões e, mais que isso, admiro sinceramente. E uma das coisas que eu desde sempre acreditei foi em manifestações de anjos da guarda. Uma vez, o meu me salvou de um atropelamento. Agora, tenho sentido um perfume que adoro mas que é incomum na cidade do RJ (de Jasminzeiro) por onde passo, em vários horários. Às vezes, chego a sentir a presença dele. É muito bom saber que meu amigo está comigo.

--------------

<> Bom, ontem foi um dia cansativo. O trabalho foi puxadinho, fiz hidro na hora do almoço, a noite fui em casa, peguei minha roupa na lavanderia, voltei pra casa, fui pra casa do namorado, levamos a mãe dele em casa, voltamos pra casa do namorado, pegamos o frigobar que ele me emprestou, levamos na minha casa, colocamos ele e voltamos pra casa do namorado. Eu apaguei.

Estou ansiosa pelo final de semana. Tou a fim de pegar uns dvds (Aretha e Princess of Pain, muuuuito obrigada pelas dicas!), dar uma volta no Jardim Botânico, fazer compras pro mês e descansar bastante - porque semana que vem começam as aulas na faculdade, aí não vou ter tempo nem de respirar.

--------------

Hoje na hora do almolço vi um gordinho pegando a seguinte refeição, dentre tantas opções: Duas panquecas e duas goiabas. Me perguntei se ele queira emagrecer, porque ele tava comendo tudo o que não dá certo pra se manter bem.

Estou acima do peso, mas antes de ficar magra, quero estar bem - isso engloba o bem de saudável e o bem de feliz.

terça-feira, março 8

"Já passou, já passou... quem sabe outro diaaaaaaaaa..."

Bom, valeu pela força no post de ontem... foi um ataque de pití, mas no melhor estilo "Sereníssima", já passou. :)))

Coisas... ontem me revoltei com várias, e entre outras medidas larguei o curso inútil que tava ameaçando consumir minha última semana de férias da faculdade e comprei a tinta pra escurecer meu cabelo. Além disso, dei um passa-fora no mal humorado do namorado. Fui pra casa, enfiei minha cara num pão doce com coca-cola, vi a Maria do Carmo dando xilique, tomei um banho demorado e escaldante e fiquei como nova. huahuhauhaa.
Provavelmente tudo o que eu precisava era de ficar sossegada no meu canto e uma boa noite de sono mesmo... :P

---------------

Penso seriamente em assistir um filminho hoje ou amanhã, mas estou em dúvida. Qual me recomendam?

---------------

A partir de semana que vem não vou estar loira mais... já comprei a tinta, vou pintar meu cabelo de Castanho Âmbar no final de semana. O namorado não vai gostar... mas ele me pergunta quando faz as coisas? :P

segunda-feira, março 7

'Broken' ou 'momento revolta'

Quer saber como me sinto? Me pergunte! Você fica adivinhando o que vc quer adivinhar e não se importa de me perguntar o que eu penso, como eu sinto, como eu gostaria que fosse.

Nada que eu diga importa no final, nada do que eu fale vale a pena ser escutado. Eu falo, falo, e nada, nada é considerado. Então não falo mais. Vou agir, e pronto.

-------------

Eu já não sei mais se tudo isso vale a pena mesmo, porque no final tudo o que eu faço nunca, nunca mesmo, vai ser suficiente. Todas as coisas que penso ou que eu pratico acabam indo pro ralo, e toda merda que eu faço é maximizada. Então vou deixar de me preocupar em fazer menos merdas.

Cansei de ser a boazinha. Cansei de ser a 'menininha de bom coração'. Cansei de ser 'menininha'. Eu sou uma mulher, e como mulher tenho vontades, anseios, necessidades e atitude. Quem não me enxerga assim se ilude.

Não quero ir pro céu, na verdade nem acredito em céu. Também não quero ir pro inferno porque não acredito em diabo. EU sou o diabo quando eu quero, e VOCÊ também é.

-------------

Eu estou cansada. Eu estou exausta. A vida é cansativa por sí só. Não preciso de mais nada para me sentir cansada. O que me cansar a partir de hoje, vai pro ralo.

No final, eu sempre penso que ainda sou meio criança, então acho que todo mundo é mais penalizado, mais cansado, mais vivido, mais dolorido, mais cicatrizado do que eu.

E eu tenho que ter paciência... paciência... paciência... quase um mantra.

Bullshit.

Eu já sou gente grande a um bom tempo, não tenho privilégios ou facilidades da vida. Sou cheia de cicatrizes. Sou cheia de decepções, de mágoas, de vontades não realizadas, de frustrações, de dores na alma, de tristezas. Mas estou sempre rindo... rindo de que? Nasci hiena e não sabia?

Todo o santo dia tomo um tapa, uma rasteira ou me cai na cara um cuspe. Todo o dia vivo no mundo cão, todo o dia vejo como a vida é dura e como ralamos tanto e não temos nada. Todo dia vejo pessoas magoando e sendo magoadas, pessoas traindo e sendo traídas, pessoas chorando e pessoas rindo de quem chora.

A vida é cruel. A vida é sádica.

Todo o dia a verdade cai na minha cara como um pesadelo real, porque a realidade é assim, a vida é assim, eu sou assim, e no final eu que me foda se estiver puta como estou agora.

-------------

Esportiva tem limites. Paciência também. Carinho também. Amor também. Bondade também. Verdade também. Virtude também.

-------------

Ninguém é essencialmente bom ou essencialmente mau.

E agora não vou ser boazinha, porque cansei de ser boazinha e os outros serem 'mauzinhos' comigo. Agora é como no Código: Olho por olho, dente por dente. E viva os infartos a menos, as úlceras a menos, os choros a menos que vou ter.

post scriptum

A propósito, apesar disso tudo, estou de relativo bom humor - mesmo eu tendo que acordar mais cedo pra levar minha roupa na lavanderia e hoje ser segunda-feira.

... e a vida é bela...

"O mundo é uma bola, porque se fossem duas, seria um saco."
(By Pânico na TV)

Bom, meu final de semana era pra ser assim: sexta dar uma saída, sábado casa do meu pai até de noite, quando ia pra festa de uma amiga e ia pra minha mãe. Domingo iamos pra minha casa ela conhecer, depois ia dar uma saída com o namorado pra me divertir, e ter uma boa noite de sono.

Meu final de semana foi assim: sexta o senhorio demorou a vera pra me procurar e eu fui procurar ele. Encontrei ele dormindo na casa de baixo e sem querer muito papo. Daí quando ia sair, já era mt tarde, o namorado não queria. Dormi, acordei seis e pouca da manhã no sábado pra arrumar as coisas, lavar parte da roupa e ir pro meu pai. Mal cheguei lá, me liga o namorado dizendo tranquilamente que estava no hospital. Fiquei preocupada mas como parecia não ser nada demais, pedi notícias. Só que as notícias demoraram e liguei pra minha sogra: ele estava internado com Cálculo Renal. Toquei correndo pro hospital, onde fiquei até ele ser liberado. Fomos pra casa da minha sogra, onde dormi (quer dizer, cochilei, porque precisava acordar de duas em duas horas pra dar remédio a ele).

Depois que almoçamos no dia seguinte, ele estava de péssimo humor (não sem razão) mas fomos dar uma volta num mercado de pulgas na Gávea. Comprei um bauzinho, depois voltamos pra deixar o carro na mãe dele e fomos na Casa&Vídeo, comprar umas coisas que precisava. Voltei pra casa e, aí sim, começou meu final de semana - descansei, me diverti vendo o Pânico, li e dormi.

quarta-feira, março 2

Dica de site

Gente, sem noção essa...

Entrei no site-blog http://www.jesusmechicoteia.com.br e vi no cantinho um link "A Bíblia Sacaneada"... entrei. Livro por livro, o autor do blog descreve "teorias" (sic) sobre a formação do mundo e as histórias da bíblia, como por exemplo a teoria que Deus criou o mundo porque estava entediado e resolveu fazer o "Big Brother Planeta Terra".

Que d+! hauhauhauahauha! Eu adoro heresias!

Coisas da vida

Sabe criança quando vem um irmãozinho? Que fica com ciúmes porque agora não tem tanta atençãoda mãe? (eu, por exemplo, dava chicotadas na minha irmã, diz minha mãe)

Assim está o Namorado com a casa nova. Cheio de ciúmes.

Ele me diz que agora tou marrenta, que agora não vou dar mais atenção pra ele, que agora eu só penso na casa e em voltar pra casa... huahauhauahuahauha! Pior que não é, tudo isso pq simplesmente eu falei que agora não tem necessidade de eu ficar na casa dele todo santo dia (antes, quando morava longe, eu ficava pq estou saindo tarde do trabalho por causa do curso).

Tanto fez, tanto reclamou que acabou que fui pra lá ontem depois do curso. E ele foi pro quarto e dormiu. E eu fiquei vendo CSI.

Podem rir, eu deixo. :P
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...