"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar." (Machado de Assis)

sábado, fevereiro 12

Quantas vezes perdoar?

Quantas vezes perdoar?
Se perdoamos tantas vezes antes,
tantas voltas dadas pela vida, tantos anos,
e mantém o mesmo erro, mesma dívida?

Quantas vezes esquecer?
Se já esquecemos tantas vezes, tantos dias,
se esquecemos as palavras duras ditas,
e os elogios engolidos e não ditos.

Sempre estive aqui para os momentos de dor,
Mas nos momentos felizes, nunca pude estar.

Quantas vezes não ouvir?
Se tanto já nos doeu o fatigado coração,
e colocamos nosso coração ao largo,
e de nada adiantou...

Quantas vezes ignorar?
Se tantas facas já foram fincadas no peito,
se tantas outras continuam sendo,
e ainda assim finjo não sentir.

Sempre sofrí para você estar bem,
mas quando não estou bem... estou só.

Quantas vezes perdoar?

6 comentários:

Nina Souza disse...

ps: não escrevi isso para meu marido, que é uma bênção em minha vida...

GIL ROSZA disse...

Pedro certa vez, fez a mesma pergunta a Jesus. A resposta dele foi surpreendente. O peso do perdão no nosso caso pode depender da nossa passionalidade, grau de egoísmo e fragilidade. Para nós humanos, talvez seja mais fácil perdoar coisas “perdoáveis”, mas não serão as coisas “imperdoáveis”, as que necessitam mais de perdão? Dentro de um acordo íntimo, uma situação pode nem sempre ser tão favorável à pratica do perdão. Um exemplo; e se alguém descobre que a pessoa que lhe jura amor sob um pacto de fidelidade, tiver o secreto hábito de ser infiel? Deve haver algum perdão pra isso? Se sim, quantas vezes se deve perdoar?

Dois Rios disse...

Nina,

Há entre os que amam, um mar de tolerância. Talvez aí esteja a explicação para o inexplicável.


Beijo,
Inês

Nanda disse...

Que coincidencia, Nina... Acabei de escrever um poeminha sobre o perdao tb... rs.
O assunto complicado, ne??? :(
Beijos!!

Nascente disse...

Nina querida,

O sentir vai muito mais além do que a matemática pode explicar. O sentir não se computa, não se conta e não se mede. Sente-se apenas!

Saudades de ti.

Beijos meus,

Inês

Pripa disse...

nina, sua sobrinha canina está desfilando no meu novo blog. vai lá: http://pripapacheco.blogspot.com/

bjs!

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