Quem convive comigo sabe que eu estou sempre cantarolando alguma musiquinha, simplesmente porque eu adoro música e sempre associo alguma ao momento.
Ontem estava andando na rua e vi, dentro do ônibus, um casal discutindo seriamente por dinheiro. Junta tudo isso com o fato de eu ter acabado de sair de uma aula de microeconomia falando sobre "saciedade do consumidor". E me lembrei na hora de Bittersweet Symphony, do The Verve (quem quiser a letra, tá no meu fotolog), especialmente da seguinte frase:
"Try to make ends meet
You're a slave to money then you die"
É assustadora a quantidade de pessoas que são capazes de perder a paz de espírito por qualquer problema que envolva dinheiro ou bens materiais. Pessoas que discutem, que deixam de dormir, que páram de viver, que pedem o divórcio, que estragam o dia, a semana ou mesmo os anos porque não tem *exatamente* tudo o que queriam. Mas, muitas vezes, não enxergam que quanto mais têm, mais querem, e com isso nunca estará satisfeito. Seu caráter insaciável e hedonista termina por limitar a sua felicidade e aniquilar momentos.
Sempre conviví com algumas pessoas que não têm um bom relacionamento com dinheiro, e esse péssimo relacionamento sempre me incomodou bastante. Pessoas às quais não importam o "como", o "onde" e o "com quem"... apenas importa o "com quanto".
Não estou dizendo que não ligo para dinheiro. Ligo sim, e muito. Trabalho para isso, meu curso é Economia. Só que "economia" trabalha justamente na "conciliação de desejos ilimitados com recursos limitados", ou seja, "try to make ends meet"... tentar viver de acordo com o que se tem (sim, existe poesia na economia... rs). É claro, quero ter conforto, mas se eu não tiver tudo agora, eu vou aproveitar o dia da melhor forma que me for possível. Mas jamais aceitaria viver um inferno completo porque não tenho algo que gostaria de ter.
Existem pessoas que acordam de manhã e, ao invés de um bom dia, brigam com o parceiro ou com o filho porque alguém tem que pagar aquela conta naquele dia. Ou que saem para comer uma pizza com a namorada e discutem porque a conta deu 18 reais pra cada um, e se você só tiver 15 reais não serve, não pode ficar "a forra" para a próxima pizza.
Algumas que conseguem estragar um bate-papo em um barzinho porque só sabem reclamar da vida porque está duro, outras que enquanto não comprarem "aquele eletrodoméstico" ou "aquele carro" simplesmente ficam insuportáveis, ou simplesmente se negam a qualquer outra coisa que não seja realizar aquele desejo. Ou que não curtem a gravidez porque estão muito preocupadas em montar o enxoval. É traumatizante conviver com alguém assim.
São pessoas que não sentem o cheiro de terra molhada quando a chuva cai, que não olham para um bebê rindo e sorriem, que não se percebem sentir o calor do sol na pele depois de sair do mar, aliás são pessoas que nem têm tempo de ir a uma praia e entrar no mar. É gente que não sabe o valor de um sorriso, ou de um olhar apaixonado. Pessoas que olham para um cachorro fazendo festinha porque você chegou e ralham com ele - afinal está fazendo barulho demais. São pessoas ocupadas demais com a "vida". Aliás... Vida?
Viver para mim é ser apaixonado pelo que você e pela vida que você leva, apesar de todos os problemas. Aliás, o "apesar de" é muito importante para muitas definições. VIVER é saber aproveitar cada momento com o que se tem. Não se compram amigos verdadeiros, amores sinceros, sorrisos abertos ou olhos brilhando.
A minha felicidade vale muito mais do que qualquer dinheiro do mundo.
terça-feira, outubro 31
quinta-feira, outubro 26
Borboletas
De repente, ainda agora, me lembrei do ciclo de vida das borboletas... dos ovos saem as lagartas que tem como única função crescer e absorver. Passa assim a sua primeira parte do tempo, até que chega a hora de virar uma pupa. Lá dentro, ela sofre uma profunda transformação, e é onde começa a se tornar borboleta. Mas ela precisa decidir sair. Ela decide, sai e depois de secas, abre suas multicoloridas asas e então é borboleta.
Penso que a natureza é perfeita em suas parábolas, e que somos todos borboletas de uma forma ou de outra.
Quando jovens, aprendemos a nos acostumar com o ser lagarta. Somos a lagarta que viera com o intuito de viver, de qualquer forma. Lagartas como tantas outras, pensamos. Não importa, desde que seja lagarta. Tudo o que sabemos é colher aprendizado, mas sem saber ao certo o motivo. Não sabemos ainda o que nos espera.
Então vem a crisálida, onde passamos por mudanças e provas tão profundas que parece que não terá fim. Nossa pupa é contruída por nós mesmos; criamos paredes, mecanismos de auto-defesa, tudo o que se aproxima de nós pode nos ferir. Até o fim da transformação, qualquer coisa pode machucar. Até terminar, tudo causa medo.
Então construimos nossos muros, pra tentar preservar o que ainda resta. Em algum momento, podemos pensar que aqueles muros serão eternos. Mas nunca são.
Mas a borboleta então decide sair... ela sabe que já é hora, algo a chama lá fora e ela demora a perceber o que é. E quando percebe, não sabe bem o que. Precisamos aprender a renunciar a dor e as experiências ruins - mas sem esquecê-las. É a hora de sair. Foi na crisálida que ela deixou de ser uma lagarta comum e se tornou a borboleta que é agora, assim como foi com abrasão que o diamante foi polido. E, quando já estamos cicatrizados de tudo o que aconteceu, batemos nossas asas e voamos, mostrando as suas cores e dando sequência à vida.
E, nunca mais, aquela borboleta poderá ser confundida ou comparada com qualquer uma. Porque ela será única.
Penso que a natureza é perfeita em suas parábolas, e que somos todos borboletas de uma forma ou de outra.
Quando jovens, aprendemos a nos acostumar com o ser lagarta. Somos a lagarta que viera com o intuito de viver, de qualquer forma. Lagartas como tantas outras, pensamos. Não importa, desde que seja lagarta. Tudo o que sabemos é colher aprendizado, mas sem saber ao certo o motivo. Não sabemos ainda o que nos espera.
Então vem a crisálida, onde passamos por mudanças e provas tão profundas que parece que não terá fim. Nossa pupa é contruída por nós mesmos; criamos paredes, mecanismos de auto-defesa, tudo o que se aproxima de nós pode nos ferir. Até o fim da transformação, qualquer coisa pode machucar. Até terminar, tudo causa medo.
Então construimos nossos muros, pra tentar preservar o que ainda resta. Em algum momento, podemos pensar que aqueles muros serão eternos. Mas nunca são.
Mas a borboleta então decide sair... ela sabe que já é hora, algo a chama lá fora e ela demora a perceber o que é. E quando percebe, não sabe bem o que. Precisamos aprender a renunciar a dor e as experiências ruins - mas sem esquecê-las. É a hora de sair. Foi na crisálida que ela deixou de ser uma lagarta comum e se tornou a borboleta que é agora, assim como foi com abrasão que o diamante foi polido. E, quando já estamos cicatrizados de tudo o que aconteceu, batemos nossas asas e voamos, mostrando as suas cores e dando sequência à vida.
E, nunca mais, aquela borboleta poderá ser confundida ou comparada com qualquer uma. Porque ela será única.
quarta-feira, outubro 25
Eu não levei fé quando, a um tempo atrás, vi no tarot que minha vida ia dar uma volta de 180 graus... falava lá, eu vi, que vinha uma fase de grande turbulência mas que as mudanças todas teriam saldo positivo, mas que seriam várias e eu sentiria medo de cada uma delas. Não levei tão a fé o que li, afinal minha vida estava de certa forma... amena. Ruim, mas amena. Tanto que nunca mais levei tão a sério essas coisas, pq não fazia sentido nenhum. Mas aconteceu. Chegou a tempestade que antes era só chuva fina, chegou a hora da mudança, chegou a hora de virar tudo de cabeça pra baixo.
Ontem veio a certeza que ninguem queria ter sobre a saúde do meu pai... e realmente era o que ninguem queria, a doença que muita gente não fala o nome. Mas Deus é tão grandioso que está no estágio inicial, e as chances de cura são muito grandes... e além disso Ele me abençoou, se antes eu tava à deriva, me mandou de presente um barco forte pra me resgatar, pra me ajudar a enfrentar a tempestade nesse meu oceano que chamo de vida.
Tá tudo muito estranho... ainda tou organizando minha mente pra saber o que vou fazer. Só não sei de onde tá saindo essa fé gigante que bateu em mim.
Ontem veio a certeza que ninguem queria ter sobre a saúde do meu pai... e realmente era o que ninguem queria, a doença que muita gente não fala o nome. Mas Deus é tão grandioso que está no estágio inicial, e as chances de cura são muito grandes... e além disso Ele me abençoou, se antes eu tava à deriva, me mandou de presente um barco forte pra me resgatar, pra me ajudar a enfrentar a tempestade nesse meu oceano que chamo de vida.
Tá tudo muito estranho... ainda tou organizando minha mente pra saber o que vou fazer. Só não sei de onde tá saindo essa fé gigante que bateu em mim.
terça-feira, outubro 24
Hoje vou sair do trabalho, vou ao salão pintar meu cabelo, depois vou pra casa tocar violão até cansar. E preciso dormir um pouco cedo hoje, repor a noite de ontem. Estou um bagaço, haja papo. ^^ E estou esperando o resultado dos exames do pai também, que saem hoje. Dedos cruzados.
Amanhã volto à minha rotina normal de faculdade, e logo à rotina completa. Aulas a noite toda praticamente todos os dias. Micro, Macro, Econometria e cia. Volto à natação, e ainda pretendo voltar a procurar um curso de inglês. Quem sabe, se der tempo, encaixo uma caminhada de manhã cedo. Faz bem pra desacelerar o espírito.
Sábado, tentativa de praia de manhã (haja sol, plz), e encontro de amigos de tarde. Domingo, eleição de manhã, almoço com mãe e, maybe, cinema com outras amigas a tarde (se Beta não furar ¬¬).
Sim, ocupando a mente pra tentar amenizar.
Pés no chão, guria... pés no chão. :}
Amanhã volto à minha rotina normal de faculdade, e logo à rotina completa. Aulas a noite toda praticamente todos os dias. Micro, Macro, Econometria e cia. Volto à natação, e ainda pretendo voltar a procurar um curso de inglês. Quem sabe, se der tempo, encaixo uma caminhada de manhã cedo. Faz bem pra desacelerar o espírito.
Sábado, tentativa de praia de manhã (haja sol, plz), e encontro de amigos de tarde. Domingo, eleição de manhã, almoço com mãe e, maybe, cinema com outras amigas a tarde (se Beta não furar ¬¬).
Sim, ocupando a mente pra tentar amenizar.
Pés no chão, guria... pés no chão. :}
domingo, outubro 22
Divagando...
Algumas vezes durante o dia, o mundo fica em nuances de cinza... você vê as coisas por fazer e nada é urgente... você abre o jornal e nada é realmente importante, você anda pela rua e não existe nada em volta que te chame a atenção, você olha os carros e não importa pra onde eles vão. Não importa mesmo para onde eles vão. O vazio do silêncio não te incomoda mais, você já pode dormir sem medo de pesadelos. Ou é forte suficiente pra tê-los e não se assustar.
Só tem uma coisa que você sabe que pode deixar tudo colorido... mas não sei o nome disso.
Ou talvez saiba, mas nomes não são importantes agora.
O que quero agora é voar. Pra longe daqui.
Só tem uma coisa que você sabe que pode deixar tudo colorido... mas não sei o nome disso.
Ou talvez saiba, mas nomes não são importantes agora.
O que quero agora é voar. Pra longe daqui.
quinta-feira, outubro 19
O Pequeno Príncipe
Dizem que é necessário reler o livro "O Pequeno Príncipe" em, no máximo, de dez em dez anos.
Nesse período, lembramos de renovar as vacinas do corpo - anti-tetânica, rubéola, etc-, mas deixamos pra lá as vacinas do espírito.
Então, ontem comecei a reler O Pequeno Príncipe. Cada vez que lemos, lemos de uma forma diferente e tiramos lições novas.
Quando eu era criança e lí pela primeira vez o livro, pequei a Olivetti (máquina de escrever) da minha mãe e datilografei todo o capítulo do Pequeno Príncipe e a Raposa. Mimeografei algumas cópias e, sempre que alguém que eu gostava muito estava triste, eu dava aquela cópia pra pessoa pra relembrar alguns conceitos básicos de como encontrar a felicidade dentro de sí.
Sim, o essencial é invisível para os olhos.
Nesse período, lembramos de renovar as vacinas do corpo - anti-tetânica, rubéola, etc-, mas deixamos pra lá as vacinas do espírito.
Então, ontem comecei a reler O Pequeno Príncipe. Cada vez que lemos, lemos de uma forma diferente e tiramos lições novas.
Quando eu era criança e lí pela primeira vez o livro, pequei a Olivetti (máquina de escrever) da minha mãe e datilografei todo o capítulo do Pequeno Príncipe e a Raposa. Mimeografei algumas cópias e, sempre que alguém que eu gostava muito estava triste, eu dava aquela cópia pra pessoa pra relembrar alguns conceitos básicos de como encontrar a felicidade dentro de sí.
Sim, o essencial é invisível para os olhos.
terça-feira, outubro 17
A arte de calar
A arte de calar
O silêncio é um momento em que a criatura se cala, mas o espírito fala.
Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar quando o outro espera um palavra, é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar quando deus nos fala no coração, é silêncio.
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria.
(desconheço o autor)
O silêncio é um momento em que a criatura se cala, mas o espírito fala.
Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar quando o outro espera um palavra, é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar quando deus nos fala no coração, é silêncio.
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria.
(desconheço o autor)
segunda-feira, outubro 16
Complementando....
... o post Freefall, no qual falei de se sentir em queda livre:
Decidí também que não vou me privar, me censurar, me desestimular ou mesmo me recriminar por absolutamente nada. Por mais absurdo que pareça, por mais distante que seja, por mais dificil que possa ser. Simplesmente vou viver os momentos, sem me preocupar se está certo ou se é simples (ou não).
Sim, final de semana na casa do pai, longe de tudo, faz a gente olhar as coisas por outro ângulo... e era justo o ângulo em que eu precisava ver.
ps: colinho de pai faz tudo parecer muito mais simples ^^
ps2: paiêeeeeeeee que bom q vc vem hoje \o/
Decidí também que não vou me privar, me censurar, me desestimular ou mesmo me recriminar por absolutamente nada. Por mais absurdo que pareça, por mais distante que seja, por mais dificil que possa ser. Simplesmente vou viver os momentos, sem me preocupar se está certo ou se é simples (ou não).
Sim, final de semana na casa do pai, longe de tudo, faz a gente olhar as coisas por outro ângulo... e era justo o ângulo em que eu precisava ver.
ps: colinho de pai faz tudo parecer muito mais simples ^^
ps2: paiêeeeeeeee que bom q vc vem hoje \o/
sexta-feira, outubro 13
Fazer bem feito
Tem prazer mais extasiante do que você fazer algo bem feito? Saber que você fez algo que fez a diferença para alguém?
Que seja aquele conselho dado a um amigo e que fez a diferença, àquela decisão no trabalho, um não quando todo mundo precisava dele, uma nota alta na faculdade, um ponto a mais em um jogo, um passo a frente quando não era esperado, um rumo que se tomou e que precisava ter sido tomado...
Poucas são as coisas que me dão mais prazer do que saber que fiz algo bem feito. Especialmente neste momento.
Que seja aquele conselho dado a um amigo e que fez a diferença, àquela decisão no trabalho, um não quando todo mundo precisava dele, uma nota alta na faculdade, um ponto a mais em um jogo, um passo a frente quando não era esperado, um rumo que se tomou e que precisava ter sido tomado...
Poucas são as coisas que me dão mais prazer do que saber que fiz algo bem feito. Especialmente neste momento.
quarta-feira, outubro 11
Freefall
Você já se sentiu como se estivesse em queda livre, talvez sem paraquedas?
Algumas coisas acontecem para trazer as pessoas à realidade. Coisas sérias principalmente, como a doença de alguém querido, ou algum choque que você tenha. São nessas horas em que a gente tira aquelas famosas lições que constroem nossa personalidade, e aconteceu comigo e eu me lembrei de Jesus falando "Em tudo dai graças" - até do ruim você pode tirar algo de bom.
E estou tirando forças e tomando resoluções.
A sensação de que a vida é uma queda livre sem um tempo pré-definido e que a morte é quando você chega ao chão me dá plena noção da finitude. E me dá uma ânsia de viver tudo o que vamos deixando naturalmente para trás, por conta das "coisas importantes".
Me lembrei de quantos beijos minha avó deixou de me dar porque estava 'ocupada arrumando a casa' que minutos depois ia ser bagunçada de novo. Será que ela não se arrependeu, quando se foi, de ter deixado a casa bagunçada só uns minutos mais?
Me lembrei, principalmente, de quantos abraços deixei de dar nas pessoas porque estava com pressa, da minha amiga grávida que até hoje não fui ver, das viagens a Bonito e ao Sul que ainda não fiz, dos livros novos que comprei e ainda não li, dos lugares que morro de vontade de conhecer e ainda não fui, das noites que deixei de me divertir com meus amigos porque no dia seguinte precisava acordar cedo, dos telefonemas que prometí mas com tanta coisa não me lembrei, das pessoas ainda não encontrei porque não tenho tempo... Deixei de caminhar no Aterro do Flamengo e olhar o Pão de Açucar, num sábado de sol, para fazer faxina em casa... não quero mais isso para mim.
Me lembrei que eu viví os últimos meses apenas semeando. Não colhí nada. E todo mundo sabe que não adianta semear eternamente, sem tirar os frutos do pé. É pior do que não semear.
Quanta coisa que, agora que me toquei, são tão importantes para mim e que as obrigações 'não me permitiam' fazer.
Preciso viver agora o Agora, porque a gente nunca sabe quando o chão está perto demais... e provavelmente, não teremos um paraquedas para suavizar.
Algumas coisas acontecem para trazer as pessoas à realidade. Coisas sérias principalmente, como a doença de alguém querido, ou algum choque que você tenha. São nessas horas em que a gente tira aquelas famosas lições que constroem nossa personalidade, e aconteceu comigo e eu me lembrei de Jesus falando "Em tudo dai graças" - até do ruim você pode tirar algo de bom.
E estou tirando forças e tomando resoluções.
A sensação de que a vida é uma queda livre sem um tempo pré-definido e que a morte é quando você chega ao chão me dá plena noção da finitude. E me dá uma ânsia de viver tudo o que vamos deixando naturalmente para trás, por conta das "coisas importantes".
Me lembrei de quantos beijos minha avó deixou de me dar porque estava 'ocupada arrumando a casa' que minutos depois ia ser bagunçada de novo. Será que ela não se arrependeu, quando se foi, de ter deixado a casa bagunçada só uns minutos mais?
Me lembrei, principalmente, de quantos abraços deixei de dar nas pessoas porque estava com pressa, da minha amiga grávida que até hoje não fui ver, das viagens a Bonito e ao Sul que ainda não fiz, dos livros novos que comprei e ainda não li, dos lugares que morro de vontade de conhecer e ainda não fui, das noites que deixei de me divertir com meus amigos porque no dia seguinte precisava acordar cedo, dos telefonemas que prometí mas com tanta coisa não me lembrei, das pessoas ainda não encontrei porque não tenho tempo... Deixei de caminhar no Aterro do Flamengo e olhar o Pão de Açucar, num sábado de sol, para fazer faxina em casa... não quero mais isso para mim.
Me lembrei que eu viví os últimos meses apenas semeando. Não colhí nada. E todo mundo sabe que não adianta semear eternamente, sem tirar os frutos do pé. É pior do que não semear.
Quanta coisa que, agora que me toquei, são tão importantes para mim e que as obrigações 'não me permitiam' fazer.
Preciso viver agora o Agora, porque a gente nunca sabe quando o chão está perto demais... e provavelmente, não teremos um paraquedas para suavizar.
segunda-feira, outubro 9
Manhã
Um belo texto, que recebi e quero compartilhar.
bjs a todos e boa semana.
----------------------------------------
A manhã chegava devagar e silenciosa, trazendo sopros de luz e suavidade.
Pela janela, os raios de sol entravam lentamente, iluminando seu cantinho, seus livros, seus retratos, sua textura, tensa e magoada. Parecia cansada, sem vontade de ir em busca de um novo começo. Abria os olhos devagar, para fechá-los em seguida.
Tantas coisas nos acontecem! Onde está nosso bom Deus nestes momentos de tanta dor? Não estava interessada em passar pela dor, para aprender o seu real significado...
Olhou para o quarto e percebeu a presença da Luz e perguntou: Por que desejas iluminar meu momento? Não percebes que podes mostrar além do que estou preparada para ver?
E a Luz, mansamente, lhe disse: Ilumino por que esta é a minha natureza e, não há nada que queira te mostrar que dentro de ti já não esteja. Vem contemplar o dia, não podes demorar-te em tanta tristeza. Acabarás por ocupar todo o espaço ao que está reservado, neste dia, para ti.
E ela, cheia de tristeza em sua alma, disse: Não tenho tanto conhecimento para juntar ao seu, e minha tristeza parece maior do que sua alegria.
E a Luz falou: Podes sentir tua dor, mas te digo que esta mesma dor passará quando a deixares de alimentar em teu ser. Por ser passageira, a dor é feita apenas para que percebas que não estás no caminho certo. Valoriza o que é eterno em ti, para que aprendas a ser constante em teu ser; valoriza o que te faz florescer, para que sintas que és o perfume da criação de Deus; valoriza o que não pode dividi-la ao meio, para que aprendas a fortalecer tua unidade aos olhos de Quem te criou. Um pouco de boa vontade, por favor.
(Estação Paz)
bjs a todos e boa semana.
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A manhã chegava devagar e silenciosa, trazendo sopros de luz e suavidade.
Pela janela, os raios de sol entravam lentamente, iluminando seu cantinho, seus livros, seus retratos, sua textura, tensa e magoada. Parecia cansada, sem vontade de ir em busca de um novo começo. Abria os olhos devagar, para fechá-los em seguida.
Tantas coisas nos acontecem! Onde está nosso bom Deus nestes momentos de tanta dor? Não estava interessada em passar pela dor, para aprender o seu real significado...
Olhou para o quarto e percebeu a presença da Luz e perguntou: Por que desejas iluminar meu momento? Não percebes que podes mostrar além do que estou preparada para ver?
E a Luz, mansamente, lhe disse: Ilumino por que esta é a minha natureza e, não há nada que queira te mostrar que dentro de ti já não esteja. Vem contemplar o dia, não podes demorar-te em tanta tristeza. Acabarás por ocupar todo o espaço ao que está reservado, neste dia, para ti.
E ela, cheia de tristeza em sua alma, disse: Não tenho tanto conhecimento para juntar ao seu, e minha tristeza parece maior do que sua alegria.
E a Luz falou: Podes sentir tua dor, mas te digo que esta mesma dor passará quando a deixares de alimentar em teu ser. Por ser passageira, a dor é feita apenas para que percebas que não estás no caminho certo. Valoriza o que é eterno em ti, para que aprendas a ser constante em teu ser; valoriza o que te faz florescer, para que sintas que és o perfume da criação de Deus; valoriza o que não pode dividi-la ao meio, para que aprendas a fortalecer tua unidade aos olhos de Quem te criou. Um pouco de boa vontade, por favor.
(Estação Paz)
sexta-feira, outubro 6
Superprotetora
Às vezes eu queria ser a dona de uma redoma de vidro gigante, pra colocar todas as pessoas que amo dentro e sentar em cima pra proteger todos eles das intempéries do mundo.
Queria poder mudar tudo de forma que todo mundo que amo não tenha problemas... dedicar meus cuidados a cada um, estar com todos ao mesmo tempo sendo onipresente, oniciente e onipotente - mas, eu sei, isso só Deus pode. Mas eu queria assim mesmo.
Queria poder colocar todos numa casa e ser eu a pessoa a cuidar de tudo - contas, problemas, arrumação, emprego, tudo - de forma que todos os outros (pai, mãe, irmãs, amigos, namorado) não precisem se preocupar com absolutamente nada, porque eu cuidaria de tudo e não permitiria que nada faltasse a nenhum deles. Inclusive carinho, mas isso espero que nunca falte mesmo.
Queria que todos vivessem eternamente, e ser eu a primeira a deixar essa vida. Mas como eu também não quero que nenhum deles sofra, às vezes gostaria de ser a última e ser eu a sentir a dor.
Mas eu sei... não sou Deus, não tenho redoma, nem casa para todos e nem um dia com 1 semana de duração. Não sou onipresente porque a vida não me permite, tento ser oniciente para ao menos dizer "obrigada" ou "tenha fé" naqueles momentos que mais precisam de nós. E onipotente? Nem na minha própria vida consigo mandar plenamente.
Tanta coisa que queria fazer e nunca dá tempo ou nunca posso...
Um dia me convenço de minhas limitações e um dia eu aprendo a não me cobrar tanto. Obrigada, Marcinha, pelo puxão de orelha.
Queria poder mudar tudo de forma que todo mundo que amo não tenha problemas... dedicar meus cuidados a cada um, estar com todos ao mesmo tempo sendo onipresente, oniciente e onipotente - mas, eu sei, isso só Deus pode. Mas eu queria assim mesmo.
Queria poder colocar todos numa casa e ser eu a pessoa a cuidar de tudo - contas, problemas, arrumação, emprego, tudo - de forma que todos os outros (pai, mãe, irmãs, amigos, namorado) não precisem se preocupar com absolutamente nada, porque eu cuidaria de tudo e não permitiria que nada faltasse a nenhum deles. Inclusive carinho, mas isso espero que nunca falte mesmo.
Queria que todos vivessem eternamente, e ser eu a primeira a deixar essa vida. Mas como eu também não quero que nenhum deles sofra, às vezes gostaria de ser a última e ser eu a sentir a dor.
Mas eu sei... não sou Deus, não tenho redoma, nem casa para todos e nem um dia com 1 semana de duração. Não sou onipresente porque a vida não me permite, tento ser oniciente para ao menos dizer "obrigada" ou "tenha fé" naqueles momentos que mais precisam de nós. E onipotente? Nem na minha própria vida consigo mandar plenamente.
Tanta coisa que queria fazer e nunca dá tempo ou nunca posso...
Um dia me convenço de minhas limitações e um dia eu aprendo a não me cobrar tanto. Obrigada, Marcinha, pelo puxão de orelha.
quarta-feira, outubro 4
Em tempo:
...O povo que vota no candidato com nome de "Pudim" merece ter uma governadora Rosinha e um ex-governador Garotinho.
...O PMDB foi o partido que mais cresceu, confirmando a tendência do povo por aqueles que não fedem nem cheiram, e vendem a própria alma pra conseguir um cargo público.
...Aliás, que tristeza saber que são os quatro grandes partidos: PT, PMDB, PFL e PSDB (dados do blog do Ilimar Franco/O Globo). Estou sem opção. Se falar que eu odeio todos, alguém acredita?
...O povo que vota no candidato com nome de "Pudim" merece ter uma governadora Rosinha e um ex-governador Garotinho.
...O PMDB foi o partido que mais cresceu, confirmando a tendência do povo por aqueles que não fedem nem cheiram, e vendem a própria alma pra conseguir um cargo público.
...Aliás, que tristeza saber que são os quatro grandes partidos: PT, PMDB, PFL e PSDB (dados do blog do Ilimar Franco/O Globo). Estou sem opção. Se falar que eu odeio todos, alguém acredita?
Agora vou de *Nulo*
Depois de muito pensar com a melhor das vontades em quem votar nesse segundo turno, percebi que não basta ter boa vontade, tem que fechar os olhos demais para o meu gosto se for pra escolher entre Lula e Chuchú.
Eu não estou satisfeita com o governo atual. Acredito que enquanto o mundo (inclusive África) cresce a 4,5% o Brasil teria a obrigação de crescer a uma taxa bem superior a esta. Nosso IDH (índice de desenvolvimento humano - indicador de, entre outras coisas, distribuição de renda) é ridículo, temos um governo corrupto que comprou, ao longo destes quatro anos, quase 50% dos votos válidos às custas do Bolsa Família.
Se não fosse o Sul e o Sudeste fazer voto de protesto, Luís Inácio e seus 300 picaretas estariam todos reeleitos, rindo de nossas caras e escrevendo em nossas testas "IDIOTAS" com letras mal feitas - afinal, se mesmo ele podendo estudar depois de todos esses anos ele não estudou, então ele não deve ter tido caderno de caligrafia também.
Mas também não estou pronta para devolver o governo do meu país para a política de "Café com Leite": hoje Alckmin, daqui a 4 anos Aécio. Depois de 50 anos de poder direto e indireto da máfia da burguesia paulista dominando o país, não estou pronta ou desesperada a ponto de simplesmente entregar meu voto para o primeiro delegado tucano que aparece. Isso para mim é regressão, é dizer que tudo o que foi feito até hoje - inclusive o governo FFHHCC - foi válido e melhor que o do Lula - o que não foi.
Então, depois de ter votado no Cristóvan Buarque, votarei nulo. Nulo é a opção, porque nula é a diferença entre os candidatos e o valor que dou a eles.
E fica minha nota de protesto pela burrice dominante.
ps: "Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez: o congresso continua a serviço de vocês"
Eu não estou satisfeita com o governo atual. Acredito que enquanto o mundo (inclusive África) cresce a 4,5% o Brasil teria a obrigação de crescer a uma taxa bem superior a esta. Nosso IDH (índice de desenvolvimento humano - indicador de, entre outras coisas, distribuição de renda) é ridículo, temos um governo corrupto que comprou, ao longo destes quatro anos, quase 50% dos votos válidos às custas do Bolsa Família.
Se não fosse o Sul e o Sudeste fazer voto de protesto, Luís Inácio e seus 300 picaretas estariam todos reeleitos, rindo de nossas caras e escrevendo em nossas testas "IDIOTAS" com letras mal feitas - afinal, se mesmo ele podendo estudar depois de todos esses anos ele não estudou, então ele não deve ter tido caderno de caligrafia também.
Mas também não estou pronta para devolver o governo do meu país para a política de "Café com Leite": hoje Alckmin, daqui a 4 anos Aécio. Depois de 50 anos de poder direto e indireto da máfia da burguesia paulista dominando o país, não estou pronta ou desesperada a ponto de simplesmente entregar meu voto para o primeiro delegado tucano que aparece. Isso para mim é regressão, é dizer que tudo o que foi feito até hoje - inclusive o governo FFHHCC - foi válido e melhor que o do Lula - o que não foi.
Então, depois de ter votado no Cristóvan Buarque, votarei nulo. Nulo é a opção, porque nula é a diferença entre os candidatos e o valor que dou a eles.
E fica minha nota de protesto pela burrice dominante.
ps: "Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez: o congresso continua a serviço de vocês"
segunda-feira, outubro 2
Sou Nina
Meu nome é Nina, é Joana, é Ana
Sou muitas e sou uma só
Eu sou outono, inverno e primavera,
Sou tranquilidade e sou agitação
Vou sempre depressa e sempre devagar
Sigo a estrada, a trilha, a contramão
Peço licensa e atropelo também
Durmo, acordo, depois digo amém
Meu nome é Nina, é Clara, é Vitória
Sou Isabel, Maria e mais alguém
Sou mutante, sincera, estranha criação
De um Deus que quer que se viva bem
Sou do mundo e sou de ninguém
Tanto girei que fiquei fixa no chão
Tanto chorei que rio virei
E tanto sorrí que virei sol de verão
Sou muitas e sou uma só
Eu sou outono, inverno e primavera,
Sou tranquilidade e sou agitação
Vou sempre depressa e sempre devagar
Sigo a estrada, a trilha, a contramão
Peço licensa e atropelo também
Durmo, acordo, depois digo amém
Meu nome é Nina, é Clara, é Vitória
Sou Isabel, Maria e mais alguém
Sou mutante, sincera, estranha criação
De um Deus que quer que se viva bem
Sou do mundo e sou de ninguém
Tanto girei que fiquei fixa no chão
Tanto chorei que rio virei
E tanto sorrí que virei sol de verão
sábado, setembro 30
Provérbio Árabe
Existe um velho provérbio Árabe que diz:
للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننوابحسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين1 عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزابالإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد
reflita bem!!ele pode mudar sua vida!!!
للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننوابحسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين1 عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزابالإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد
reflita bem!!ele pode mudar sua vida!!!
sexta-feira, setembro 29
A Crise dos 25
Você chegou aos 25 anos e se sente um ET? Bem vindo ao clube! Vamos aproveitar o "mode sarcasmo on" e jogar tudo no ventilador.
Quando você chega aos 25 anos, já não bastasse a terrível sensação de que o tempo tá escoando pelas mãos e as suas próprias cobranças sobre seus sonhos e metas, ainda tem os outros... família, amigos, colegas de trabalho, etc. Todos te questionando alguma coisa, e fazendo você ficar um pouco mais careca. Os temas são sempre variados e, por mais que você tenha conquistado várias coisas, sempre tem um ponto certinho para pisar no seu calo, sempre tem um ponto fraco.
- Carreira e faculdade
Se você ainda não se formou na faculdade, está arrancando os cabelos. Todos os seus amigos estão se formando e outros até já estão no mestrado... e você alí, firme e forte catando cavaco. Você pensa que deve ter alguma coisa errada com você: ou você é muito burro, ou você tem problemas - dislexia, paranóia ou alucinações quando vê aquele professor e começa a entrar em um tunel escuro com uma luz violeta lá no final, que gira na velocidade da voz dele. Aí você pensa se deveria largar o trabalho pra se dedicar melhor, se devia voltar pra casa dos pais, se devia sair correndo, se... se... se...
Se você se formou, menos pior... a cobrança vai ser pra você arrumar um emprego que te deixe milionário do dia pra noite. Seu futuro mal começou e já começou pilhado. Aí tem o mestrado também.. faço ou não faço, onde eu faço, desisto de tudo e vou fazer veterinária, pulo de uma ponte ou vou de mochilão mtv para o exterior?
- Relacionamentos
Pronto. A festa está formada. É a forma de tortura preferia daquela sua tia inconveniente.
Se você tá sozinha, é a "tadinha". Todo mundo olha pra você e se pergunta "mas gente, porque fulaninha não arruma um namorado...?". Todo mundo acha que você tá ficando velha e precisa desencalhar logo. Amigas arrumam fitas mirabolantes. Famílas ficam maquinando em suas mentes maquiavélicas um encontro com aquele ex seu ou com o sobrinho-da-tia-da-sogra-da-avó-de-alguém. E aí se vão hordas de pessoas enlouquecidas destinadas a procurar até nos caras errados alguém pra dizer que não tá sozinha. Burros n'água com certeza. Apenas umas poucas não caem na pilha e deixam que a Providência faça o que seu nome diz e esperam.
Se você tá namorando, todo mundo te pergunta quando o "bófio" (roubei da Nathy) vai parar de te enrolar ou porque você não arruma outro namorado - afinal logo você faz 30 anos e "precisa" (sic) ter filhos cedo. E é um tal de parente que dá palpite, que só a misericórdia divina pra dar paciência. Mas já era: foi plantada a sementinha da maldade, e você começa a se perguntar: "e se for verdade?". Pronto. Acabou a sua festa.
Se você já é casada, tudo gira na mesma pergunta: "E aí, quando vai fazer a 'encomenda'?". Ao menos isso é mais fácil de administrar ou de dar um fora mais educado no intrometido...
- Idade
Aos 25 anos começam a aparecer as tão faladas linhas de expressão. Você mora sozinho e tem um espelho ennorme no quarto... e dá a volta pra não olhar pra ele. Já ví marmanjo "cabra macho" que se rendeu aos creminhos milagrosos da Avon que prometem acabar com todas elas. Elas então, nem se fala. Cosmético vira vício, você compra um para o ressecamento da área dos olhos, outro pra oleosidade do queixo, outro pras linhas da testa. Isso sem falar dos para celulite - que começam a pipocar, os dos pés, os das mãos (elas são o maior X-9 que existe da idade). Daí começa a vigiar freneticamente os primeiros fios de cabelo branco e arrancar sem dó nem piedade. Mas quando começa o massacre, não tem jeito: tinta neles.
Acho que hoje eu entendo porque alguns homens dizem que as mulheres de 30 são mais interessantes que as de 25... como elas já estão lá, viram que isso tudo é uma besteira tão grande que resolveram chutar o balde e cair na gandaia. Não querem saber de sentir receio dos "enta" chegando, querem apenas curtir... apenas viver a idade, sem se preocupar com ela.
Eu decidí que não vou lutar contra o inevitável. Minhas prioridades são minhas e de mais ninguém - ninguém vai pagar minha conta ou lavar a louça no final. E pra comemorar o início da minha prematura libertação aos padrões impostos, comprei um vaso de flores rosas e coloquei na minha mesa. Por algum motivo, todos me perguntam se é meu aniversário. Quem sabe seja...
E que toque o psy-trance na pista, DJ!
Quando você chega aos 25 anos, já não bastasse a terrível sensação de que o tempo tá escoando pelas mãos e as suas próprias cobranças sobre seus sonhos e metas, ainda tem os outros... família, amigos, colegas de trabalho, etc. Todos te questionando alguma coisa, e fazendo você ficar um pouco mais careca. Os temas são sempre variados e, por mais que você tenha conquistado várias coisas, sempre tem um ponto certinho para pisar no seu calo, sempre tem um ponto fraco.
- Carreira e faculdade
Se você ainda não se formou na faculdade, está arrancando os cabelos. Todos os seus amigos estão se formando e outros até já estão no mestrado... e você alí, firme e forte catando cavaco. Você pensa que deve ter alguma coisa errada com você: ou você é muito burro, ou você tem problemas - dislexia, paranóia ou alucinações quando vê aquele professor e começa a entrar em um tunel escuro com uma luz violeta lá no final, que gira na velocidade da voz dele. Aí você pensa se deveria largar o trabalho pra se dedicar melhor, se devia voltar pra casa dos pais, se devia sair correndo, se... se... se...
Se você se formou, menos pior... a cobrança vai ser pra você arrumar um emprego que te deixe milionário do dia pra noite. Seu futuro mal começou e já começou pilhado. Aí tem o mestrado também.. faço ou não faço, onde eu faço, desisto de tudo e vou fazer veterinária, pulo de uma ponte ou vou de mochilão mtv para o exterior?
- Relacionamentos
Pronto. A festa está formada. É a forma de tortura preferia daquela sua tia inconveniente.
Se você tá sozinha, é a "tadinha". Todo mundo olha pra você e se pergunta "mas gente, porque fulaninha não arruma um namorado...?". Todo mundo acha que você tá ficando velha e precisa desencalhar logo. Amigas arrumam fitas mirabolantes. Famílas ficam maquinando em suas mentes maquiavélicas um encontro com aquele ex seu ou com o sobrinho-da-tia-da-sogra-da-avó-de-alguém. E aí se vão hordas de pessoas enlouquecidas destinadas a procurar até nos caras errados alguém pra dizer que não tá sozinha. Burros n'água com certeza. Apenas umas poucas não caem na pilha e deixam que a Providência faça o que seu nome diz e esperam.
Se você tá namorando, todo mundo te pergunta quando o "bófio" (roubei da Nathy) vai parar de te enrolar ou porque você não arruma outro namorado - afinal logo você faz 30 anos e "precisa" (sic) ter filhos cedo. E é um tal de parente que dá palpite, que só a misericórdia divina pra dar paciência. Mas já era: foi plantada a sementinha da maldade, e você começa a se perguntar: "e se for verdade?". Pronto. Acabou a sua festa.
Se você já é casada, tudo gira na mesma pergunta: "E aí, quando vai fazer a 'encomenda'?". Ao menos isso é mais fácil de administrar ou de dar um fora mais educado no intrometido...
- Idade
Aos 25 anos começam a aparecer as tão faladas linhas de expressão. Você mora sozinho e tem um espelho ennorme no quarto... e dá a volta pra não olhar pra ele. Já ví marmanjo "cabra macho" que se rendeu aos creminhos milagrosos da Avon que prometem acabar com todas elas. Elas então, nem se fala. Cosmético vira vício, você compra um para o ressecamento da área dos olhos, outro pra oleosidade do queixo, outro pras linhas da testa. Isso sem falar dos para celulite - que começam a pipocar, os dos pés, os das mãos (elas são o maior X-9 que existe da idade). Daí começa a vigiar freneticamente os primeiros fios de cabelo branco e arrancar sem dó nem piedade. Mas quando começa o massacre, não tem jeito: tinta neles.
Acho que hoje eu entendo porque alguns homens dizem que as mulheres de 30 são mais interessantes que as de 25... como elas já estão lá, viram que isso tudo é uma besteira tão grande que resolveram chutar o balde e cair na gandaia. Não querem saber de sentir receio dos "enta" chegando, querem apenas curtir... apenas viver a idade, sem se preocupar com ela.
Eu decidí que não vou lutar contra o inevitável. Minhas prioridades são minhas e de mais ninguém - ninguém vai pagar minha conta ou lavar a louça no final. E pra comemorar o início da minha prematura libertação aos padrões impostos, comprei um vaso de flores rosas e coloquei na minha mesa. Por algum motivo, todos me perguntam se é meu aniversário. Quem sabe seja...
E que toque o psy-trance na pista, DJ!
quarta-feira, setembro 27
Frase da Semana
"Política é a arte de procurar por problemas, pesquisar se eles existem ou não, diagnosticá-los incorretamente e aplicar o remédio errado." (Ernest John Pickstone Benn)
Tou viva tá gente? Só tou com o humor altamente variável (apesar de continuar fazendo piada de tudo...) ^^
Tou viva tá gente? Só tou com o humor altamente variável (apesar de continuar fazendo piada de tudo...) ^^
sexta-feira, setembro 22
Várias coisas
Adorei essa história de Site Meter... acho que já conhecia mas nem me lembrava mais.
Tava dando uma olhada e talz, e vi que tem gente de toda parte do Brasil achando meu blog de alguma forma... teve gente também da Suécia, Portugal, Peru, Kenya... Além disso, acham através de todo tipo de busca, ou através de blogs amigos. Espero que tenham encontrado o que acharam. Se não, ainda assim, obrigada pela visita. :)
----------------------------
Meu final de semana promete ser dentro de uma ostra... Pretendo ficar quietinha dentro da minha concha até virar pérola, saindo talvez só pra ver minha mãe que irá viajar. Preciso de alguns momentos de recolhimento, depois de tanta movimentação e corre-corre.
Existem momentos de voar baixo, e outros de repousar a mente. Ficar no casulo é bom... faz, da lagarta, borboleta. Preciso matar as saudades do meu violão, ler aquele livro que tá me esperando a meses, fazer uma faxina na casa, falar besteiras no MSN, rir das perguntas bobas no Yahoo!Respostas, arrumar o armário... aliás, tem terapeuta melhor do que o armário? hehehe
----------------------------
Tava pensando de como tenho sido meio covarde com algumas coisas. Culpa da vida. Um passo errado e você se arrepende pelo resto dela... Por isso que agora eu penso tanto, que acabo sendo meio covarde. Mas vou escrever sobre isso outro dia. Hoje não.
Tava dando uma olhada e talz, e vi que tem gente de toda parte do Brasil achando meu blog de alguma forma... teve gente também da Suécia, Portugal, Peru, Kenya... Além disso, acham através de todo tipo de busca, ou através de blogs amigos. Espero que tenham encontrado o que acharam. Se não, ainda assim, obrigada pela visita. :)
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Meu final de semana promete ser dentro de uma ostra... Pretendo ficar quietinha dentro da minha concha até virar pérola, saindo talvez só pra ver minha mãe que irá viajar. Preciso de alguns momentos de recolhimento, depois de tanta movimentação e corre-corre.
Existem momentos de voar baixo, e outros de repousar a mente. Ficar no casulo é bom... faz, da lagarta, borboleta. Preciso matar as saudades do meu violão, ler aquele livro que tá me esperando a meses, fazer uma faxina na casa, falar besteiras no MSN, rir das perguntas bobas no Yahoo!Respostas, arrumar o armário... aliás, tem terapeuta melhor do que o armário? hehehe
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Tava pensando de como tenho sido meio covarde com algumas coisas. Culpa da vida. Um passo errado e você se arrepende pelo resto dela... Por isso que agora eu penso tanto, que acabo sendo meio covarde. Mas vou escrever sobre isso outro dia. Hoje não.
quinta-feira, setembro 21
Momento Sex and The City
Definitivamente, não tem mais nada no mundo que eleve mais a auto-estima e que amenize mais os problemas de uma mulher como fazer compras no shopping.
Quando tudo dá errado, quando Mr. Big estraga nosso humor e nosso final de semana, quando a gente se sente um caco, o cansaço diz que nada do que a gente faça é suficiente e quando temos a absoluta certeza que homem não presta... são duas receitas mágicas: compras e salão de beleza.
Não adianta: pode ser mulher nova ou velha, culta ou fútil, rica ou pobre, preocupada com o trabalho ou com a balada de amanhã... o shopping tudo cura, o cabeleireiro consegue elevar a auto-estima da mais rejeitada das mulheres.
E assim fui eu ontem, depois de meses controlando meu orçamento a cada centavo, usufruir do santo remédio. Exercitar a minha alma burguesa, sentir o delicioso aroma do dinheiro circulando e melhorar meu espírito de porco. Sapatos, vestidos, saias e blusas. Vista da Praia de Botafogo: Cristo Redentor de um lado, Pão de Açucar do outro. Cheguei lá a sobrinha feia, saí de lá a cinderela. Novinha em folha.
Em casa, um banho relaxante e as mentiras do horário eleitoral. Depois um bate papo por voz com os amigos e a amada cama. O companheiro de todas as noites de sono e até das de insônia, meu travesseiro, me deu os conselhos que sempre busco...
... antes ser quem sou do que ser quem querem que eu seja.
Quando tudo dá errado, quando Mr. Big estraga nosso humor e nosso final de semana, quando a gente se sente um caco, o cansaço diz que nada do que a gente faça é suficiente e quando temos a absoluta certeza que homem não presta... são duas receitas mágicas: compras e salão de beleza.
Não adianta: pode ser mulher nova ou velha, culta ou fútil, rica ou pobre, preocupada com o trabalho ou com a balada de amanhã... o shopping tudo cura, o cabeleireiro consegue elevar a auto-estima da mais rejeitada das mulheres.
E assim fui eu ontem, depois de meses controlando meu orçamento a cada centavo, usufruir do santo remédio. Exercitar a minha alma burguesa, sentir o delicioso aroma do dinheiro circulando e melhorar meu espírito de porco. Sapatos, vestidos, saias e blusas. Vista da Praia de Botafogo: Cristo Redentor de um lado, Pão de Açucar do outro. Cheguei lá a sobrinha feia, saí de lá a cinderela. Novinha em folha.
Em casa, um banho relaxante e as mentiras do horário eleitoral. Depois um bate papo por voz com os amigos e a amada cama. O companheiro de todas as noites de sono e até das de insônia, meu travesseiro, me deu os conselhos que sempre busco...
... antes ser quem sou do que ser quem querem que eu seja.
quarta-feira, setembro 20
Chega de Saudade
Finalmente as férias da faculdade vão chegando e vou poder viver uns 15 dias de normalidade na minha vida antes de começar a nova maratona. :P
Insônias e gastrites à parte, vai uma musiquinha do Jobim e do Vinícius, que sempre cai muito bem. Dedicada ao meu Vinícius. ^^
--------------------------
Chega de Saudade
Composição: Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso
Mais sofrer.
Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca, dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser, milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim...
Insônias e gastrites à parte, vai uma musiquinha do Jobim e do Vinícius, que sempre cai muito bem. Dedicada ao meu Vinícius. ^^
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Chega de Saudade
Composição: Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso
Mais sofrer.
Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca, dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser, milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim...
terça-feira, setembro 19
Brainstorming
Muito sono. Café. Acordei atrasada mas cheguei a tempo. Reunião às dez. Férias. Última semana de provas. Telefone tocando. Mestrado. Tá chegando a monografia. Saudades do meu amor. Unhas vermelhas dessa vez. Bocejo. Dor nas costas. Mamãe. Música. Ligar para a menina do queijo. Pagar as contas. O filme do Johnny Depp. Não quero entrar no negativo de novo. Fotolog abandonado. Ligar para Beta, tou devendo um chopp a ela. Detesto o barulho desnecessário da minha sala. Queria escutar música agora. Rock ou então Eletro. Sono. Celular novo, preciso de um. IPTU até o dia 26. Mais um café. Férias em Bonito. Albergue da juventude. O chefe que não chega. Meu pai tá sumido. Minha cadeira está baixa. Agenda nova. Aniversariantes da semana. Aniversário das minhas irmãs Ainda com sono. O chefe ligou. Post-it.
sexta-feira, setembro 15
Being Boring
Existem músicas que trazem a você sentimentos de uma época. Ou a sentimentos que você já viveu. Ou ainda um alguém que você já foi um dia e hoje parece tão distante.
Being Boring é uma dessas musicas pra mim. Eu sinto tantas coisas, tanta urgência, tanta vontade, que parece que vai se formar um furacão.
Quero que este final de semana seja tudo o que essa música me traz de sensações. =)
E desejo isso pra vocês também. Ou, ao menos, para os que tiverem coragem. ;)
------------------------------------
Being Boring
(Pet Shop Boys)
I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
"Dress in white" one said,
with quotations from someone's wife,
a famous writer
In the nineteen-twenties
When you're young
you find inspiration
In anyone who's ever gone
And opened up a closing door
She said:"We were never feeling bored"
'Cause we were never being boring
We had too much time
To find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
When I went I left from the station
With a haversack
and some trepidation
Someone said:"If you're not careful
You'll have nothing left
and nothing to care for
In the nineteen-seventies"
But I sat back and looking forward
My shoes were highand I had scored
I'd bolted through a closing door
I would never find
myself feeling bored
'Cause we were never being boring
We had too much time
To find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that,
looking back
You could always rely on a friend
Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here
and some are missing
In the nineteen-nineties
I never dreamt
that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You'd be sitting
somewhere here with me
'Cause we were never being boring
We had too much time
to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that,
looking back
You could always rely on a friend
And we were never being boring
We had too much timeto find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,
then thought: "Make amends"
And we were never being boring
We were never being bored
'Cause we were never being boring
We were never being bored
Being Boring é uma dessas musicas pra mim. Eu sinto tantas coisas, tanta urgência, tanta vontade, que parece que vai se formar um furacão.
Quero que este final de semana seja tudo o que essa música me traz de sensações. =)
E desejo isso pra vocês também. Ou, ao menos, para os que tiverem coragem. ;)
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Being Boring
(Pet Shop Boys)
I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
"Dress in white" one said,
with quotations from someone's wife,
a famous writer
In the nineteen-twenties
When you're young
you find inspiration
In anyone who's ever gone
And opened up a closing door
She said:"We were never feeling bored"
'Cause we were never being boring
We had too much time
To find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
When I went I left from the station
With a haversack
and some trepidation
Someone said:"If you're not careful
You'll have nothing left
and nothing to care for
In the nineteen-seventies"
But I sat back and looking forward
My shoes were highand I had scored
I'd bolted through a closing door
I would never find
myself feeling bored
'Cause we were never being boring
We had too much time
To find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that,
looking back
You could always rely on a friend
Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here
and some are missing
In the nineteen-nineties
I never dreamt
that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You'd be sitting
somewhere here with me
'Cause we were never being boring
We had too much time
to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,then thought: "Make amends"
And we were never holding back
or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that,
looking back
You could always rely on a friend
And we were never being boring
We had too much timeto find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought,
then thought: "Make amends"
And we were never being boring
We were never being bored
'Cause we were never being boring
We were never being bored
quinta-feira, setembro 14
O ônibus e a infância
Manhã de sol e eu ia para o trabalho. Peguei aquele ônibus-nosso-de-cada-dia. Para minha sorte, sempre vou contra o fluxo e ele sempre vem relativamente vazio.
Mas o ônibus de hoje foi diferente... sentei naquele banco de frente para a cobradora, e percebí que ele era mais alto que de costume. Tão mais alto que todos os outros que eu não encostava meu pé no chão: ficava no máximo apenas com a ponta dos pés no chão. Imediatamente eu senti uma grande simpatia por ficar naquele lugar - fora a minha atração natural por ficar na janela.
Me vieram à mente as imagens da minha infância, de quando eu andava de ônibus sempre balançando as perninhas - indo para a casa dos meus avós comer aquela lasanha maravilhosa de domingo, indo para a casa da minha madrinha para brincar com meu primo, ou indo a qualquer lugar com a mãe do lado. E sempre balançando as perninhas....
E, enquanto eu vinha olhando a paisagem do Aterro do Flamengo achando lindo o dia azul emoldurando o pão de açúcar enquanto lembrava da minha infância, percebi que quase ninguém sentava no simpático banco. Pessoas sempre olhavam e depois assentavam em outros lugares quando percebiam a altura dele... outras, distraídas, se asentavam ao meu lado. Mas algo as incomodava, e logo elas saiam pra sentar no banco do lado, ou no de trás.
Então comecei a pensar se seria só eu a ter aquele tipo de lembranças doces despertadas por algo que possivelmente incomodava os demais. Imaginei se nenhum deles lembrou da infancia também. Ou se, porque eu estou caminhando para os 30 anos, está começando o saudosismo.
Balancei a cabeça pra afastar tanto pensamento junto, olhei pro aterro novamente e pensei: "quer saber? sorte a minha!"
E voltei a balançar as perninhas.
Mas o ônibus de hoje foi diferente... sentei naquele banco de frente para a cobradora, e percebí que ele era mais alto que de costume. Tão mais alto que todos os outros que eu não encostava meu pé no chão: ficava no máximo apenas com a ponta dos pés no chão. Imediatamente eu senti uma grande simpatia por ficar naquele lugar - fora a minha atração natural por ficar na janela.
Me vieram à mente as imagens da minha infância, de quando eu andava de ônibus sempre balançando as perninhas - indo para a casa dos meus avós comer aquela lasanha maravilhosa de domingo, indo para a casa da minha madrinha para brincar com meu primo, ou indo a qualquer lugar com a mãe do lado. E sempre balançando as perninhas....
E, enquanto eu vinha olhando a paisagem do Aterro do Flamengo achando lindo o dia azul emoldurando o pão de açúcar enquanto lembrava da minha infância, percebi que quase ninguém sentava no simpático banco. Pessoas sempre olhavam e depois assentavam em outros lugares quando percebiam a altura dele... outras, distraídas, se asentavam ao meu lado. Mas algo as incomodava, e logo elas saiam pra sentar no banco do lado, ou no de trás.
Então comecei a pensar se seria só eu a ter aquele tipo de lembranças doces despertadas por algo que possivelmente incomodava os demais. Imaginei se nenhum deles lembrou da infancia também. Ou se, porque eu estou caminhando para os 30 anos, está começando o saudosismo.
Balancei a cabeça pra afastar tanto pensamento junto, olhei pro aterro novamente e pensei: "quer saber? sorte a minha!"
E voltei a balançar as perninhas.
terça-feira, setembro 12
Amigos de verdade
Os amigos de verdade são aqueles que a simples presença (fisica ou espiritual) já refrescam a alma. Só de saber ou de escutar, você já se sente feliz, porque sabe que aquela pessoa que está alí te ama com o coração e que você faz diferença pra elas. Os amigos de verdade revigoram a alma e, mesmo que estejam a quilômetros de distância, sabem apenas pelo seu tom de voz ou pelas linhas digitadas no teclado que você está diferente. É um sexto, sétimo e oitavo sentidos juntos, pois as almas estão conectadas, o sentimento é transposto apenas por algumas palavras, vozes ou gestos. Um amigo de verdade é raro hoje em dia. E eu me sinto completamente privilegiada de ter alguns... alguns tão próximos e as companhias perfeitas praquele chopp na Lapa ou no Flamengo. Outros distantes, mas com o coração tão próximos que chegamos a sentir o calor do abraço.
Ontem foi um dia em que eu fui feliz apenas de saber que sou amiga deles. Enquanto me contavam suas histórias, suas alegrias, tristezas e seu dia, eu deixei meu problemas de lado e fui feliz. Não precisei falar dos meus.
Beta, Rosângela, Márcia, Beth, Fabiano, Guga, Deko, Brehmmer e outros tantos amigos... que me escutam quando preciso falar, e que me alegram tanto com o carinho que recebo... como não ser feliz com a sorte de ter todos vocês como meus amigos? De saber que onde eu for, tenho um ombro amigo ou uma história pra aquecer o meu coração... Amo muito vocês.
Ontem foi um dia em que eu fui feliz apenas de saber que sou amiga deles. Enquanto me contavam suas histórias, suas alegrias, tristezas e seu dia, eu deixei meu problemas de lado e fui feliz. Não precisei falar dos meus.
Beta, Rosângela, Márcia, Beth, Fabiano, Guga, Deko, Brehmmer e outros tantos amigos... que me escutam quando preciso falar, e que me alegram tanto com o carinho que recebo... como não ser feliz com a sorte de ter todos vocês como meus amigos? De saber que onde eu for, tenho um ombro amigo ou uma história pra aquecer o meu coração... Amo muito vocês.
segunda-feira, setembro 11
Outside
Da série "músicas que falam por mim".
--------------
Outside
(Staind)
And you can bring me to my knees...
Again
All the times when I could beg you please....
In vain
All the times when I felt insecure....
For you
And I leave my burdens at the door
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the time that I felt like this won't end
It's for you
And I taste what I could never have
It was from you
All the times that I've tried
My intentions, full of pride
But I waste more time than anyone
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok
But I'm on the outside
And I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
--------------
Outside
(Staind)
And you can bring me to my knees...
Again
All the times when I could beg you please....
In vain
All the times when I felt insecure....
For you
And I leave my burdens at the door
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the time that I felt like this won't end
It's for you
And I taste what I could never have
It was from you
All the times that I've tried
My intentions, full of pride
But I waste more time than anyone
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok
But I'm on the outside
And I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
sexta-feira, setembro 8
Feriadinho
Tudo bem, tudo bem... não enforquei o feriado. Mas feriado é sempre feriado, aproveita-se para divertir e descansar.
Casa da mamãe é sempre casa da mamãe: você come bem, ganha um chamego e se sente protegido do mundo. Mãe é sémpre mãe: faz você se sentir a melhor pessoa e a mais forte do mundo.
Mas minha cama é sempre minha cama: depois de um feriado na casa da mamãe, nada melhor que uma soneca naquele travesseiro que já tem seu cheirinho. :)
Àqueles que estão em casa, aproveitem bastante o feriado para descansar e se divertir. Lembrem-se sempre que fora da internet tem um dia lindo de sol brilhando, e 25 graus no Rio de Janeiro - já dá pra fazer aquela caminhada básica na praia
Casa da mamãe é sempre casa da mamãe: você come bem, ganha um chamego e se sente protegido do mundo. Mãe é sémpre mãe: faz você se sentir a melhor pessoa e a mais forte do mundo.
Mas minha cama é sempre minha cama: depois de um feriado na casa da mamãe, nada melhor que uma soneca naquele travesseiro que já tem seu cheirinho. :)
Àqueles que estão em casa, aproveitem bastante o feriado para descansar e se divertir. Lembrem-se sempre que fora da internet tem um dia lindo de sol brilhando, e 25 graus no Rio de Janeiro - já dá pra fazer aquela caminhada básica na praia
quarta-feira, setembro 6
8-)
Caraca, como é que pode? Em dois anos, pulei de 1,75 de miopia pra 2,50!!!
Ainda bem que inventaram a lente de contato... hehehe Ela, o o.b. e a escova progressiva foram as melhores invenções dos últimos tempos.
Ainda bem que inventaram a lente de contato... hehehe Ela, o o.b. e a escova progressiva foram as melhores invenções dos últimos tempos.
Mulheres que assustam (?)
Sabe aquela sua amiga que é linda, que mora sozinha, é culta, divertida e interessante, mas que simplesmente não consegue encontrar a sua "alma-gêmea"? Você também é assim?
Ela (ou você) não está sozinha no planeta. É uma de tantas mulheres que poderiam ser consideradas as mulheres perfeitas, e que teoricamente seriam o objeto de desejo de qualquer homem, porque foi assim que nós aprendemos que seria - se você é cama, mesa e banho, e ainda de quebra não dá dor de cabeça e é bonita de se mostrar, qualquer homem vai te disputar no tapa.
Mas aí crescemos e não é assim que acontece. Estamos sozinhas, enquanto aquelas que são medianas no resto todo estão sempre acompanhadas.
Um dos caras com quem conversei a respeito, carioca em seus 34 anos, foi o que primeiro me disse o motivo: essas mulheres, em sua perfeição, assustam. Em sua teoria, de alguma forma, os homens se sentem inferiorizados quando as encontram, porque são mulheres com opinião formada e totalmente independentes... então, pra que precisariam de um homem? O homem deixaria de desempenhar seus papéis principais: protetor, mantenedor e tutor. Então sentem que não seriam suficientes, talvez. Ou então que seriam colocados em segundo plano. Ou mesmo quem sabe acham que a concorrência seria acirrada demais. E os inseguros... que não seriam suficiente para elas.
Outro rapaz, paulista de mais ou menos 28 anos, me disse que o homem precisa se sentir importante para despertar seu interesse. Daí viria aquela velha dica de pedir uma ajuda, tirar uma dúvida ou mesmo pedir um favor. Chamaria muito mais a atenção um delicado pedido de ajuda do que um debate intelectual sobre a saída de Plutão do conceito de planeta, o novo filme do circuito alternativo ou as tendências socio-econômicas da Ásia.
Um amigo de Brasília, em seus 20 anos, confessou que quando conheceu uma menina tão 'autônoma', se sentiu um pouco assustado de início pois jamais tinha convivido com pessoas dessa forma. Ele estava acostumado com pessoas que falam sobre futilidades e que o papo não durava mais de 15 minutos. De repente, descobriu alguém com que pudesse conversar por horas a fio e a conversa nunca terminava. E quando terminava, já ficava a vontade de conversar mais. Disse que, depois que se acostumou com isso, nunca mais se interessou por pessoas diferentes disso. Mas que precisou quebrar essa barreira para admirar e até precisar de alguém assim.
Isso é um ponto pra gente refletir: o que estamos fazendo que está impedindo a aproximação das pessoas: amigos, amores, sócios. Será que o feminismo não estava errado nesse ponto? Ou será que a sociedade brasileira ainda é atrasada demais?
Quando nós matamos um leão por dia pra trabalhar, estudar, cuidar da casa e namorar, será que não deixamos de lado a essência feminina?
Será que nós não deixamos nossa feminilidade para nos parecermos com algo que não é o que nós somos o tempo todo (quase sempre não é o tempo todo)?
É algo a se pensar... senão, em pouco tempo, não existirão mulheres e homens... mas apenas sexo feminino e sexo masculino.
Ela (ou você) não está sozinha no planeta. É uma de tantas mulheres que poderiam ser consideradas as mulheres perfeitas, e que teoricamente seriam o objeto de desejo de qualquer homem, porque foi assim que nós aprendemos que seria - se você é cama, mesa e banho, e ainda de quebra não dá dor de cabeça e é bonita de se mostrar, qualquer homem vai te disputar no tapa.
Mas aí crescemos e não é assim que acontece. Estamos sozinhas, enquanto aquelas que são medianas no resto todo estão sempre acompanhadas.
Um dos caras com quem conversei a respeito, carioca em seus 34 anos, foi o que primeiro me disse o motivo: essas mulheres, em sua perfeição, assustam. Em sua teoria, de alguma forma, os homens se sentem inferiorizados quando as encontram, porque são mulheres com opinião formada e totalmente independentes... então, pra que precisariam de um homem? O homem deixaria de desempenhar seus papéis principais: protetor, mantenedor e tutor. Então sentem que não seriam suficientes, talvez. Ou então que seriam colocados em segundo plano. Ou mesmo quem sabe acham que a concorrência seria acirrada demais. E os inseguros... que não seriam suficiente para elas.
Outro rapaz, paulista de mais ou menos 28 anos, me disse que o homem precisa se sentir importante para despertar seu interesse. Daí viria aquela velha dica de pedir uma ajuda, tirar uma dúvida ou mesmo pedir um favor. Chamaria muito mais a atenção um delicado pedido de ajuda do que um debate intelectual sobre a saída de Plutão do conceito de planeta, o novo filme do circuito alternativo ou as tendências socio-econômicas da Ásia.
Um amigo de Brasília, em seus 20 anos, confessou que quando conheceu uma menina tão 'autônoma', se sentiu um pouco assustado de início pois jamais tinha convivido com pessoas dessa forma. Ele estava acostumado com pessoas que falam sobre futilidades e que o papo não durava mais de 15 minutos. De repente, descobriu alguém com que pudesse conversar por horas a fio e a conversa nunca terminava. E quando terminava, já ficava a vontade de conversar mais. Disse que, depois que se acostumou com isso, nunca mais se interessou por pessoas diferentes disso. Mas que precisou quebrar essa barreira para admirar e até precisar de alguém assim.
Isso é um ponto pra gente refletir: o que estamos fazendo que está impedindo a aproximação das pessoas: amigos, amores, sócios. Será que o feminismo não estava errado nesse ponto? Ou será que a sociedade brasileira ainda é atrasada demais?
Quando nós matamos um leão por dia pra trabalhar, estudar, cuidar da casa e namorar, será que não deixamos de lado a essência feminina?
Será que nós não deixamos nossa feminilidade para nos parecermos com algo que não é o que nós somos o tempo todo (quase sempre não é o tempo todo)?
É algo a se pensar... senão, em pouco tempo, não existirão mulheres e homens... mas apenas sexo feminino e sexo masculino.
quarta-feira, agosto 30
Reflexões banais
Acabei de ler uma frase em um site que mudou minha vida:
"O que você está fazendo para criar a vida que deseja experimentar?".
Vou refletir alguns dias sobre isso....
----- x -----
A insônia é algo cruel: você tem toda energia do mundo quando tem que dormir, e nenhuma quando precisa estar acordada.
----- x -----
Eu fico feliz quando eu vejo por aí exemplos perfeitos de que o amor independe de qualquer coisa... ele existe, e só.
----- x -----
Poucas coisas na vida são tão boas quanto conhecer um pouco mais das particularidades de um novo amigo.
"O que você está fazendo para criar a vida que deseja experimentar?".
Vou refletir alguns dias sobre isso....
----- x -----
A insônia é algo cruel: você tem toda energia do mundo quando tem que dormir, e nenhuma quando precisa estar acordada.
----- x -----
Eu fico feliz quando eu vejo por aí exemplos perfeitos de que o amor independe de qualquer coisa... ele existe, e só.
----- x -----
Poucas coisas na vida são tão boas quanto conhecer um pouco mais das particularidades de um novo amigo.
segunda-feira, agosto 28
O costume e o gosto pessoal
O costume molda o gosto pessoal. É interessante perceber isso. Não obstante à extrema facilidade de adaptação do ser humano a diversas situações de perigo inclusive, acreditamos que depois de certa idade nada mais poderá ser mudado nos nossos gostos, nas nossas idéias, nas nossas convicções. Acreditamos que nascemos de uma determinada forma e com uma determinada personalidade, e esses traços serão eternamente predominantes. Costumamos dizer: "se fulano até agora não mudou, agora é que não muda mais". Ledo engano.
Se formos observar, tanta coisa mudou e tanta coisa muda...e nós nem percebemos.
Trocamos de moeda, de governo, de política e aprendemos a lidar com tudo. Mudamos de cidade, de trabalho, de amigos, de namorados e sempre levantamos a cabeça e começamos de novo. Perdemos aquela chance incrível de fazer algo que podia mudar sua vida, mas é vida que segue, e lá na frente outra coisa boa acontece.
Sempre nos adaptamos às situações, e sempre a vontade social influencia nos gostos pessoais. A sociedade influencia nas escolhas.
Pintamos nossos cabelos de loiro porque é moda, usamos aquele sapato que machuca o pé só porque é chique, vamos àquele almoço chato de família para não fazer desfeita. E vamos. E chegamos lá com um sorriso no rosto. E saímos de lá como se não tivesse sido ruim - e nem sempre o é.
Assim mudamos também nossas convicções ao redor da vida. Nos adaptamos ao que a vida oferece a nós.
Quando adolescente, sempre gostei de comer camarão mas, depois de uma alergia, fui obrigada a parar de comer. Hoje nem sei mais que gosto tem.
Sempre gostei muito de escrever (pensei até em fazer faculdade de Letras) e sempre preferí trabalhos mais escritos do que numéricos - eu tinha horror a equações. No entanto, como uma economista vive cercada de números, atualmente tenho mais facilidade de trabalhar com os números - embora continue gostando das letras. E isso me faz pensar em dar aulas de economia - porque não juntar ambos?
Você já parou para analisar no quanto você mudou de uns tempos pra cá? Já parou para comparar o quanto você mudou em determinados aspectos e no quanto a maturidade te mudou?
Essas pequenas reflexões mostram que nada é imutável. Nós mesmos somos altamente flexíveis. O ser humano é tão perfeito em sua concepção que se adapta facilmente a mudanças, e isso pode ser bom. Então, porque não nos aproveitarmos disso?
Se formos observar, tanta coisa mudou e tanta coisa muda...e nós nem percebemos.
Trocamos de moeda, de governo, de política e aprendemos a lidar com tudo. Mudamos de cidade, de trabalho, de amigos, de namorados e sempre levantamos a cabeça e começamos de novo. Perdemos aquela chance incrível de fazer algo que podia mudar sua vida, mas é vida que segue, e lá na frente outra coisa boa acontece.
Sempre nos adaptamos às situações, e sempre a vontade social influencia nos gostos pessoais. A sociedade influencia nas escolhas.
Pintamos nossos cabelos de loiro porque é moda, usamos aquele sapato que machuca o pé só porque é chique, vamos àquele almoço chato de família para não fazer desfeita. E vamos. E chegamos lá com um sorriso no rosto. E saímos de lá como se não tivesse sido ruim - e nem sempre o é.
Assim mudamos também nossas convicções ao redor da vida. Nos adaptamos ao que a vida oferece a nós.
Quando adolescente, sempre gostei de comer camarão mas, depois de uma alergia, fui obrigada a parar de comer. Hoje nem sei mais que gosto tem.
Sempre gostei muito de escrever (pensei até em fazer faculdade de Letras) e sempre preferí trabalhos mais escritos do que numéricos - eu tinha horror a equações. No entanto, como uma economista vive cercada de números, atualmente tenho mais facilidade de trabalhar com os números - embora continue gostando das letras. E isso me faz pensar em dar aulas de economia - porque não juntar ambos?
Você já parou para analisar no quanto você mudou de uns tempos pra cá? Já parou para comparar o quanto você mudou em determinados aspectos e no quanto a maturidade te mudou?
Essas pequenas reflexões mostram que nada é imutável. Nós mesmos somos altamente flexíveis. O ser humano é tão perfeito em sua concepção que se adapta facilmente a mudanças, e isso pode ser bom. Então, porque não nos aproveitarmos disso?
segunda-feira, agosto 21
É a vida...
Realiza na mente de vocês uma pessoa impopular...
Imagina aquele cara que passa no corredor olhando pra frente que te faz parecer transparente... nem olhar, quem dirá um bom dia para um reles funcionário - por mais que este trabalhe com ele.
Agora imagina um cara que só anda engravatado e, de tão sem papo e playboy, é motivo de chacota quando passa ou fala alguma coisa.
Imagina agora que essa pessoa tem dinheiro suficiente para sustentar umas 5 ou 6 famílias, e só trabalha onde trabalha porque o logo da empresa fica bonito no curriculo.
Realizou tudo isso? Agora adivinha?
...
Essa pessoa se candidatou a deputado estadual pelo Prona!
... agora cumprimenta todo mundo no corredor,
... entra nas salas fazendo piada e dando bom dia,
... agora pára no corredor da empresa para distribuir santinhos
(nem preciso dizer que virou piada pra pelo menos um mês né?)
Isso me faz parar para pensar: um cara desses pode até ser eleito... tem todos os "pré-requisitos" para ser um político brasileiro.
Imagina aquele cara que passa no corredor olhando pra frente que te faz parecer transparente... nem olhar, quem dirá um bom dia para um reles funcionário - por mais que este trabalhe com ele.
Agora imagina um cara que só anda engravatado e, de tão sem papo e playboy, é motivo de chacota quando passa ou fala alguma coisa.
Imagina agora que essa pessoa tem dinheiro suficiente para sustentar umas 5 ou 6 famílias, e só trabalha onde trabalha porque o logo da empresa fica bonito no curriculo.
Realizou tudo isso? Agora adivinha?
...
Essa pessoa se candidatou a deputado estadual pelo Prona!
... agora cumprimenta todo mundo no corredor,
... entra nas salas fazendo piada e dando bom dia,
... agora pára no corredor da empresa para distribuir santinhos
(nem preciso dizer que virou piada pra pelo menos um mês né?)
Isso me faz parar para pensar: um cara desses pode até ser eleito... tem todos os "pré-requisitos" para ser um político brasileiro.
quarta-feira, julho 26
É estranho amadurecer
(para Wagner, Rodrigo, Jéssica e Mariana)
Conforme os anos vão passando, continuamos exatamente os mesmos, mas somos moldados dia a dia na forja da vida. É estranho amadurecer.
Continuamos as mesmas crianças que sempre fomos, no entanto somos obrigados a conviver e aprender com as delícias e dores de sermos adultos. A cada ano que passa, observamos o mundo de uma forma diferente, lemos os mesmos livros da vida com olhares completamente novos, criamos novos sonhos e destruímos outros tantos que a realidade nos faz perceber distantes ou inadequados.
Os anos passam e aquelas pessoas que sempre pensamos que estariam ali simplesmente se vão. Mais uma chama de vida apagada, que virou apenas história. Os nossos amigos seguem seus rumos, mudam de cidade, de país, passam a ser pessoas completamente desconhecidas, diferentes, alteradas...
... Mas tão desprotegidas e frágeis como sempre foram.
Quando crianças brincamos de casinha. Quando adultos, a casinha se torna uma família de verdade, vira responsabilidade para o terceiro expediente. As bonecas fofas tornaram-se filhos que cresceram e se tornaram adolescentes, trazendo a preocupação diária da prova-dos-nove da educação que se deu: será um bom aluno? está em segurança? será que sabe o que está fazendo?
O jogo de tabuleiro vira um leque de decisões que você precisa tomar.
Os bonecos cresceram. Os meninos brincavam com os seus rambos e fortes apaches. Hoje vão para o Iraque, o Líbano, ou permanecem em seus países lutando para ter uma vida digna. Os meninos andavam de bicicleta competindo quem era mais rápido, hoje competem no mercado de trabalho para ver quem é o melhor.
Os jogos de cartas se tornam regras sociais, onde é preciso conhecer todas para não ser jogado no ostracismo.
As pipas são nossos sonhos, que dirigimos e mantemos voando por uma finíssima linha - e basta esta linha estar no caminho de alguém para que esse alguém possa lhe cortar, e seu sonho assim se vai.
Você se torna o pião, que dependendo de como seja rodado, se mantém de pé ou simplesmente pára de rodar.
A vida real não nos permite ensaios. A vida real não nos permite erros sem que hajam consequências. Mas ainda somos os mesmos. A mesma criança que precisa de proteção.
Alguns entendem a importância e a estranheza do que é amadurecer, e procuram fazer o melhor possível, dosar seus passos para não errar, desejam construir uma vida sólida, racionalizar seu destino, ou ao menos passar por ela da forma mais leve e bonita possível.
Outros continuam achando que é tudo um prolongamento da infância que todos temos dentro de nós. Constroem famílias acreditando que tudo ainda é muito fácil (basta guardar os brinquedos quando enjoar deles), ou brincam de guerra achando que no final tudo estará igual - mandam tropas e mísseis para outro território como se estivesse jogando War no Natal com seus primos, e depois bastará recolher as fichas e guardar o tabuleiro.
Definitivamente é estranho amadurecer. Talvez mais estranho seja perceber-se a mesma criança, cercada por um mundo tão confuso.
Conforme os anos vão passando, continuamos exatamente os mesmos, mas somos moldados dia a dia na forja da vida. É estranho amadurecer.
Continuamos as mesmas crianças que sempre fomos, no entanto somos obrigados a conviver e aprender com as delícias e dores de sermos adultos. A cada ano que passa, observamos o mundo de uma forma diferente, lemos os mesmos livros da vida com olhares completamente novos, criamos novos sonhos e destruímos outros tantos que a realidade nos faz perceber distantes ou inadequados.
Os anos passam e aquelas pessoas que sempre pensamos que estariam ali simplesmente se vão. Mais uma chama de vida apagada, que virou apenas história. Os nossos amigos seguem seus rumos, mudam de cidade, de país, passam a ser pessoas completamente desconhecidas, diferentes, alteradas...
... Mas tão desprotegidas e frágeis como sempre foram.
Quando crianças brincamos de casinha. Quando adultos, a casinha se torna uma família de verdade, vira responsabilidade para o terceiro expediente. As bonecas fofas tornaram-se filhos que cresceram e se tornaram adolescentes, trazendo a preocupação diária da prova-dos-nove da educação que se deu: será um bom aluno? está em segurança? será que sabe o que está fazendo?
O jogo de tabuleiro vira um leque de decisões que você precisa tomar.
Os bonecos cresceram. Os meninos brincavam com os seus rambos e fortes apaches. Hoje vão para o Iraque, o Líbano, ou permanecem em seus países lutando para ter uma vida digna. Os meninos andavam de bicicleta competindo quem era mais rápido, hoje competem no mercado de trabalho para ver quem é o melhor.
Os jogos de cartas se tornam regras sociais, onde é preciso conhecer todas para não ser jogado no ostracismo.
As pipas são nossos sonhos, que dirigimos e mantemos voando por uma finíssima linha - e basta esta linha estar no caminho de alguém para que esse alguém possa lhe cortar, e seu sonho assim se vai.
Você se torna o pião, que dependendo de como seja rodado, se mantém de pé ou simplesmente pára de rodar.
A vida real não nos permite ensaios. A vida real não nos permite erros sem que hajam consequências. Mas ainda somos os mesmos. A mesma criança que precisa de proteção.
Alguns entendem a importância e a estranheza do que é amadurecer, e procuram fazer o melhor possível, dosar seus passos para não errar, desejam construir uma vida sólida, racionalizar seu destino, ou ao menos passar por ela da forma mais leve e bonita possível.
Outros continuam achando que é tudo um prolongamento da infância que todos temos dentro de nós. Constroem famílias acreditando que tudo ainda é muito fácil (basta guardar os brinquedos quando enjoar deles), ou brincam de guerra achando que no final tudo estará igual - mandam tropas e mísseis para outro território como se estivesse jogando War no Natal com seus primos, e depois bastará recolher as fichas e guardar o tabuleiro.
Definitivamente é estranho amadurecer. Talvez mais estranho seja perceber-se a mesma criança, cercada por um mundo tão confuso.
terça-feira, julho 11
Segurança Pública - opiniões
Bem... chegamos ao final de copa, e agora o Brasil volta a pensar na própria vida ao invés de pensar naqueles "filhos da pátria amada" que estão milionários e vão morar fora do país.
Acredito que por toda essa aura que circunda Rio e São Paulo ultimamente - os dois maiores colégios eleitorais do país - um dos assuntos que será carro-chefe das propagandas eleitorais será a (in)segurança pública.
Ontem eu recebi uma suposta entrevista do Marcola (o "bandidão" da vez), que eu já imaginava não ser verdadeira, mas que depois me informaram que é uma provocação do Jabor. Enviei para alguns amigos para ver qual seria a reação. Alguns são de São Paulo, outros do Rio mesmo, alguns do Nordeste e do Sul. Absolutamente todos reagiram de forma idignada e me devolveram o email comentando sobre o enviado.
Mas, de todos os que recebí, estes me chamaram mais atenção:
O primeiro que recebi foi de um amigo que disse que o criminoso, tendo a oportunidade de ler 3000 livros (conforme foi citado na suposta entrevista), um dia se iluminaria e perceberia que está no caminho errado e seguiria o caminho do bem. Sinceramente não acredito nessa hipótese. Não que seja pessimista, na verdade não sou nem pessimista e nem otimista, procuro ter a visão mais realista possível. Acontece que estas pessoas não podem perceber outro caminho... porque para elas o único caminho que existe é o do crime. E, por mais que leia na prisão, toda a visão será deturpada para a realidade em que *aquela* pessoa está inserida. Talvez seja possível... sim... ms acredito ser uma visão um pouco romântica dessa grave situação.
Outro amigo me fez a importantíssima constatação de que parte da culpa é nossa, porque elegemos nossos representantes conforme os interesses próprios - e haja espaço para "chiquinho da pipoca", "cicraninho da van" e "joãozinho do ferro-velho" por aí. Isso realmente é fato. E até nós, o povo, favorecemos essa existência, quando vendemos nosso vergonhoso voto por uma camiseta.
Completando essa segunda opinão, uma terceira amiga foi mais além: disse que seria necessário que essa violência toda chegasse às classes mais altas para que sentíssem o efeito de tudo isso. No momento em que o César Maia tiver seu filho sequestrado, no momento em que o ACM tiver seu neto morto (na verdade isso seria o paraíso), talvez eles pensassem melhor em investir na Segurança Pública. Certamente ela está correta. Mas a pergunta que me faço é: não seria tarde demais? Quantas vidas perdidas seriam necessárias até que chegássemos a este ponto?
Mas o ponto final das opiniões mais interessantes que recebi foi a de um amigo que me disse: o problema não é o fato de termos Congressistas facilitando a vida do tráfico, mas de termos o tráfico representado no Congresso.
Faz todo sentido. Infelizmente, nos habituamos a termos bancadas de direita e de esquerda, bancada dos ecologistas, bancadas dos evangélicos, bancada dos deficientes... e agora temos as bancadas dos corruptos: sanguessugas de um lado, mensaleiros de outro, traficantes mais atrás. E absolutamente TODOS impunes e atuando ativamente na casa dos "300 Picaretas com anel de Doutor".
A pergunta que me faço é: acaso não deveria haver uma ÚNICA bancada no congresso: a bancada do POVO? Acaso todos não deveriam pensar juntos em soluções para a vida de TODOS? É um sonho distante...
Na minha opinião, o que acontece é que existe uma FALTA DE INTERESSE público para que o problema da segurança pública seja efetivamente dissolvido. Existe uma motivação maior do que esta, que é a boa e velha fórmula "angariar votos e se reeleger, para mamar nas tetas da grande mãe por mais quatro anos". Não falta apenas ética... falta ética, moral, vontade, preparo, sensibilidade social.
O Governo - em todas as suas esferas - se encontra mais comprometido de fazer publicidade, para que possa ser reeleito ou eleger seu sucessor. E aí vemos propagandas como "O Rio dar a volta pra cima", propagandas do governo federal, etc. Quanto será que investimos em propaganda? Será que seria suficiente para reequipar toda a polícia? Ou ao menos aumentar o vergonhoso salário da Polícia Militar?
E, enquanto isso que temos hoje for o pensamento vigente em nossa política, o Brasil não tem solução. E o último que sair, apague as luzes.
Acredito que por toda essa aura que circunda Rio e São Paulo ultimamente - os dois maiores colégios eleitorais do país - um dos assuntos que será carro-chefe das propagandas eleitorais será a (in)segurança pública.
Ontem eu recebi uma suposta entrevista do Marcola (o "bandidão" da vez), que eu já imaginava não ser verdadeira, mas que depois me informaram que é uma provocação do Jabor. Enviei para alguns amigos para ver qual seria a reação. Alguns são de São Paulo, outros do Rio mesmo, alguns do Nordeste e do Sul. Absolutamente todos reagiram de forma idignada e me devolveram o email comentando sobre o enviado.
Mas, de todos os que recebí, estes me chamaram mais atenção:
O primeiro que recebi foi de um amigo que disse que o criminoso, tendo a oportunidade de ler 3000 livros (conforme foi citado na suposta entrevista), um dia se iluminaria e perceberia que está no caminho errado e seguiria o caminho do bem. Sinceramente não acredito nessa hipótese. Não que seja pessimista, na verdade não sou nem pessimista e nem otimista, procuro ter a visão mais realista possível. Acontece que estas pessoas não podem perceber outro caminho... porque para elas o único caminho que existe é o do crime. E, por mais que leia na prisão, toda a visão será deturpada para a realidade em que *aquela* pessoa está inserida. Talvez seja possível... sim... ms acredito ser uma visão um pouco romântica dessa grave situação.
Outro amigo me fez a importantíssima constatação de que parte da culpa é nossa, porque elegemos nossos representantes conforme os interesses próprios - e haja espaço para "chiquinho da pipoca", "cicraninho da van" e "joãozinho do ferro-velho" por aí. Isso realmente é fato. E até nós, o povo, favorecemos essa existência, quando vendemos nosso vergonhoso voto por uma camiseta.
Completando essa segunda opinão, uma terceira amiga foi mais além: disse que seria necessário que essa violência toda chegasse às classes mais altas para que sentíssem o efeito de tudo isso. No momento em que o César Maia tiver seu filho sequestrado, no momento em que o ACM tiver seu neto morto (na verdade isso seria o paraíso), talvez eles pensassem melhor em investir na Segurança Pública. Certamente ela está correta. Mas a pergunta que me faço é: não seria tarde demais? Quantas vidas perdidas seriam necessárias até que chegássemos a este ponto?
Mas o ponto final das opiniões mais interessantes que recebi foi a de um amigo que me disse: o problema não é o fato de termos Congressistas facilitando a vida do tráfico, mas de termos o tráfico representado no Congresso.
Faz todo sentido. Infelizmente, nos habituamos a termos bancadas de direita e de esquerda, bancada dos ecologistas, bancadas dos evangélicos, bancada dos deficientes... e agora temos as bancadas dos corruptos: sanguessugas de um lado, mensaleiros de outro, traficantes mais atrás. E absolutamente TODOS impunes e atuando ativamente na casa dos "300 Picaretas com anel de Doutor".
A pergunta que me faço é: acaso não deveria haver uma ÚNICA bancada no congresso: a bancada do POVO? Acaso todos não deveriam pensar juntos em soluções para a vida de TODOS? É um sonho distante...
Na minha opinião, o que acontece é que existe uma FALTA DE INTERESSE público para que o problema da segurança pública seja efetivamente dissolvido. Existe uma motivação maior do que esta, que é a boa e velha fórmula "angariar votos e se reeleger, para mamar nas tetas da grande mãe por mais quatro anos". Não falta apenas ética... falta ética, moral, vontade, preparo, sensibilidade social.
O Governo - em todas as suas esferas - se encontra mais comprometido de fazer publicidade, para que possa ser reeleito ou eleger seu sucessor. E aí vemos propagandas como "O Rio dar a volta pra cima", propagandas do governo federal, etc. Quanto será que investimos em propaganda? Será que seria suficiente para reequipar toda a polícia? Ou ao menos aumentar o vergonhoso salário da Polícia Militar?
E, enquanto isso que temos hoje for o pensamento vigente em nossa política, o Brasil não tem solução. E o último que sair, apague as luzes.
terça-feira, maio 9
Complexo de Tio Patinhas
Assino algumas listas de email de economia, política, debates e afins, e lí hoje um artigo muito interessante sobre os governantes mais ricos do mundo.
Algumas pessoas comentaram sobre isso, riram dos paradoxos, mas deixaram passar desapercebidos alguns detalhes... mas se formos pensar nos dados e não apenas ler como "cultura geral", podemos tirar várias conclusões... vale a reflexão.
Conforme o artigo que menciona a revista Forbes, os dez governantes mais ricos do mundo são:
1) Rei Abdullah Bin Abdelaziz, Arábia Saudita - US$ 21 bilhões
2) Sultão Hassanal Bolkiah, Brunei - US$ 20 bilhões
3) Xeque Jalifa Bin Zayed al-Nahyan, E. Árabes - US$ 19 bilhões
4) Xeque Mohamad ben Rashid Al-Maktoum, Dubai - US$ 14 bilhões
5) Príncipe Hans-Adam II, Liechtenstein - US$ 4 bilhões
6) Príncipe Alberto II, Mônaco - US$ 1 bilhão
7) Presidente Fidel Castro, Cuba - US$ 900 milhões
8) Presidente Teodoro Obiang, Guiné Equatorial US$ 600 milhões
9) Rainha Elizabeth II, Reino Unido US$ 500 milhões
10) Rainha Beatriz Wilhelmina Armgard, Holanda US$ 270 milhões
A primeira coisa que me chamou a atenção nesta afortunada lista foi a quantidade de países árabes que estão inseridos aí. Obviamente, tanta riqueza vem do "ouro negro" que emana pelo lado de lá. Isso aí não é surpresa nenhuma, e não importa o quanto o Xeque ou o Emir queira não ser rico (imaginemos que alguém não queira ser... suposição mesmo), ele simplesmente o é porque tem petróleo. Isso é fato. O que por um lado é muito ruim e pode se tornar dramático, porque a maioria estamos pautando grande parte de nossas economias em uma fonte de combustível finita, que será extinta mais cedo ou mais tarde.
A segunda impressão que tive foi a diferença de quantidade de citações entre os regimes: monárquicos, presidencialistas e fundamentalistas. A excessão do rei saudita, todos os países árabes citados são fundamentalistas, em regimes em que se tem considerável grau de apoio popular mesmo sem uma completa distribuição de renda. No entanto, regimes fundamentalistas estão muito mais expostos a guerras religiosas, confronto de facções e problemas gerados pelo fanatismo religioso local - o que os deixam longe de ser um regime e um povo traquilos.
Mas o que me chamou atenção mesmo foi que o sistema monárquico dos países citados, apesar de tudo, são de países muito desenvolvidos, enquanto os presidencialistas que aparecem na lista são países que tem grande parte da população vivendo na linha da pobreza ou abaixo dela - e mesmo assim seus governantes estão milionários.
O caso de Cuba acredito ser mais que conhecido, população pobre, embargo econômico, discussões com os EUA e problemas com diplomacia. O Presidente Fidel - que teve sua riqueza atribuída especialmente ao seu vínculo com a indústria farmacêutica - reclamou, disse que é uma infâmia, que tomariam ações legais contra as "acusações" (?), etc. Aliás aí cabem mais dois pontos: o primeiro é que, por acaso (?), Cuba é conhecida mundialmente pela sua medicina (que na verdade não é acessível a todos os cidadãos, mas aos abonados americanos especialmente) e não tão por acaso assim vale muito a pena investir no setor farmaceutico lá pelas terras do Fidel. O segundo ponto é que o presidente cubano está como presidente a mais tempo do que eu me conheço por gente - quase uma monarquia, pra falar a verdade.
Já os da Guiné Equatorial, a 13ª pior expectativa de vida do mundo mas a 5ª maior produtora de petróleo do mundo, não é tão conhecido assim. Segundo os dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), tem o setor de saúde pública como o 12º pior do mundo, e o de educação inferior ao do Brasil - Guiné Equatorial é o 108º no ranking, que engloba 177 países. No entanto, o país teve o maior crescimento de PIB per capita (16,2%) e de IDH no período de 1990 a 2003, período analisado pela pesquisa. Vale lembrar aos desavisados que o PIB per capita é apenas "matemático", não é necessariamente distribuído.
É engraçado também quando temos a impressão de que justamente nos países presidencialistas os índices de corrupção são mais altos do que em outros sistemas de governo - até mesmo pela divisão do poder ser bem mais ampla. No entanto, isso vai exatamente contra a proposição do governo presidencialista, que é de distribuir melhor as riquezas - materiais e imateriais - do país entre seu povo, de forma democrática e igualitária.
Não quero fazer constatações sobre estes dados e tampouco afirmo que esse seja o único sintoma sobre a relação entre distribuição de renda e fatores sociais, e também neste caso específico o regime político (não chego a ter conhecimento ou "gabarito" suficientes). Mas é importante vermos uma notícia como essa e pararmos pra pensar no todo, no mar de coisas que vem por trás da mera curiosidade de um ranking de ricos e famosos.
As conclusões ficam por conta de vocês. ;)
Algumas pessoas comentaram sobre isso, riram dos paradoxos, mas deixaram passar desapercebidos alguns detalhes... mas se formos pensar nos dados e não apenas ler como "cultura geral", podemos tirar várias conclusões... vale a reflexão.
Conforme o artigo que menciona a revista Forbes, os dez governantes mais ricos do mundo são:
1) Rei Abdullah Bin Abdelaziz, Arábia Saudita - US$ 21 bilhões
2) Sultão Hassanal Bolkiah, Brunei - US$ 20 bilhões
3) Xeque Jalifa Bin Zayed al-Nahyan, E. Árabes - US$ 19 bilhões
4) Xeque Mohamad ben Rashid Al-Maktoum, Dubai - US$ 14 bilhões
5) Príncipe Hans-Adam II, Liechtenstein - US$ 4 bilhões
6) Príncipe Alberto II, Mônaco - US$ 1 bilhão
7) Presidente Fidel Castro, Cuba - US$ 900 milhões
8) Presidente Teodoro Obiang, Guiné Equatorial US$ 600 milhões
9) Rainha Elizabeth II, Reino Unido US$ 500 milhões
10) Rainha Beatriz Wilhelmina Armgard, Holanda US$ 270 milhões
A primeira coisa que me chamou a atenção nesta afortunada lista foi a quantidade de países árabes que estão inseridos aí. Obviamente, tanta riqueza vem do "ouro negro" que emana pelo lado de lá. Isso aí não é surpresa nenhuma, e não importa o quanto o Xeque ou o Emir queira não ser rico (imaginemos que alguém não queira ser... suposição mesmo), ele simplesmente o é porque tem petróleo. Isso é fato. O que por um lado é muito ruim e pode se tornar dramático, porque a maioria estamos pautando grande parte de nossas economias em uma fonte de combustível finita, que será extinta mais cedo ou mais tarde.
A segunda impressão que tive foi a diferença de quantidade de citações entre os regimes: monárquicos, presidencialistas e fundamentalistas. A excessão do rei saudita, todos os países árabes citados são fundamentalistas, em regimes em que se tem considerável grau de apoio popular mesmo sem uma completa distribuição de renda. No entanto, regimes fundamentalistas estão muito mais expostos a guerras religiosas, confronto de facções e problemas gerados pelo fanatismo religioso local - o que os deixam longe de ser um regime e um povo traquilos.
Mas o que me chamou atenção mesmo foi que o sistema monárquico dos países citados, apesar de tudo, são de países muito desenvolvidos, enquanto os presidencialistas que aparecem na lista são países que tem grande parte da população vivendo na linha da pobreza ou abaixo dela - e mesmo assim seus governantes estão milionários.
O caso de Cuba acredito ser mais que conhecido, população pobre, embargo econômico, discussões com os EUA e problemas com diplomacia. O Presidente Fidel - que teve sua riqueza atribuída especialmente ao seu vínculo com a indústria farmacêutica - reclamou, disse que é uma infâmia, que tomariam ações legais contra as "acusações" (?), etc. Aliás aí cabem mais dois pontos: o primeiro é que, por acaso (?), Cuba é conhecida mundialmente pela sua medicina (que na verdade não é acessível a todos os cidadãos, mas aos abonados americanos especialmente) e não tão por acaso assim vale muito a pena investir no setor farmaceutico lá pelas terras do Fidel. O segundo ponto é que o presidente cubano está como presidente a mais tempo do que eu me conheço por gente - quase uma monarquia, pra falar a verdade.
Já os da Guiné Equatorial, a 13ª pior expectativa de vida do mundo mas a 5ª maior produtora de petróleo do mundo, não é tão conhecido assim. Segundo os dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), tem o setor de saúde pública como o 12º pior do mundo, e o de educação inferior ao do Brasil - Guiné Equatorial é o 108º no ranking, que engloba 177 países. No entanto, o país teve o maior crescimento de PIB per capita (16,2%) e de IDH no período de 1990 a 2003, período analisado pela pesquisa. Vale lembrar aos desavisados que o PIB per capita é apenas "matemático", não é necessariamente distribuído.
É engraçado também quando temos a impressão de que justamente nos países presidencialistas os índices de corrupção são mais altos do que em outros sistemas de governo - até mesmo pela divisão do poder ser bem mais ampla. No entanto, isso vai exatamente contra a proposição do governo presidencialista, que é de distribuir melhor as riquezas - materiais e imateriais - do país entre seu povo, de forma democrática e igualitária.
Não quero fazer constatações sobre estes dados e tampouco afirmo que esse seja o único sintoma sobre a relação entre distribuição de renda e fatores sociais, e também neste caso específico o regime político (não chego a ter conhecimento ou "gabarito" suficientes). Mas é importante vermos uma notícia como essa e pararmos pra pensar no todo, no mar de coisas que vem por trás da mera curiosidade de um ranking de ricos e famosos.
As conclusões ficam por conta de vocês. ;)
quinta-feira, abril 6
Pizza mais uma vez...
E mais uma vez, acaba em pizza o julgamento de um acusado de ser "beneficiado" pelo mensalão.
O pior de tudo foi escutar e ler uma justificativa de um dos "colegas" do réu... ele foi inocentado porque "sempre foi uma pessoa que ajudou aos demais colegas, que foi um 'bom' presidente,, que sempre colaborou com os trabalhos na Casa", etc.
Eu DETESTO com todas as minhas forças o eixo PMDB-PSDB-PFL, mas se isso não foi um acordão (que inclui esse eixo, afinal ele foi inocentado por quase 300 votos), eu troco meu nome para Jupira.
Então tá combinado assim... o amigo do meu amigo é meu amigo, mesmo que ele seja corrupto, esteja prejudicando a moral de uma Casa inteira, que esteja descaradamente roubando a população nacional e tudo o mais... até porque, quando tiver eleição, o povo já se esqueceu de tudo.
Quando Herbert Vianna cantou "Luiz Inácio e os 300 picaretas", Lula estava do outro lado... era 'Luiz Inácio CONTRA os 300 picaretas'. Agora é realmente 'Luiz Inácio E os 300 picaretas'... porque o Lula não apenas não sabe de nada como continua sem se manifestar contra essa falta de decoro que é a absolvição de deputados tecnicamente envolvidos em corrupção ativa e passiva.
Se o Lula pecou antes por não denunciar, esse foi o menor dos pecados. O maior de todos é o que comete agora: continuar sem querer se envolver ou pelo menos repudiar o que está acontecendo no meio do Congresso Nacional. No melhor estilo "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe".
O pior de tudo foi escutar e ler uma justificativa de um dos "colegas" do réu... ele foi inocentado porque "sempre foi uma pessoa que ajudou aos demais colegas, que foi um 'bom' presidente,, que sempre colaborou com os trabalhos na Casa", etc.
Eu DETESTO com todas as minhas forças o eixo PMDB-PSDB-PFL, mas se isso não foi um acordão (que inclui esse eixo, afinal ele foi inocentado por quase 300 votos), eu troco meu nome para Jupira.
Então tá combinado assim... o amigo do meu amigo é meu amigo, mesmo que ele seja corrupto, esteja prejudicando a moral de uma Casa inteira, que esteja descaradamente roubando a população nacional e tudo o mais... até porque, quando tiver eleição, o povo já se esqueceu de tudo.
Quando Herbert Vianna cantou "Luiz Inácio e os 300 picaretas", Lula estava do outro lado... era 'Luiz Inácio CONTRA os 300 picaretas'. Agora é realmente 'Luiz Inácio E os 300 picaretas'... porque o Lula não apenas não sabe de nada como continua sem se manifestar contra essa falta de decoro que é a absolvição de deputados tecnicamente envolvidos em corrupção ativa e passiva.
Se o Lula pecou antes por não denunciar, esse foi o menor dos pecados. O maior de todos é o que comete agora: continuar sem querer se envolver ou pelo menos repudiar o que está acontecendo no meio do Congresso Nacional. No melhor estilo "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe".
terça-feira, abril 4
Affff....
... alguém merece ter uma crise de bronquite a noite e acordar com sinusite???
(respondo: nem meu pior inimigo merece...)
(respondo: nem meu pior inimigo merece...)
segunda-feira, abril 3
O Orkut mudou minha vida
Eu posso dizer que o Orkut mudou minha vida, ou me ajudou a mudar. Nesse sitezinho que é quase que unanimidade entre os internautas, eu reencontrei pessoas e conhecí outras tantas, as quais fazem parte da minha vida - seja do passado, do presente ou do futuro.
É muito estranho e até engraçado olhar para trás e ter a sensação de que sua história é realmente uma história, que parece até uma vida de alguém que não você. Parece algum conto da vida alheia, coisas que alguém comentou, que simplesmente passaram.
Mas aí vêm essas pessoas que sumiram e simplesmente estão de volta, aparecem como que por mágica lembrando da história em comum com carinho, e trazendo toda a bagagem, todo o passado, toda a alegria e tristeza da lembrança de algo que passou e se tornara apenas... uma história! E então, você lembra que aquilo tudo não são simplesmente páginas de diário rabiscadas, aquilo é tudo foi vivido por você, é o que você é, o que te fez ser o que é hoje, o que um dia você viveu.
Olhando bem ao redor, vemos o mundo e as pessoas em geral passando por uma fase em que procuramos a todo o tempo resgatar um "eu" que ficou esquecido, que ficou para trás na correnteza da vida, reencontrar pessoas que fazem parte da minha história é realmente tudo o que eu queria: elas se lembram do meu verdadeiro eu, não este que foi moldado na forja da vida. E esse reencontro com o passado traz em mente que é preciso mesmo retomar, de onde paramos, a nossa trajetória.
Em algum dia do passado, deixamos de ser quem somos para ser quem precisam que sejamos e isso hoje, pessoalmente falando, me mostra o quanto foi válido - mas também me mostra do tudo que eu tive que abrir mão. E isso, nem sempre é confortável para quem sente. Na minha "Trajetória do Louco", talvez eu esteja na carta da morte... tempo de transformação, tempo de mudança. Isso justifica muita coisa do que tenho sido atualmente - introspectiva, encolhida, quieta... optando por estar só em muitos momentos.
É... o Orkut mudou minha vida e acho que a de muitas pessoas também. Muito bom reencontrar essas pessoas. Espero não deixá-las para trás, nunca mais. :)
É muito estranho e até engraçado olhar para trás e ter a sensação de que sua história é realmente uma história, que parece até uma vida de alguém que não você. Parece algum conto da vida alheia, coisas que alguém comentou, que simplesmente passaram.
Mas aí vêm essas pessoas que sumiram e simplesmente estão de volta, aparecem como que por mágica lembrando da história em comum com carinho, e trazendo toda a bagagem, todo o passado, toda a alegria e tristeza da lembrança de algo que passou e se tornara apenas... uma história! E então, você lembra que aquilo tudo não são simplesmente páginas de diário rabiscadas, aquilo é tudo foi vivido por você, é o que você é, o que te fez ser o que é hoje, o que um dia você viveu.
Olhando bem ao redor, vemos o mundo e as pessoas em geral passando por uma fase em que procuramos a todo o tempo resgatar um "eu" que ficou esquecido, que ficou para trás na correnteza da vida, reencontrar pessoas que fazem parte da minha história é realmente tudo o que eu queria: elas se lembram do meu verdadeiro eu, não este que foi moldado na forja da vida. E esse reencontro com o passado traz em mente que é preciso mesmo retomar, de onde paramos, a nossa trajetória.
Em algum dia do passado, deixamos de ser quem somos para ser quem precisam que sejamos e isso hoje, pessoalmente falando, me mostra o quanto foi válido - mas também me mostra do tudo que eu tive que abrir mão. E isso, nem sempre é confortável para quem sente. Na minha "Trajetória do Louco", talvez eu esteja na carta da morte... tempo de transformação, tempo de mudança. Isso justifica muita coisa do que tenho sido atualmente - introspectiva, encolhida, quieta... optando por estar só em muitos momentos.
É... o Orkut mudou minha vida e acho que a de muitas pessoas também. Muito bom reencontrar essas pessoas. Espero não deixá-las para trás, nunca mais. :)
sexta-feira, março 31
Riso e Sorriso
Existe uma diferença que pouca gente sabe perceber entre quando uma pessoa dá um riso e um sorriso. Um riso é muito mais comum que um sorriso.
O primeiro, podemos ver sempre nas pessoas. O segundo, é artigo em extinção.
Um riso é remédio, como diria o ditado. Muitas vezes é sincero, mas pode ser apenas externo, feito para demonstrar simpatia, aprovação ou contentamento, mesmo quando nossa alma está em frangalhos. A gargalhada manifesta graça por algo que se diz ou que se escuta, o riso é a manifestação externa do que pensamos naquele momento. É fácil rir, é fácil retribuir uma risada. Em alguns casos, o riso é uma boa moeda de troca; em outros, uma saída rápida. O mais deprimido de todos pode dar uma boa risada enquanto lê uma piada engraçada ou se um amigo lhe disser uma grande besteira. O riso é estado de satisfação, mesmo que momentanea ou menos sincera.
Já um sorriso não; o sorriso é um espelho do estado da alma. Quando uma pessoa sorrí, todo seu corpo sorrí ao mesmo tempo, porque é sua alma - e não sua face - quem está sorrindo. Quando alguém sorrí do outro lado do telefone, nós sabemos mesmo sem ver; se alguém sorrí para você quando você está abatido, esse sorriso aquecerá sua alma e dará forças para que você se levante. Quando vê um amigo que não vê a anos, você sorrí por sentir tanta alegria. Os pais sorriem para as crianças que caem em seus primeiros passos; os animais sorriem quando ganham um afago do dono; os amigos sorriem porque nos preocupamos demais com algo que fatalmente perceberemos que é uma besteira enorme.
Um sorriso acalenta a alma e mostra nossos sentimentos.
O riso alegra um dia e alivia um ambiente.
Na verdade, não paramos para prestar atenção nessa diferença porque geralmente nós não paramos para conhecer as pessoas que estão conosco. Somos capazes de conviver toda uma vida com pessoas sem que vejamos um sorriso em seus rostos, ou que possamos identificá-lo. Mas basta pensar em você mesmo para perceber: quando você beija o amor da sua vida, você rí?
...ou você sorrí?
O primeiro, podemos ver sempre nas pessoas. O segundo, é artigo em extinção.
Um riso é remédio, como diria o ditado. Muitas vezes é sincero, mas pode ser apenas externo, feito para demonstrar simpatia, aprovação ou contentamento, mesmo quando nossa alma está em frangalhos. A gargalhada manifesta graça por algo que se diz ou que se escuta, o riso é a manifestação externa do que pensamos naquele momento. É fácil rir, é fácil retribuir uma risada. Em alguns casos, o riso é uma boa moeda de troca; em outros, uma saída rápida. O mais deprimido de todos pode dar uma boa risada enquanto lê uma piada engraçada ou se um amigo lhe disser uma grande besteira. O riso é estado de satisfação, mesmo que momentanea ou menos sincera.
Já um sorriso não; o sorriso é um espelho do estado da alma. Quando uma pessoa sorrí, todo seu corpo sorrí ao mesmo tempo, porque é sua alma - e não sua face - quem está sorrindo. Quando alguém sorrí do outro lado do telefone, nós sabemos mesmo sem ver; se alguém sorrí para você quando você está abatido, esse sorriso aquecerá sua alma e dará forças para que você se levante. Quando vê um amigo que não vê a anos, você sorrí por sentir tanta alegria. Os pais sorriem para as crianças que caem em seus primeiros passos; os animais sorriem quando ganham um afago do dono; os amigos sorriem porque nos preocupamos demais com algo que fatalmente perceberemos que é uma besteira enorme.
Um sorriso acalenta a alma e mostra nossos sentimentos.
O riso alegra um dia e alivia um ambiente.
Na verdade, não paramos para prestar atenção nessa diferença porque geralmente nós não paramos para conhecer as pessoas que estão conosco. Somos capazes de conviver toda uma vida com pessoas sem que vejamos um sorriso em seus rostos, ou que possamos identificá-lo. Mas basta pensar em você mesmo para perceber: quando você beija o amor da sua vida, você rí?
...ou você sorrí?
quarta-feira, março 29
Meu voto é nulo
- O que esperar de um país como o Brasil?
- Que "país do futuro" se submete aos desmandos das elites financeiras?
Essas duas perguntas tenho me feito a dias, com toda essa movimentação de sai ministro Palocci, entra ministro Mantega. Mas ficou muito mais forte de ontem para cá.
Eu assisto o Bom Dia Brasil diariamente e quase soltei fogos de artifício quando escutei o Ministro Mantega dizendo que é precisamos lidar de forma civilizada com a nossa política monetária - sobretudo as taxas de juros indecentes. Cheguei a pensar "Nossa, será que aos 45 minutos do segundo tempo a coisa vai começar a mudar de verdade???".
Ledo engano de uma sonhadora.
É vergonhoso pensar que eu votei em um candidato que me dizia que ia mudar tudo, e que chega lá e edita uma medida provisória pra distribuir poderes na melhor forma maquiavélica de "dividir para conquistar": dividir o poder entre várias pessoas faz com que a instabilidade seja diluída igualmente. Dar o poder a um banqueiro e praticamente desautorizar um ministro recém-empossado não é o que esperava de um operário-sofredor-que-chegou-lá. Minha indignação não tem fim. Estava conversando ontem exatamente sobre ser impossível separar economia do tradicional problema de classes, e no Brasil esse problema - tal como o modelinho neoliberal imposto e bem aceito - é, na prática, completamente ignorado como se a economia pudesse melhorar só porque o mercado financeiro quer (aliás, não me lembro do mercado financeiro querer melhorar nada, trabalham apenas no ditado "A farinha é pouca? Meu pirão primeiro!").
E, por tudo isso e por pensar que as alternativas que tenho são votar no PMDB, no PSDB ou no PFL (infelizmente, o resto todo é irrisório ainda), é que meu voto até agora é nulo. É desesperador para uma pessoa que acompanha, com real interesse, o desenvolvimento de seu país pensar que todas as alternativas são essas. Difícil engolir Garotinho, Alckmin e sua trupe. Ou votamos em populistas, ou votamos em versões modernas dos antigos coronéis.
Mas também me recuso a votar em um dos "menos pior" de todos. Me recuso a acreditar que tudo vai mudar se eu votar de novo no Lula - e espero que, aqueles que confiaram no FHC para o segundo mandato, não cometam o mesmo erro. Ao meu ver, já foi mais que provado que Lula não tem o mínimo interesse em mudar um país - desde que continue andando de jatinho, usando ternos caros e conhecendo o mundo, nada mais importa.
Olhar para o horizonte e não ver pespectiva de uma efetiva justiça social e de um governo realmente interessado em resolver todos os problemas (que não são poucos) de um país de dimensões continentais é, no mínimo, angustiante. Pensar que é em vão tudo o que alguns grupos e minorias fazem para melhorar algo no país do Mensalão e da impunidade é realmente um desalento.
São nessas horas que me envergonho de ser brasileira. Se fosse na Argentina, o mais leve de todos os protestos seria um forte panelaço. Mas como o JK levou Brasilia pra longe...
- Que "país do futuro" se submete aos desmandos das elites financeiras?
Essas duas perguntas tenho me feito a dias, com toda essa movimentação de sai ministro Palocci, entra ministro Mantega. Mas ficou muito mais forte de ontem para cá.
Eu assisto o Bom Dia Brasil diariamente e quase soltei fogos de artifício quando escutei o Ministro Mantega dizendo que é precisamos lidar de forma civilizada com a nossa política monetária - sobretudo as taxas de juros indecentes. Cheguei a pensar "Nossa, será que aos 45 minutos do segundo tempo a coisa vai começar a mudar de verdade???".
Ledo engano de uma sonhadora.
É vergonhoso pensar que eu votei em um candidato que me dizia que ia mudar tudo, e que chega lá e edita uma medida provisória pra distribuir poderes na melhor forma maquiavélica de "dividir para conquistar": dividir o poder entre várias pessoas faz com que a instabilidade seja diluída igualmente. Dar o poder a um banqueiro e praticamente desautorizar um ministro recém-empossado não é o que esperava de um operário-sofredor-que-chegou-lá. Minha indignação não tem fim. Estava conversando ontem exatamente sobre ser impossível separar economia do tradicional problema de classes, e no Brasil esse problema - tal como o modelinho neoliberal imposto e bem aceito - é, na prática, completamente ignorado como se a economia pudesse melhorar só porque o mercado financeiro quer (aliás, não me lembro do mercado financeiro querer melhorar nada, trabalham apenas no ditado "A farinha é pouca? Meu pirão primeiro!").
E, por tudo isso e por pensar que as alternativas que tenho são votar no PMDB, no PSDB ou no PFL (infelizmente, o resto todo é irrisório ainda), é que meu voto até agora é nulo. É desesperador para uma pessoa que acompanha, com real interesse, o desenvolvimento de seu país pensar que todas as alternativas são essas. Difícil engolir Garotinho, Alckmin e sua trupe. Ou votamos em populistas, ou votamos em versões modernas dos antigos coronéis.
Mas também me recuso a votar em um dos "menos pior" de todos. Me recuso a acreditar que tudo vai mudar se eu votar de novo no Lula - e espero que, aqueles que confiaram no FHC para o segundo mandato, não cometam o mesmo erro. Ao meu ver, já foi mais que provado que Lula não tem o mínimo interesse em mudar um país - desde que continue andando de jatinho, usando ternos caros e conhecendo o mundo, nada mais importa.
Olhar para o horizonte e não ver pespectiva de uma efetiva justiça social e de um governo realmente interessado em resolver todos os problemas (que não são poucos) de um país de dimensões continentais é, no mínimo, angustiante. Pensar que é em vão tudo o que alguns grupos e minorias fazem para melhorar algo no país do Mensalão e da impunidade é realmente um desalento.
São nessas horas que me envergonho de ser brasileira. Se fosse na Argentina, o mais leve de todos os protestos seria um forte panelaço. Mas como o JK levou Brasilia pra longe...
terça-feira, março 28
Somos pássaros
As pessoas estão carentes, mais carentes do que nunca. Não passando por privações materiais, não carentes de dinheiro ou de bens, mas carentes de carinho, atenção, amizade, amor. Por todo lugar onde olhemos, encontramos pessoas desesperadamente carentes de afeto, em todas as suas formas e nuances. Precisamos de pessoas que caminhem juntos de nós.
As pesssoas estão carentes de alegrias. Por onde elas passam, o que encontram são problemas 'insolúveis' aguardando solução, pessoas precisando de favores e depois abandonando-as, tristezas profundas aguardando o esquecimento. Olham para o horizonte e, cada dia mais, tentam se conformar que o futuro não há de ser nada além daquilo; todas as esperanças e aquele sentimento de que 'somos muito especiais' e que 'vamos fazer a diferença' se foram, e em seu lugar fica o olhar triste e calejado de quem passa a acreditar que aquilo tudo foi uma ilusão de infância. As pessoas estão carentes de pessoas. Mas não de pessoas numericamente falando, mas de pessoas humanas ao seu lado, com sentimentos semelhantes, de amigos sinceros, de amores verdadeiros.
A sociedade exige e nós cumprimos: tudo parece que fica estagnado num oceano tranquilo, sem ondas, numa calmaria sem fim - no entanto, só ela mesma é quem conhece as correntezas que passam no lugar mais profundo, naquele cantinho escondido entre corais e tanta vida marinha. Ela sabe que dentro dela tudo é diferente, e por mais que seu externo aparente ser uma pessoa digna de causar olhares admirados ou mesmo inveja, em seu interior existe um turbilhão de sentimentos, de angústias e de mágoas. E assim criamos uma parede para nos proteger - afinal, no final das contas, não queremos ser conhecidos pelo que somos no interior.
Em uma vida quase claustrofóbica, nos recolhemos dentro de uma casca, tal como a tartaruga que, com medo, se esconde... não queremos ser atingidos por mais nada, apenas queremos ficar em nossos cantos... enquanto, intimamente, ficamos rezando todos os dias para que alguém venha e abra à força a casca, que a tire de lá e que mostre que o mundo realmente é aquilo que sempre se acreditou que fosse - e que as pessoas são boas.
De toda essa carência, de todo esse recolhimento, nascem relacionamentos transtornados. Amigos que invadem, amores que dependem, contatos que sugam. Famílias que usam-lhe de muletas, inimigos que acabam se encontrando no rival e multidões inteiras de solitários lado a lado.
Mas, na verdade, nós somos pássaros ensinados que ser tartaruga é o que é bom. E o que se faz hoje em dia é cortar a própria asa, e cortar a asa das pessoas ao nosso redor, para que nenhum vôe. Todos devem fincar seus pés no solo e inventar uma casca para ficar parecido com a tartaruga, e assim ter a segurança de estar em terra firme.
Mas, em nosso interior, sabemos que somos pássaros. Devemos voar. Os tombos fazem parte de tudo, e é o que dão prazer maior, pois o gosto da vitória é indescritível. Sabemos que para sermos feliz, devemos voar, e voar juntos. E para voar junto, devemos estar livres - jamais no solo, dentro de uma casca, mas sim tendo nossas asas em perfeito estado, abandonando a segurança do solo, chegando em um penhasco e pulando. Apenas tendo a certeza que nossas asas irão suportar nosso vôo e arriscando os primeiros tombos é que nossas asas ficarão fortes, e é nesse momento em que passaremos a planar não com o desespero das asas cortadas, mas com a elegância de quem já passou pelo pior.
Agora com licença que vou ver se as minhas penas, que aparei a tempos atrás, cresceram mais um pouco.
As pesssoas estão carentes de alegrias. Por onde elas passam, o que encontram são problemas 'insolúveis' aguardando solução, pessoas precisando de favores e depois abandonando-as, tristezas profundas aguardando o esquecimento. Olham para o horizonte e, cada dia mais, tentam se conformar que o futuro não há de ser nada além daquilo; todas as esperanças e aquele sentimento de que 'somos muito especiais' e que 'vamos fazer a diferença' se foram, e em seu lugar fica o olhar triste e calejado de quem passa a acreditar que aquilo tudo foi uma ilusão de infância. As pessoas estão carentes de pessoas. Mas não de pessoas numericamente falando, mas de pessoas humanas ao seu lado, com sentimentos semelhantes, de amigos sinceros, de amores verdadeiros.
A sociedade exige e nós cumprimos: tudo parece que fica estagnado num oceano tranquilo, sem ondas, numa calmaria sem fim - no entanto, só ela mesma é quem conhece as correntezas que passam no lugar mais profundo, naquele cantinho escondido entre corais e tanta vida marinha. Ela sabe que dentro dela tudo é diferente, e por mais que seu externo aparente ser uma pessoa digna de causar olhares admirados ou mesmo inveja, em seu interior existe um turbilhão de sentimentos, de angústias e de mágoas. E assim criamos uma parede para nos proteger - afinal, no final das contas, não queremos ser conhecidos pelo que somos no interior.
Em uma vida quase claustrofóbica, nos recolhemos dentro de uma casca, tal como a tartaruga que, com medo, se esconde... não queremos ser atingidos por mais nada, apenas queremos ficar em nossos cantos... enquanto, intimamente, ficamos rezando todos os dias para que alguém venha e abra à força a casca, que a tire de lá e que mostre que o mundo realmente é aquilo que sempre se acreditou que fosse - e que as pessoas são boas.
De toda essa carência, de todo esse recolhimento, nascem relacionamentos transtornados. Amigos que invadem, amores que dependem, contatos que sugam. Famílias que usam-lhe de muletas, inimigos que acabam se encontrando no rival e multidões inteiras de solitários lado a lado.
Mas, na verdade, nós somos pássaros ensinados que ser tartaruga é o que é bom. E o que se faz hoje em dia é cortar a própria asa, e cortar a asa das pessoas ao nosso redor, para que nenhum vôe. Todos devem fincar seus pés no solo e inventar uma casca para ficar parecido com a tartaruga, e assim ter a segurança de estar em terra firme.
Mas, em nosso interior, sabemos que somos pássaros. Devemos voar. Os tombos fazem parte de tudo, e é o que dão prazer maior, pois o gosto da vitória é indescritível. Sabemos que para sermos feliz, devemos voar, e voar juntos. E para voar junto, devemos estar livres - jamais no solo, dentro de uma casca, mas sim tendo nossas asas em perfeito estado, abandonando a segurança do solo, chegando em um penhasco e pulando. Apenas tendo a certeza que nossas asas irão suportar nosso vôo e arriscando os primeiros tombos é que nossas asas ficarão fortes, e é nesse momento em que passaremos a planar não com o desespero das asas cortadas, mas com a elegância de quem já passou pelo pior.
Agora com licença que vou ver se as minhas penas, que aparei a tempos atrás, cresceram mais um pouco.
Voltando
Decidí voltar a escrever aqui.
A decisão simplesmente é porque o blog vai muito além da terapia, ele é uma forma de você colocar à mostra as coisas que precisam ser ditas.
Então... estou de volta. :)
A decisão simplesmente é porque o blog vai muito além da terapia, ele é uma forma de você colocar à mostra as coisas que precisam ser ditas.
Então... estou de volta. :)
segunda-feira, dezembro 26
Feliz Natal!!!
Não, este não é um post de natal atrasado, porque acredito que comemoramos o Natal o ano inteiro.
Para os cristãos, ontem foi Natal. Para os judeus, Chanuká. Para os pagãos, foi solstício. Não importa. O mais bonito de tudo é quando percebemos que todas as religiões são apenas uma só. Tudo é uno. Deus é único. Todas as crenças são apenas uma. E todas são lindas. E todas os natais, festas santas e tudo o mais tem a mesma finalidade - no mesmo ou em outro dia.
É quando aprendemos que Deus é único - mas se veste de muitas formas. E descobrimos o significado da palavra Onipresença.
Portanto, feliz Natal, Yule, Chanuká, etc. E que o(s) seu(s) Deus(es) lhe ilumine!
Para os cristãos, ontem foi Natal. Para os judeus, Chanuká. Para os pagãos, foi solstício. Não importa. O mais bonito de tudo é quando percebemos que todas as religiões são apenas uma só. Tudo é uno. Deus é único. Todas as crenças são apenas uma. E todas são lindas. E todas os natais, festas santas e tudo o mais tem a mesma finalidade - no mesmo ou em outro dia.
É quando aprendemos que Deus é único - mas se veste de muitas formas. E descobrimos o significado da palavra Onipresença.
Portanto, feliz Natal, Yule, Chanuká, etc. E que o(s) seu(s) Deus(es) lhe ilumine!
segunda-feira, dezembro 19
"Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo!
Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós
e que queima como o fogo da vida!!"
(Lou Salomé)
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo!
Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós
e que queima como o fogo da vida!!"
(Lou Salomé)
Nossa, a muito tempo que não posto nada por aqui... mas, aparentemente, estou de volta.
A faculdade consumiu completamente meu intelecto esse semestre, para eu dar conta de tanta matéria e de tanta leitura. Pra ter uma noção, apenas em novembro eu tive que ler sete livros. Foi duro, mas sobreviví... apenas em uma matéria não tenho certeza ainda se consegui passar.
Ultimamente eu tenho flertado com a filosofia. Tudo começou porque ganhei um livro de aniversário, o "Quando Nietzsche chorou". Pronto. Paixão à primeira vista. Apenas confirmei que, quando ainda adolescente, pensava em fazer Filosofia (só não o fiz pois gosto demais de dinheiro pra trabalhar em algo não tão bem remunerado).
Mas uma frase que lí recentemente, de Lou Salomé, me tocou particularmente: "Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!"
Pronto, se instalou um motivo para uma longa reflexão.
Alguém disse um dia que a nossa vida pertence a Deus. Outro alguém disse que a nossa vida pertence a nós mesmos. Não! Ela não nos pertence enquanto não a roubarmos. Ela pertence ao tempo, até que aprendamos a tê-la em nossas mãos. Precisamos enfrentar o tempo, a sociedade, os ditos e as regras.
Liberdade é andar sobre as regras, e precisamos de coragem para sermos livres. Porque a liberdade nos trás a verdade, e a verdade fere, machuca, amedronta.
Fugindo do clássico, a primeira reflexão que fiz sobre isso foi com Renato Russo: "Quem pensa por sí mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria". Filosofia para adolescentes? Talvez.
Mas só quem é livre sabe o quanto é sério, perigoso, assustador e cansativo sê-lo.
A faculdade consumiu completamente meu intelecto esse semestre, para eu dar conta de tanta matéria e de tanta leitura. Pra ter uma noção, apenas em novembro eu tive que ler sete livros. Foi duro, mas sobreviví... apenas em uma matéria não tenho certeza ainda se consegui passar.
Ultimamente eu tenho flertado com a filosofia. Tudo começou porque ganhei um livro de aniversário, o "Quando Nietzsche chorou". Pronto. Paixão à primeira vista. Apenas confirmei que, quando ainda adolescente, pensava em fazer Filosofia (só não o fiz pois gosto demais de dinheiro pra trabalhar em algo não tão bem remunerado).
Mas uma frase que lí recentemente, de Lou Salomé, me tocou particularmente: "Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!"
Pronto, se instalou um motivo para uma longa reflexão.
Alguém disse um dia que a nossa vida pertence a Deus. Outro alguém disse que a nossa vida pertence a nós mesmos. Não! Ela não nos pertence enquanto não a roubarmos. Ela pertence ao tempo, até que aprendamos a tê-la em nossas mãos. Precisamos enfrentar o tempo, a sociedade, os ditos e as regras.
Liberdade é andar sobre as regras, e precisamos de coragem para sermos livres. Porque a liberdade nos trás a verdade, e a verdade fere, machuca, amedronta.
Fugindo do clássico, a primeira reflexão que fiz sobre isso foi com Renato Russo: "Quem pensa por sí mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria". Filosofia para adolescentes? Talvez.
Mas só quem é livre sabe o quanto é sério, perigoso, assustador e cansativo sê-lo.
sexta-feira, outubro 21
Eu escrevo
Eu escrevo não para mostrar pensamentos
Mas para mostrar quem sou
Para expurgar sentimentos
Para sentir em que lua estou
Eu escrevo não para ganhar elogio ou aprovação
Mas para jogar no ar palavras
Para deixar tudo às claras
Para mostrar meu coração
Eu escrevo não para pessoas conquistar
Mas para levar idéias para além-mar
Para atrair outras almas e para aproximar
E para dividir meu pesar
Mas eu escrevo, antes de tudo,
para mais me amar.
Mas para mostrar quem sou
Para expurgar sentimentos
Para sentir em que lua estou
Eu escrevo não para ganhar elogio ou aprovação
Mas para jogar no ar palavras
Para deixar tudo às claras
Para mostrar meu coração
Eu escrevo não para pessoas conquistar
Mas para levar idéias para além-mar
Para atrair outras almas e para aproximar
E para dividir meu pesar
Mas eu escrevo, antes de tudo,
para mais me amar.
quinta-feira, outubro 13
Quem você seria?
Se você estivesse sozinho
Numa encruzilhada, sem placa ou mapa,
Que direção tomaria?
Se você estivesse em um deserto
No meio do nada, sem horizonte,
Como sairia de lá?
E se você estivesse à deriva
No meio do mar, sem ninguém pra olhar,
Como sobreviveria?
E se você estivesse no meu lugar,
Sem motivo nem festa, se nada resta,
Que alegria teria no olhar?
O que você faria no meu lugar
Além de querer que o tempo passe depressa?
Além de pensar que vida é essa
que abandona a gente
No meio da estrada, deserto ou floresta,
Sem farol, sem radar, sem sinal,
sem nada pra te guiar?
Quem você seria, no meu lugar?
Numa encruzilhada, sem placa ou mapa,
Que direção tomaria?
Se você estivesse em um deserto
No meio do nada, sem horizonte,
Como sairia de lá?
E se você estivesse à deriva
No meio do mar, sem ninguém pra olhar,
Como sobreviveria?
E se você estivesse no meu lugar,
Sem motivo nem festa, se nada resta,
Que alegria teria no olhar?
O que você faria no meu lugar
Além de querer que o tempo passe depressa?
Além de pensar que vida é essa
que abandona a gente
No meio da estrada, deserto ou floresta,
Sem farol, sem radar, sem sinal,
sem nada pra te guiar?
Quem você seria, no meu lugar?
segunda-feira, outubro 3
A beleza das coisas
Sábado. Depois de muitos dias de tempo encoberto e chuva no Rio de Janeiro, acordei e tinha um sol maravilhoso, do jeito que todo carioca gosta.
No caminho entre Centro e Botafogo, comecei pensando sobre a imensa preguiça e cansaço que eu sentia. Mas depois, comecei a reparar nas pessoas caminhando no aterro e me dei conta de um erro que vinha comentendo apesar de exercitar para não fazê-lo: não ver a beleza das coisas.
Até hoje me lembro de quando vi pela primeira vez o Aterro do Flamengo, a Praia de Botafogo, quando caminhei sozinha pela primeira vez em Copacabana. Eu, criança, fiquei encantada com toda a beleza que - incrível - sempre esteve tão perto de mim, que morava na zona norte da mesma cidade, mas até então nunca tinha visto ao vivo a Lagoa iluminada à noite.
Hoje, que moro e trabalho próximo a tudo isso, parei de reparar nessa beleza toda. Trabalhar vendo da janela o Pão de Açucar, tendo o Cristo Redentor do outro lado, já não me faz parar para ficar admirando.
Conviver com essa beleza toda, que sutilmente nos lembra que Deus existe, já não chamava mais atenção do que minha rotina desgastante, e eu já não admiro diariamente o que pessoas do mundo todo pagam rios de dinheiro para conhecer. Até que eu tive esse estalo.
E me dei conta que, como tudo, o ser humano se acostuma ao que é bom e acha que é pouco, ou simplesmente ignora o que é bom, para se concentrar em coisas que não o são. É assim com aquela filha que tem tudo o que os pais podem dar e acham pouco, a moça que tem um namorado perfeito mas que ainda assim está insatisfeita "achando que falta algo", aquele profissional que está fazendo o que gosta e ganhando o que é justo, mas que ainda assim está insatisfeito e quer trocar de emprego...
É dom do ser humano ignorar o belo em detrimento do feio.
É mania nossa trocar o adjetivo pelo verbo.
E, na janela do ônibus, olhei apaixonadamente a lindeza do meu Rio de Janeiro. E prometí a mim mesma não me habituar novamente a deixar de ver a beleza... nem na cidade, nem nas pessoas.
No caminho entre Centro e Botafogo, comecei pensando sobre a imensa preguiça e cansaço que eu sentia. Mas depois, comecei a reparar nas pessoas caminhando no aterro e me dei conta de um erro que vinha comentendo apesar de exercitar para não fazê-lo: não ver a beleza das coisas.
Até hoje me lembro de quando vi pela primeira vez o Aterro do Flamengo, a Praia de Botafogo, quando caminhei sozinha pela primeira vez em Copacabana. Eu, criança, fiquei encantada com toda a beleza que - incrível - sempre esteve tão perto de mim, que morava na zona norte da mesma cidade, mas até então nunca tinha visto ao vivo a Lagoa iluminada à noite.
Hoje, que moro e trabalho próximo a tudo isso, parei de reparar nessa beleza toda. Trabalhar vendo da janela o Pão de Açucar, tendo o Cristo Redentor do outro lado, já não me faz parar para ficar admirando.
Conviver com essa beleza toda, que sutilmente nos lembra que Deus existe, já não chamava mais atenção do que minha rotina desgastante, e eu já não admiro diariamente o que pessoas do mundo todo pagam rios de dinheiro para conhecer. Até que eu tive esse estalo.
E me dei conta que, como tudo, o ser humano se acostuma ao que é bom e acha que é pouco, ou simplesmente ignora o que é bom, para se concentrar em coisas que não o são. É assim com aquela filha que tem tudo o que os pais podem dar e acham pouco, a moça que tem um namorado perfeito mas que ainda assim está insatisfeita "achando que falta algo", aquele profissional que está fazendo o que gosta e ganhando o que é justo, mas que ainda assim está insatisfeito e quer trocar de emprego...
É dom do ser humano ignorar o belo em detrimento do feio.
É mania nossa trocar o adjetivo pelo verbo.
E, na janela do ônibus, olhei apaixonadamente a lindeza do meu Rio de Janeiro. E prometí a mim mesma não me habituar novamente a deixar de ver a beleza... nem na cidade, nem nas pessoas.
segunda-feira, setembro 26
"Não votei porque não votei"
Eu fico impressionada. Tenho evitado ler jornais para não me aborrecer, mas esta foi demais.
Perguntado sobre o porquê de não ter votado nas eleições internas do próprio partido, Lula - o nosso presidente amado - disse sabiamente: "Não votei porque não votei". O tom soava tão importante como se seu sobrinho perguntasse porque você não comeu picolé de limão...
Não sei para vocês mas pra mim tá na cara o porquê... não queria se indispor com nenhum dos lados (nem com o Campo Majoritário, especificamente) e, especialmente, porque quis se colocar acima dessas coisas "mundanas". O PT já é pequeno para ele, agora ele olha como ferramenta o partido. Para não se opor aos "companheiros" e para proteger a própria imagem de arranhões, ele prefere fazer como quem não é com ele???
É incrível como ele ignora solenemente tudo o que está acontecendo. A corja que vendeu o país aos tucanos e aos pefelistas (não sei qual é o pior) está cantando a vitória mais uma vez. Não bastasse as denúncias contra o campo que não era pra ser majoritário a tempos, vem o descaso, como se aquilo pouco importasse. Nossa oposição é suja, o governo está infectado e ele precisa tomar ciência disso e atitudes, principalmente atitudes!!!!
Questiono a política econômica do Lula porque tenho fundamentos que poderíamos estar bem melhores, mas acho que em formas gerais ele faz um bom governo. Mas esse jeito Blazé dele olhar o partido não está combinando. Não dá pra fingir que não é com ele. Não dá pra visualizar uma parede que o deixe tão longe por tanto tempo.
Apenas pra frizar... eu votaria no Lula novamente. Mas ele precisa descer do lustra, sair do pedestal que se colocou para isso. Precisa voltar a estar próximo do povo.
A instituição nacional precisa sim de um líder como ele, mas acontece que precisa também de todo o resto. Precisa de um partido, um congresso, uma nação. Não apenas do líder. E, sinceramente, com o partido, o congresso, a corja-oposição e com a nação que temos, pediria a Deus para ter nascido na Argentina (para vocês verem o tamanho do meu desgosto).
E sobre o PT... graças a Deus eu desisti de me filiar ao PT. Com certeza estaria votando no Pont ou em outro mais radical. Eu, que fui militante na última eleição e fui com camisa, bandeirinha e adesivo do PT, desistí na hora de entregar a ficha.
Sorte... sentiria que meu dinheiro foi jogado fora se não tivesse desistido.
Perguntado sobre o porquê de não ter votado nas eleições internas do próprio partido, Lula - o nosso presidente amado - disse sabiamente: "Não votei porque não votei". O tom soava tão importante como se seu sobrinho perguntasse porque você não comeu picolé de limão...
Não sei para vocês mas pra mim tá na cara o porquê... não queria se indispor com nenhum dos lados (nem com o Campo Majoritário, especificamente) e, especialmente, porque quis se colocar acima dessas coisas "mundanas". O PT já é pequeno para ele, agora ele olha como ferramenta o partido. Para não se opor aos "companheiros" e para proteger a própria imagem de arranhões, ele prefere fazer como quem não é com ele???
É incrível como ele ignora solenemente tudo o que está acontecendo. A corja que vendeu o país aos tucanos e aos pefelistas (não sei qual é o pior) está cantando a vitória mais uma vez. Não bastasse as denúncias contra o campo que não era pra ser majoritário a tempos, vem o descaso, como se aquilo pouco importasse. Nossa oposição é suja, o governo está infectado e ele precisa tomar ciência disso e atitudes, principalmente atitudes!!!!
Questiono a política econômica do Lula porque tenho fundamentos que poderíamos estar bem melhores, mas acho que em formas gerais ele faz um bom governo. Mas esse jeito Blazé dele olhar o partido não está combinando. Não dá pra fingir que não é com ele. Não dá pra visualizar uma parede que o deixe tão longe por tanto tempo.
Apenas pra frizar... eu votaria no Lula novamente. Mas ele precisa descer do lustra, sair do pedestal que se colocou para isso. Precisa voltar a estar próximo do povo.
A instituição nacional precisa sim de um líder como ele, mas acontece que precisa também de todo o resto. Precisa de um partido, um congresso, uma nação. Não apenas do líder. E, sinceramente, com o partido, o congresso, a corja-oposição e com a nação que temos, pediria a Deus para ter nascido na Argentina (para vocês verem o tamanho do meu desgosto).
E sobre o PT... graças a Deus eu desisti de me filiar ao PT. Com certeza estaria votando no Pont ou em outro mais radical. Eu, que fui militante na última eleição e fui com camisa, bandeirinha e adesivo do PT, desistí na hora de entregar a ficha.
Sorte... sentiria que meu dinheiro foi jogado fora se não tivesse desistido.
sexta-feira, setembro 23
Ator da própria vida
Eu "descobri" recentemente que o mundo masculino se divide em dois tipos: homens que assistem e homens que fazem.
Muitos preferem assistir a vida dos outros (e o que os outros fazem de interessante) a fazer a própria vida mais aprazível, divertida, coloria e/ou sensual. Preferem ficar acomodados confortavelmente em seus lugares no cinema assistindo a um filme de aventura, a fazer da própria vida uma aventura. Preferem ver a diversão e a sensualidade na TV e na grama alheia, enquanto permite que a própria grama fique menos verde, mais seca por falta do que tanto admira na dos demais.
Preferem manter a felicidade à distância, a diversão à distância, a paixão à distância, a alegria à distância. Preferem ver seus amigos relatando suas aventuras e suas noitadas, a ir eles próprios à luta, atrás daquilo que querem. Ficam sentados na porta de casa esperando que tudo caia em seus colos, enquanto ficam sentados com a cerveja em uma mão e o controle remoto em outra. Enquanto isso, assistem na TV o que gostariam de ver para sí: a vitória em um jogo de futebol, uma profissão bem resolvida, um filme mais apimentado, uma vida mais interessante que a sua própria.
E enquanto ele fica prostrado vendo tudo isso passar - seja na tv, na janela de casa ou em sua própria cara - estão perdendo um tempo precioso: o de pegar o carro e viajar sem destino, o de jogar o futebol com os amigos, o de viver uma paixão arrebatadora, o de ir "pra night" junto com os "amigos grama-verde"... enfim, perdem o tempo vendo acontecer e invejando (mesmo que seja aquela "invejinha" inofensiva) ao invés de fazer acontecer.
Pensando bem, se trocarem os objetos de cobiça, talvez isso bem que se encaixe no "mundico" feminino também. Temos desejos e anseios diferentes, mas acredito que devemos agir da mesma forma. Mas fica a pergunta... porque não fazer acontecer?
Porque não ser o ator da própria vida?
Muitos preferem assistir a vida dos outros (e o que os outros fazem de interessante) a fazer a própria vida mais aprazível, divertida, coloria e/ou sensual. Preferem ficar acomodados confortavelmente em seus lugares no cinema assistindo a um filme de aventura, a fazer da própria vida uma aventura. Preferem ver a diversão e a sensualidade na TV e na grama alheia, enquanto permite que a própria grama fique menos verde, mais seca por falta do que tanto admira na dos demais.
Preferem manter a felicidade à distância, a diversão à distância, a paixão à distância, a alegria à distância. Preferem ver seus amigos relatando suas aventuras e suas noitadas, a ir eles próprios à luta, atrás daquilo que querem. Ficam sentados na porta de casa esperando que tudo caia em seus colos, enquanto ficam sentados com a cerveja em uma mão e o controle remoto em outra. Enquanto isso, assistem na TV o que gostariam de ver para sí: a vitória em um jogo de futebol, uma profissão bem resolvida, um filme mais apimentado, uma vida mais interessante que a sua própria.
E enquanto ele fica prostrado vendo tudo isso passar - seja na tv, na janela de casa ou em sua própria cara - estão perdendo um tempo precioso: o de pegar o carro e viajar sem destino, o de jogar o futebol com os amigos, o de viver uma paixão arrebatadora, o de ir "pra night" junto com os "amigos grama-verde"... enfim, perdem o tempo vendo acontecer e invejando (mesmo que seja aquela "invejinha" inofensiva) ao invés de fazer acontecer.
Pensando bem, se trocarem os objetos de cobiça, talvez isso bem que se encaixe no "mundico" feminino também. Temos desejos e anseios diferentes, mas acredito que devemos agir da mesma forma. Mas fica a pergunta... porque não fazer acontecer?
Porque não ser o ator da própria vida?
Diálogo
Local: Manoel e Joaquim - Largo do Machado
Cenário: Eu e umas amigas, que me raptaram no corredor do trabalho, para tomar um chopp. Mesa cheia, todas falando sobre besteiras. Depois do sexto chopp, toca o telefone.
- Alô?
- Oi Nina, tudo bem?
- Oi Cesar, tudo legal...
- Tá na faculdade?
- Tou... (!!!)
- Po, tou chegando aí... o cara de EBC vai dar aula?
- Não...
- Espera então que eu tou chegando aí.
- Falou.
Desligo o telefone.
- Garçom, mais um por favor!
... por que diabos eu falei que estava lá não sei. Mas o chopp tava bom. Foi mal Cesar... :P
Cenário: Eu e umas amigas, que me raptaram no corredor do trabalho, para tomar um chopp. Mesa cheia, todas falando sobre besteiras. Depois do sexto chopp, toca o telefone.
- Alô?
- Oi Nina, tudo bem?
- Oi Cesar, tudo legal...
- Tá na faculdade?
- Tou... (!!!)
- Po, tou chegando aí... o cara de EBC vai dar aula?
- Não...
- Espera então que eu tou chegando aí.
- Falou.
Desligo o telefone.
- Garçom, mais um por favor!
... por que diabos eu falei que estava lá não sei. Mas o chopp tava bom. Foi mal Cesar... :P
segunda-feira, setembro 19
I'm melt down
Eu fiz essa música a alguns dias (acho que a um mês atrás), justo no caminho inverso que costumo fazer... primeiro faço a música, depois faço a letra. Essa não... primeiro fiz a letra.
-------------------
Melt down
By the sun, in the morning,
I can feel your skin toutching on me
In the night, I run
but I don't know where to,
but I want to bring you to me
You're in everything...
in the lines that I draw,
in the dreams that I saw,
in the love that I feel...
For you, I melt down!
Where tonight I'll find
another pure soul to love?
When in this life, I'll find
another twin soul to give my heart?
I´ll love you for many years...
You're in everything!
In the lines that I draw,
in the dreams that I saw,
in the love that I felt...
For you, I'm melt down!
-------------------
Melt down
By the sun, in the morning,
I can feel your skin toutching on me
In the night, I run
but I don't know where to,
but I want to bring you to me
You're in everything...
in the lines that I draw,
in the dreams that I saw,
in the love that I feel...
For you, I melt down!
Where tonight I'll find
another pure soul to love?
When in this life, I'll find
another twin soul to give my heart?
I´ll love you for many years...
You're in everything!
In the lines that I draw,
in the dreams that I saw,
in the love that I felt...
For you, I'm melt down!
quinta-feira, setembro 15
Crônica brasileira
Fatinha era a típica moradora de uma grande cidade da região sudeste do Brasil. Acordava todos os dias às quatro e meia da manhã, fazia ginástica até cinco e meia, se arrumava e ia trabalhar. Depois de um dia inteiro de trabalho, ia para casa para o segundo tempo de sua jornada: seu marido e filhos - tinha dois.
Em um final de tarde de quarta-feira como outra qualquer, enquanto começava a se preparar psicologicamente para ir para casa, ela se olhou no espelho e viu em seu rosto suas linhas de expressão. Parou e pensou, em um flash, na sua vida. "Onde minha vida tomou um rumo diferente do que eu planejei?", pensou.
Fatinha sempre sonhou em ser médica mas, porque a grana era curta e porque o tempo era escasso, optou por fazer um curso de enfermagem. Tinha cultura e formação medianas, ainda era jovem e cheia de ideais, mas estes eram suplantados pelo cansaço do dia a dia. Sacudiu a cabeça e decidiu apressar o passo para chegar em casa.
Mal entrou pela porta, lá estava Zé, o marido - estatelado na frente da televisão, com uma cerveja bem em cima da madeira da mesa, assistindo... a CPI do mensalão. Deu boa noite e ia para o quarto, quando o marido gritou para trazer mais uma cerveja e mais petiscos. Olhou torto pensando "...antes era só quando tinha futebol, agora é todo o dia", e já ia para a cozinha, quando os dois meninos entram no quarto como bala, um puxando a orelha do outro e se jogando na cama aos socos.
Sem forças nem para reagir, Fatinha entrega ao marido o que pediu e senta ao seu lado. Quando diz que queria comentar uma coisa sobre seu dia, ele reclama: "Caramba, não tá vendo que tou assistindo a CPI?".
Começou então a rir. Riu freneticamente. Colocou uma saia comprida, pegou uma mochila antiga de seus filhos, colocou meia dúzia de roupas e dinheiro, deu as costas, e bateu a porta.
A última notícia que tive de Fatinha era que tinha se filiado ao PSTU, resolveu fazer faculdade de Filosofia, estava morando próximo a uma aldeia indígena em Roraima e atuando como militante do Greenpeace. E nunca mais voltou.
-----------
(Baseada em histórias e sentimentos reais, Fatinha é uma homenagem à muitas amigas que queriam ter o mesmo fim, mas não puderam - ou não quiseram)
Em um final de tarde de quarta-feira como outra qualquer, enquanto começava a se preparar psicologicamente para ir para casa, ela se olhou no espelho e viu em seu rosto suas linhas de expressão. Parou e pensou, em um flash, na sua vida. "Onde minha vida tomou um rumo diferente do que eu planejei?", pensou.
Fatinha sempre sonhou em ser médica mas, porque a grana era curta e porque o tempo era escasso, optou por fazer um curso de enfermagem. Tinha cultura e formação medianas, ainda era jovem e cheia de ideais, mas estes eram suplantados pelo cansaço do dia a dia. Sacudiu a cabeça e decidiu apressar o passo para chegar em casa.
Mal entrou pela porta, lá estava Zé, o marido - estatelado na frente da televisão, com uma cerveja bem em cima da madeira da mesa, assistindo... a CPI do mensalão. Deu boa noite e ia para o quarto, quando o marido gritou para trazer mais uma cerveja e mais petiscos. Olhou torto pensando "...antes era só quando tinha futebol, agora é todo o dia", e já ia para a cozinha, quando os dois meninos entram no quarto como bala, um puxando a orelha do outro e se jogando na cama aos socos.
Sem forças nem para reagir, Fatinha entrega ao marido o que pediu e senta ao seu lado. Quando diz que queria comentar uma coisa sobre seu dia, ele reclama: "Caramba, não tá vendo que tou assistindo a CPI?".
Começou então a rir. Riu freneticamente. Colocou uma saia comprida, pegou uma mochila antiga de seus filhos, colocou meia dúzia de roupas e dinheiro, deu as costas, e bateu a porta.
A última notícia que tive de Fatinha era que tinha se filiado ao PSTU, resolveu fazer faculdade de Filosofia, estava morando próximo a uma aldeia indígena em Roraima e atuando como militante do Greenpeace. E nunca mais voltou.
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(Baseada em histórias e sentimentos reais, Fatinha é uma homenagem à muitas amigas que queriam ter o mesmo fim, mas não puderam - ou não quiseram)
sexta-feira, setembro 9
Penso, logo questiono
(texto escrito em junho/05)
Talvez eu seja um pouco diferente da maioria das pessoas que conheço. Porque eu sou uma pessoa que pode ser considerada como intransigente quando se fala em aceitar idéias ou conceitos sem questionamento.
O filósofo Renée Descartes disse: "penso, logo existo".
Eu vou além: "penso, logo questiono".
Eu fui o tipo de criança que tudo perguntava o porquê, e se ele não me era dito, isso criava um sentimento de que eu estava sendo feita de idiota. Ou, no mínimo, que era pra eu não saber mesmo por enquanto, por algum motivo.
Jamais aceitei conceitos ou idéias sem que eu mesma fosse experimentar. Seja aquele amigo da faculdade que todos dizem que é fofoqueiro, aquele filme que todos dizem que é ruim, aquele sujeito que todos dizem pra não confiar, ou aquele professor que é muito carrasco com todo mundo, mas sempre foi super gente boa com você. Sempre que me diziam algo, eu fazia questão de ter a certeza dos fatos. Precavia-me, mas jamais aceitei o que me dizem sem que eu questione.
Acreditem: muitas vezes me surpreendi. Aquele fofoqueiro era apenas uma pessoa carente que precisava de uma amizade sincera, o filme era excelente mas o "crítico de plantão" não entendeu o seu sentido, o professor era carrasco mas dava uma aula show de bola e era uma excelente pessoa.
E jamais me permitia aceitar sem verificar ou questionar porque isso sempre me pareceu uma espécie de violência ao meu intelecto, é como se te passassem um atestado de que você não tem capacidade de sacar as coisas sozinha.
E assim, enquanto vivo, penso e questiono. E tiro a minha própria avaliação de cada coisa, com a certeza de não ter sido injusta com nada.
Talvez eu seja um pouco diferente da maioria das pessoas que conheço. Porque eu sou uma pessoa que pode ser considerada como intransigente quando se fala em aceitar idéias ou conceitos sem questionamento.
O filósofo Renée Descartes disse: "penso, logo existo".
Eu vou além: "penso, logo questiono".
Eu fui o tipo de criança que tudo perguntava o porquê, e se ele não me era dito, isso criava um sentimento de que eu estava sendo feita de idiota. Ou, no mínimo, que era pra eu não saber mesmo por enquanto, por algum motivo.
Jamais aceitei conceitos ou idéias sem que eu mesma fosse experimentar. Seja aquele amigo da faculdade que todos dizem que é fofoqueiro, aquele filme que todos dizem que é ruim, aquele sujeito que todos dizem pra não confiar, ou aquele professor que é muito carrasco com todo mundo, mas sempre foi super gente boa com você. Sempre que me diziam algo, eu fazia questão de ter a certeza dos fatos. Precavia-me, mas jamais aceitei o que me dizem sem que eu questione.
Acreditem: muitas vezes me surpreendi. Aquele fofoqueiro era apenas uma pessoa carente que precisava de uma amizade sincera, o filme era excelente mas o "crítico de plantão" não entendeu o seu sentido, o professor era carrasco mas dava uma aula show de bola e era uma excelente pessoa.
E jamais me permitia aceitar sem verificar ou questionar porque isso sempre me pareceu uma espécie de violência ao meu intelecto, é como se te passassem um atestado de que você não tem capacidade de sacar as coisas sozinha.
E assim, enquanto vivo, penso e questiono. E tiro a minha própria avaliação de cada coisa, com a certeza de não ter sido injusta com nada.
Futuro
Eu descobri a alguns dias o porquê de Deus não permitir que a gente saiba o nosso futuro. Não é bem uma descoberta, mas sabe aqueles estalos que você tem de repente?
É simples: é que, às vezes, ele pode ser surpreendente e/ou aterrorizante.
Eu ficaria mais covarde de saber de todos os desafios que passaria, ou mais corajosa de saber que eu venceria a todos eles.
Ficaria desesperada de saber que deixaria minha religião, a qual tinha como a mais perfeita e a verdade absoluta, mas ficaria aliviada de saber que descobriria assim quem realmente sou e que Deus não está na igreja, está em mim.
Choraria por saber das dores que viria a sentir por amor, das tristezas que passaria. Mas sorriria por saber que isso me preparou para momentos muito bons, e quem sabe, para coisas que são tão boas que não acreditaria que existem.
Eu talvez fosse mais reservada por conta das pessoas em que confiei e trairam minha confiança, aquelas que chamei de amigas mas que jamais o foram... mas, por outro lado, talvez fosse mais franca com aqueles que poderia ter ajudado com um simples dizer: "cuidado". E teria aprendido antes a confiar não nas palavras, mas no olhar.
Eu seria menos tensa com aqueles pequenos problemas do dia-a-dia, com aquelas coisas que aborrecem mas que conseguiram exterminar com o meu dia... mas daria mais importância aos pequenos momentos, e teria começado antes a olhar bem no fundo dos olhos.
Por isso Deus não permite que saibamos do dia de amanhã. Porque faríamos tudo diferente, e - talvez - ficaria tudo igual.
É simples: é que, às vezes, ele pode ser surpreendente e/ou aterrorizante.
Eu ficaria mais covarde de saber de todos os desafios que passaria, ou mais corajosa de saber que eu venceria a todos eles.
Ficaria desesperada de saber que deixaria minha religião, a qual tinha como a mais perfeita e a verdade absoluta, mas ficaria aliviada de saber que descobriria assim quem realmente sou e que Deus não está na igreja, está em mim.
Choraria por saber das dores que viria a sentir por amor, das tristezas que passaria. Mas sorriria por saber que isso me preparou para momentos muito bons, e quem sabe, para coisas que são tão boas que não acreditaria que existem.
Eu talvez fosse mais reservada por conta das pessoas em que confiei e trairam minha confiança, aquelas que chamei de amigas mas que jamais o foram... mas, por outro lado, talvez fosse mais franca com aqueles que poderia ter ajudado com um simples dizer: "cuidado". E teria aprendido antes a confiar não nas palavras, mas no olhar.
Eu seria menos tensa com aqueles pequenos problemas do dia-a-dia, com aquelas coisas que aborrecem mas que conseguiram exterminar com o meu dia... mas daria mais importância aos pequenos momentos, e teria começado antes a olhar bem no fundo dos olhos.
Por isso Deus não permite que saibamos do dia de amanhã. Porque faríamos tudo diferente, e - talvez - ficaria tudo igual.
VOLTEI
Voltei!
Depois de longo tempo, voltei.
Demorei porque precisava conhecer melhor uma pessoa: eu.
Mas agora estou de volta.
Apaixonada por mim mesma e pronta para o resto todo.
Abandonei meu lado 100% questionador por alguns minutos, e deixei voltar à tona a minha sensibilidade. Porque acho que quem se petrifica não pode escrever.
Aflorei a sensibilidade, me permití escrever textos, artigos e poesias novamente.
Resultado disso é a felicidade, e uma série de novas músicas que compús. Até uma pedra me faz compor.
Bem, voltei.
Depois de longo tempo, voltei.
Demorei porque precisava conhecer melhor uma pessoa: eu.
Mas agora estou de volta.
Apaixonada por mim mesma e pronta para o resto todo.
Abandonei meu lado 100% questionador por alguns minutos, e deixei voltar à tona a minha sensibilidade. Porque acho que quem se petrifica não pode escrever.
Aflorei a sensibilidade, me permití escrever textos, artigos e poesias novamente.
Resultado disso é a felicidade, e uma série de novas músicas que compús. Até uma pedra me faz compor.
Bem, voltei.
terça-feira, junho 28
So many times
Essa música quando toca na pista é tudo...
---
So many Times
(Gadjo)
So many times, I’m watchin' you
And I fell in love
in love with you
So many times... so many times...
You go out every night
tryin' to find a perfect love
you've lost the faith in yourself
you've fallen down in loneliness
The world is full of magic, can't you see
I'm your guardian angel, trust in me
So many times I've been watching you
and now I fell in love with you!
So many times I'm watching you
and now I fell in love with you
So many times... so many times... (repeat)
Do your heart, feel so lonely
think about your sweetest dream
close your eyes, and follow me
and I'll take you to my destiny
I'm thinking about you, all the time
when I keep my love to you, that's a crime
so many times I've been watching you
and now I fell in love with you!
So many times I'm watching you
and now I fell in love with you
So many times... so many times... (repeat)
---
So many Times
(Gadjo)
So many times, I’m watchin' you
And I fell in love
in love with you
So many times... so many times...
You go out every night
tryin' to find a perfect love
you've lost the faith in yourself
you've fallen down in loneliness
The world is full of magic, can't you see
I'm your guardian angel, trust in me
So many times I've been watching you
and now I fell in love with you!
So many times I'm watching you
and now I fell in love with you
So many times... so many times... (repeat)
Do your heart, feel so lonely
think about your sweetest dream
close your eyes, and follow me
and I'll take you to my destiny
I'm thinking about you, all the time
when I keep my love to you, that's a crime
so many times I've been watching you
and now I fell in love with you!
So many times I'm watching you
and now I fell in love with you
So many times... so many times... (repeat)
quarta-feira, junho 8
Hey ya...
Olá!
Cara, mil coisas. Uma das coisas mais bacanas: fiz uma caminhada show de bola em meio à vegetação de mata atlântica, lá no Parque Nacional de Itatiaia.
9 km de caminhadas, trilhas, diversão e banhos congelantes de cachoeira. Tudo o que eu precisava pra colocar meu astral lá em cima. ;)
As fotos vcs podem ver no meu fotolog
Além disso, findis com amigos, diversão, chopp (brigada pela recomendação, normando!), música e afins. Tudibom. ;)
Musiquinha rox que adoro tocar no violão, a de baixo. Boa semana a todos!
Cantada (Depois de ter você)
Adriana Calcanhoto
Parampapampapampapampapampá(4x)
Depois de ter você,
Pra que querer saber... que horas são?
Se é noite ou faz calor... se estamos no verão...
Se o sol virá ou não...
Ou pra que é que serve uma canção, como essa?
Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas...
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas... depois de ter você?
Depois de ter você,
Pra que querer saber... que horas são?
Se é noite ou faz calor... se estamos no verão...
Se o sol virá ou não...
Ou pra que é que serve uma canção, como essa?
Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas...
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas... depois de ter você?
Cara, mil coisas. Uma das coisas mais bacanas: fiz uma caminhada show de bola em meio à vegetação de mata atlântica, lá no Parque Nacional de Itatiaia.
9 km de caminhadas, trilhas, diversão e banhos congelantes de cachoeira. Tudo o que eu precisava pra colocar meu astral lá em cima. ;)
As fotos vcs podem ver no meu fotolog
Além disso, findis com amigos, diversão, chopp (brigada pela recomendação, normando!), música e afins. Tudibom. ;)
Musiquinha rox que adoro tocar no violão, a de baixo. Boa semana a todos!
Cantada (Depois de ter você)
Adriana Calcanhoto
Parampapampapampapampapampá(4x)
Depois de ter você,
Pra que querer saber... que horas são?
Se é noite ou faz calor... se estamos no verão...
Se o sol virá ou não...
Ou pra que é que serve uma canção, como essa?
Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas...
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas... depois de ter você?
Depois de ter você,
Pra que querer saber... que horas são?
Se é noite ou faz calor... se estamos no verão...
Se o sol virá ou não...
Ou pra que é que serve uma canção, como essa?
Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas...
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas... depois de ter você?
segunda-feira, maio 30
Pessoas
Cara, as pessoas são demais... pra bem e pra mal...
Como julgar uma pessoa com o seguinte perfil:
A pessoa erra. Você fala, a pessoa se arrepende e vc perdoa (mil vezes). A pessoa erra. Você briga, a pessoa torce o nariz e vc perdoa (dez mil vezes). A pessoa erra. Você dá um tratamento de choque (repete a mesma coisa) e a pessoa continua errando, e nem pede desculpa mais. E vc perdoa torcendo o nariz. A pessoa erra. Você some, a pessoa faz cara feia e vc perdoa de novo.
A pessoa erra. Você diz que não aceita mais isso e não perdoa. A pessoa não se arrepende. Vocês se afastam. Você perdoa o que passou muito à contra gosto tempos depois. E a pessoa erra de novo.
O que fazer com uma criatura dessas?
Abrir a cabeça dura a marretadas?
Ou simplesmente desistir?
... que saco!
Como julgar uma pessoa com o seguinte perfil:
A pessoa erra. Você fala, a pessoa se arrepende e vc perdoa (mil vezes). A pessoa erra. Você briga, a pessoa torce o nariz e vc perdoa (dez mil vezes). A pessoa erra. Você dá um tratamento de choque (repete a mesma coisa) e a pessoa continua errando, e nem pede desculpa mais. E vc perdoa torcendo o nariz. A pessoa erra. Você some, a pessoa faz cara feia e vc perdoa de novo.
A pessoa erra. Você diz que não aceita mais isso e não perdoa. A pessoa não se arrepende. Vocês se afastam. Você perdoa o que passou muito à contra gosto tempos depois. E a pessoa erra de novo.
O que fazer com uma criatura dessas?
Abrir a cabeça dura a marretadas?
Ou simplesmente desistir?
... que saco!
quarta-feira, maio 25
Opções
Eu tenho andado mt ocupada. E quando acho que vai sobrar um segundo pra fazer qualquer coisa, eu me ocupo. É o trabalho pra entregar, é a roupa pra passar, é a faxina por fazer, é a matéria pra estudar, é o projeto pra definir, é a tv pra consertar...
Estou tentando loucamente ocupar integralmente a minha cabeça.
Tenho tido insônia e falta de apetite.
Me disseram que estou apática e que isso é ruim.
Mas... quem se importa? Vão dizer: "Se foi sua decisão, se é o que você quer, porque está assim?"
Não entendem... não entendem o que ocorre e o que penso.
A faculdade tem uma matéria chamada "Teoria das Opções". Devia ter uma que falasse de opções pra tudo, inclusive pra vida pessoal, não apenas econômicas.
"Sei que faço isso pra esquecer... eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora."
Estou tentando loucamente ocupar integralmente a minha cabeça.
Tenho tido insônia e falta de apetite.
Me disseram que estou apática e que isso é ruim.
Mas... quem se importa? Vão dizer: "Se foi sua decisão, se é o que você quer, porque está assim?"
Não entendem... não entendem o que ocorre e o que penso.
A faculdade tem uma matéria chamada "Teoria das Opções". Devia ter uma que falasse de opções pra tudo, inclusive pra vida pessoal, não apenas econômicas.
"Sei que faço isso pra esquecer... eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora."
segunda-feira, maio 23
Post "não é pra entender mesmo"
No melhor estilo "bicheiro da Senhora do Destino", segue uma "música de minha autoria, minha e feita comigo mesmo". Não tem rimas (gosto muito delas) mas é bonitinha mesmo assim. Vou tirar no violão hoje (aliás, final de semana toquei bastante violão). Ah, e não tem sentido também. Nem graça.
A primeira poesia que escreví (não espalhem - na porta do banheiro do meu colégio quando era pré-adolescente) também não tinha sentido nenhum... e uma menina que entrou no banheiro dias depois leu pra amiga e disse: "é... deve ter algum sentido pra quem escreveu".
Poesia boa é poesia que tem sentido pra alguns. E só.
Mais difícil
É difícil estar só
Mais difícil é você se sentir só junto a alguém
Difícil é não ter paz
Mais difícil é não ter paz com quem se ama
Difícil é não ter um amor
Mais difícil é viver em conflito com o amor que se tem
Difícil é não ter família
Mais difícil é ser abandonado na chuva por ela
Difícil é chorar
Mais difícil é não ter mais lágrimas para derramar
Difícil é estar doente
Mais difícil é ser uma pessoa qualquer
Difícil é sentir solidão
Mais difícil é sentir solidão estando com alguém
Dificil é viver
Mais díficil ainda é o não saber porque...
Por isso tudo agradeço por ser quem sou.
A primeira poesia que escreví (não espalhem - na porta do banheiro do meu colégio quando era pré-adolescente) também não tinha sentido nenhum... e uma menina que entrou no banheiro dias depois leu pra amiga e disse: "é... deve ter algum sentido pra quem escreveu".
Poesia boa é poesia que tem sentido pra alguns. E só.
Mais difícil
É difícil estar só
Mais difícil é você se sentir só junto a alguém
Difícil é não ter paz
Mais difícil é não ter paz com quem se ama
Difícil é não ter um amor
Mais difícil é viver em conflito com o amor que se tem
Difícil é não ter família
Mais difícil é ser abandonado na chuva por ela
Difícil é chorar
Mais difícil é não ter mais lágrimas para derramar
Difícil é estar doente
Mais difícil é ser uma pessoa qualquer
Difícil é sentir solidão
Mais difícil é sentir solidão estando com alguém
Dificil é viver
Mais díficil ainda é o não saber porque...
Por isso tudo agradeço por ser quem sou.
quinta-feira, maio 12
Tudo velho
Tudo velho por aqui. Trabalhando d+. Essa semana estou exausta. Morta de cansada. Ritmo frenético no trabalho. De resto tudo bem.
Assistam o filme "Santos ou Soldados", sobre a II Guerra. Peguei pra ver no dvd com o namorado. excelente pedida. :)
bjs, e posto novamente assim que der.
Assistam o filme "Santos ou Soldados", sobre a II Guerra. Peguei pra ver no dvd com o namorado. excelente pedida. :)
bjs, e posto novamente assim que der.
quinta-feira, maio 5
:: Simplicidade
Um "triálogo" sabadesco, na casa da mami:
Eu indo embora pra casa, debaixo de frio e chuva
mami: "filha, vc vai nesse frio mesmo?"
eu: "vou mãe, senão quando mais tarde, mais cai a temperatura" (digo com minha irmã-do-meio ou mid-irmã observando)
mami: "essa vai com essa barriga de fora?"
eu, puxo a blusa pra baixo e digo: "pronto"
mid-irmã: "eu fico impressionada com ela. Se minha mãe dissesse isso pra mim, eu ia trocar de blusa ou procurar outro casaco que fechasse... mas ela não, simplesmente vai e abaixa a blusa..."
"... eu tenho impressão que viver a vida da Nina deve ser bem mais simples"
minha mãe rí. E eu digo: "e é mesmo". E suspiro. E dou uma risada tb.
-----------
Sim, é bem mais fácil enxergar a vida como procuro. É mais simples abaixar a blusa e pensar "dane-se". Atualmente, quase nunca esquento minha cuca com nada. Mas eu não completei o que queria dizer, e vim refletindo até minha casa sobre isso.
A risada foi porque eu rí por último. O suspiro foi pelo que já passou.
A simplicidade é atributo dos que tem sempre muitos problemas pra resolver. Não é exclusividade, mas costuma ser atributo. Geralmente, quem tem uma vida muito atribulada e ocupada (e não tou dizendo que a minha seja nem que a minha não seja, nem que a dela não seja) geralmente precisa simplificar. Minimiza os problemas mais simples. É uma questão de vida ou morte. Ou você simplifica, ou vc não vive.
A simplicidade não é uma questão apenas de estilo de vida, ou de ser cabeça fresca. Eu já fui a pessoa mais tensa e mais dificultosa que já existiu na face da terra. Até o momento que, depois de duas estafas, dois namoros - um falido e o outro indo pelo mesmo caminho - e alguns meses dormindo sob uma rajada de remédios, chazinhos e comprimidos fitoterápicos, eu simplesmente dei um basta.
Psicólogo não adiantava. Família não adiantava. Amigos não adiantavam. Namorado não adiantava. Precisava ser eu. Então, porque a vida me obrigou a ser assim, precisei simplificar.
A felicidade das pessoas dependem da capacidade delas aprenderem com mais rapidez ou não que precisam urgentemente simplificar a vida. Você pode viver sem qualidade nenhuma, se martirizando, se maltratando, porque você continua complicando sem querer, sem saber.
Então eu, pra não ficar completamente louca, me entreguei de braços abertos à simplicidade. Pouca coisa realmente me esquenta a cabeça hoje. Simplesmente porque não tenho mais tempo nem saco pra isso. rs.
E não é só o "deixa a vida me levar", mas saber pra onde ela tá te levando (ou desconfiar) e curtir isso simplesmente pelo fato que a vida é assim e que vc sabe que vai tirar algo bom. :-)
Eu tenho outro texto que escrevi sobre isso, mas vou deixar para uma próxima oportunidade, porque entra em outro assunto: a felicidade através da busca do seu eu verdadeiro.
Eu indo embora pra casa, debaixo de frio e chuva
mami: "filha, vc vai nesse frio mesmo?"
eu: "vou mãe, senão quando mais tarde, mais cai a temperatura" (digo com minha irmã-do-meio ou mid-irmã observando)
mami: "essa vai com essa barriga de fora?"
eu, puxo a blusa pra baixo e digo: "pronto"
mid-irmã: "eu fico impressionada com ela. Se minha mãe dissesse isso pra mim, eu ia trocar de blusa ou procurar outro casaco que fechasse... mas ela não, simplesmente vai e abaixa a blusa..."
"... eu tenho impressão que viver a vida da Nina deve ser bem mais simples"
minha mãe rí. E eu digo: "e é mesmo". E suspiro. E dou uma risada tb.
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Sim, é bem mais fácil enxergar a vida como procuro. É mais simples abaixar a blusa e pensar "dane-se". Atualmente, quase nunca esquento minha cuca com nada. Mas eu não completei o que queria dizer, e vim refletindo até minha casa sobre isso.
A risada foi porque eu rí por último. O suspiro foi pelo que já passou.
A simplicidade é atributo dos que tem sempre muitos problemas pra resolver. Não é exclusividade, mas costuma ser atributo. Geralmente, quem tem uma vida muito atribulada e ocupada (e não tou dizendo que a minha seja nem que a minha não seja, nem que a dela não seja) geralmente precisa simplificar. Minimiza os problemas mais simples. É uma questão de vida ou morte. Ou você simplifica, ou vc não vive.
A simplicidade não é uma questão apenas de estilo de vida, ou de ser cabeça fresca. Eu já fui a pessoa mais tensa e mais dificultosa que já existiu na face da terra. Até o momento que, depois de duas estafas, dois namoros - um falido e o outro indo pelo mesmo caminho - e alguns meses dormindo sob uma rajada de remédios, chazinhos e comprimidos fitoterápicos, eu simplesmente dei um basta.
Psicólogo não adiantava. Família não adiantava. Amigos não adiantavam. Namorado não adiantava. Precisava ser eu. Então, porque a vida me obrigou a ser assim, precisei simplificar.
A felicidade das pessoas dependem da capacidade delas aprenderem com mais rapidez ou não que precisam urgentemente simplificar a vida. Você pode viver sem qualidade nenhuma, se martirizando, se maltratando, porque você continua complicando sem querer, sem saber.
Então eu, pra não ficar completamente louca, me entreguei de braços abertos à simplicidade. Pouca coisa realmente me esquenta a cabeça hoje. Simplesmente porque não tenho mais tempo nem saco pra isso. rs.
E não é só o "deixa a vida me levar", mas saber pra onde ela tá te levando (ou desconfiar) e curtir isso simplesmente pelo fato que a vida é assim e que vc sabe que vai tirar algo bom. :-)
Eu tenho outro texto que escrevi sobre isso, mas vou deixar para uma próxima oportunidade, porque entra em outro assunto: a felicidade através da busca do seu eu verdadeiro.
segunda-feira, maio 2
Momento findi
Meu final de semana foi ótimo.
Na sexta saí do trabalho e ganhei muito colinho da minha mãe. Estava moooooooooooorta de saudades dela. E sabe quando vc se odeia porque não tem mt tempo pra dar atenção pra todo mundo? Eu sou assim. Uma eterna atormentada com o tempo. Precisava de ter no mínimo 72 horas por dia, pra dar cabo de tudo o que queria fazer.
No sábado eu matei a saudade foi do ensopadinho de carne com batata da minha mãe. Tudo de boooooooooommmm!!! Depois, à noite, encontrei o namorado e depois de jantarmos (já comeram no Montana Grill??? O restaurante do Chitãozinho e Xororó. É ótimo!) fomos ver o excelente filme do John :-* Travolta , o Be Cool. Cara.... o que dizer... É maravilhoso. Rimos do início ao fim, e como sempre, o John :-* Travolta estava ótimo no papel. Eu amo esse homem! hauhauhauahuahuaha!
Domingo, passei morcegando o tempo todo com o namorado. Ele me prometeu, não ia deixar eu ir embora. Cumpriu a promessa. Cheguei no sábado a noite na casa dele e só saí hoje de manhã direto pro trabalho. Ficamos lá ontem morcegando, depois fomos à rua pra comer um Mc'Donalds de tarde (comprei uma Hello Kitty princesa!!!) e, de noite, preparei um macarrão à carbonara. Ok, era dos de saquinho. huahauhauhauahaha. Vimos um filme do Mel Gibson triste a rodo. Falava sobre a guerra do vietnã. Não sei o nome, não me perguntem, mas é terrível. Quer dizer, é bom, mas mt mt mt triste. Aliás, fiquei de saco cheio. 500 mil filmes, documentários e notinhas televisivas sobre o Vietnã. Eu, logo eu, que odeio essas guerras yankees.
E é isso. Me diverti, descansei, vi minha mãe, dei uma de amélia e só não pude ir na casa do meu pai, que devo ir hj. Ô família carente! rssssss!
Na sexta saí do trabalho e ganhei muito colinho da minha mãe. Estava moooooooooooorta de saudades dela. E sabe quando vc se odeia porque não tem mt tempo pra dar atenção pra todo mundo? Eu sou assim. Uma eterna atormentada com o tempo. Precisava de ter no mínimo 72 horas por dia, pra dar cabo de tudo o que queria fazer.
No sábado eu matei a saudade foi do ensopadinho de carne com batata da minha mãe. Tudo de boooooooooommmm!!! Depois, à noite, encontrei o namorado e depois de jantarmos (já comeram no Montana Grill??? O restaurante do Chitãozinho e Xororó. É ótimo!) fomos ver o excelente filme do John :-* Travolta , o Be Cool. Cara.... o que dizer... É maravilhoso. Rimos do início ao fim, e como sempre, o John :-* Travolta estava ótimo no papel. Eu amo esse homem! hauhauhauahuahuaha!
Domingo, passei morcegando o tempo todo com o namorado. Ele me prometeu, não ia deixar eu ir embora. Cumpriu a promessa. Cheguei no sábado a noite na casa dele e só saí hoje de manhã direto pro trabalho. Ficamos lá ontem morcegando, depois fomos à rua pra comer um Mc'Donalds de tarde (comprei uma Hello Kitty princesa!!!) e, de noite, preparei um macarrão à carbonara. Ok, era dos de saquinho. huahauhauhauahaha. Vimos um filme do Mel Gibson triste a rodo. Falava sobre a guerra do vietnã. Não sei o nome, não me perguntem, mas é terrível. Quer dizer, é bom, mas mt mt mt triste. Aliás, fiquei de saco cheio. 500 mil filmes, documentários e notinhas televisivas sobre o Vietnã. Eu, logo eu, que odeio essas guerras yankees.
E é isso. Me diverti, descansei, vi minha mãe, dei uma de amélia e só não pude ir na casa do meu pai, que devo ir hj. Ô família carente! rssssss!
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