"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar." (Machado de Assis)

quinta-feira, fevereiro 2

Adote um bichinho!

Mais uma meta de ano novo cumprida ainda em janeiro: arrumar um pet. J

Eu havia decidido que queria um bichinho desde o ano passado, mas eu e meu marido ficamos na dúvida o que seria. Chegamos a cogitar animais de furões a porquinhos-da-índia

Gosto de todos os bichos, e tenho um carinho especial por cachorros por serem justamente carentes e carinhosos. Mas o que ‘pegava’ para termos um cachorro é que tanto eu quanto meu marido temos dias de ficar muito tempo fora de casa, e o cão se ressente de ficar tanto tempo sozinho. Meio que inviabilizava. Mas ainda assim procurei para adoção (sim, adoção porque sou terminantemente contra comprar um animal tendo tantos focinhos abandonados por aí) algumas raças de cachorro que não fossem tão dependentes ou tão carentes. Que ficassem bem por um tempo, até que chegássemos.

Com muita pesquisa e sem pressa de tomar uma decisão que duraria 15 anos, comecei a ver como temos animais abandonados por ai. Muitos cães mas, especialmente, muitos gatos. E começamos a pensar em considerar um gatinho para casa.

Foi quando me deparei com a história de uma gatinha linda, toda pretinha com uma “gravatinha” branca, com mais ou menos um ano e três meses de idade, dos quais seis meses foram na rua, outros seis foram numa gaiola trancada e os demais meses dessa curta vidinha foram em um quarto mínimo, onde ela só podia sair de lá para socializar duas horas por dia. Nesse meio tempo chegou a ser adotada, mas devolveram depois de dois dias, porque ela tentou morder a criança que tentou abraça-la.

E essa é a história da Naomi... eu, que tenho adoração por gatos pretos, fiquei encantada com ela apesar dos alertas de que ela estava um pouco traumatizada com toda essa experiência ruim.

Daí você imagina: um gato preto, já adulto, arredio, não muito sociável e não muito simpática... quem iria querer adotar?

EU!

Sim, eu. Eu peguei a gata que ninguém queria e que já estava praticamente “encalhada”. Se eu não pegasse, possivelmente ninguém pegaria e ela ficaria cada vez mais arredia, talvez voltasse pra jaula em um gatil qualquer. E aquela vidinha inteira seria desperdiçada com sofrimento e tristeza.

Duas vezes fui no lar temporário onde ela estava para visita-la e ela se acostumar comigo, nesse meio tempo mandei colocar tela de proteção no apartamento inteiro, e na terceira a carreguei pra casa. Ela chegou e ficou encantada com o tamanho da casa, e passou uns três dias fazendo vistorias constantes no ambiente. Muito agitada. Mas dócil.

Hoje, eu chego em casa e ela dá um rosnadinho de “poxa, você ficou o dia todo fora, agora me dá carinho!”... depois come, brinca pra caramba, come mais, bebe água da torneira, se aninha no meu colo e dorme. Se eu mudo de cômodo, ela vai atrás. Se eu sento na mesa do computador, ela sobe no meu colo e começa a fazer um “circuito” em volta do pc. Se eu vou deitar, ela vai deitar e fica no meus pés. Se eu acordo, ela levanta. Se espreguiça toda, afia as unhas no cantinho sofá (eu não ligo) e vai brincar mais. Com seu um ano e meio muito mal aproveitado, ela ainda é um filhotão!

E dizem que gato preto dá azar...
E dizem que gato adulto não se apega ao dono...
E dizem que gato não é carinhoso...
E dizem que gato passa doenças...

Azar foi o da outra dona, que perdeu uma fofurinha!

Naomi teve o primeiro ano de sua vida muito traumático. Mas terá outros 14 anos muito felizes. :) Bebê da mamãe! ^^

terça-feira, janeiro 24

Um desafio

Aqueles momentos em que você sente que tudo é um teste pra você...
Quando tudo é sacrificante, cansativo ou estressante, mas ainda assim você aceita com um sorriso no rosto e encara como um desafio.
Quando você aceita os tapas da vida e dá a outra face, e ainda tenta descobrir dentro de você um pouco de otimismo para agradecer a Deus por ter condições de ser desafiado e ainda ganhar.
É... é realmente um desafio.

quarta-feira, janeiro 4

Feliz 2012!

Feliz 2012 a todos aqueles que guarnam no coração a esperança de um ano fantástico.
Feliz ano novo para quem deseja uma vida nova!
Felicidades àqueles que cultivam a alegria na vida de outras pessoas,
Muito amor àqueles que fazem a diferença na vida de alguém
E caminham com a lembrança de um brilho especial em seu olhar.

Que em 2012, recebamos o que merecemos - é meu único desejo. :)

segunda-feira, dezembro 26

Nossos medos

Um fato... nossos principais medos e receios são frutos das nossas ações (ou da imaginação de nossas ações) inconseqüentes ou impensadas.
Basicamente, tememos o que de alguma forma somos capazes de fazer.
Uma alma descansada e que procura viver de uma forma justa e honesta, confia tanto na sorte quanto na Providência.
Quando caminhamos a passos firmes e seguros, os ventos e os temporais da vida não nos derrubam.
Não sou sortuda ou destemida. Não sou insolente com os 'perigos do mundo'. Sou honesta com a vida e, principalmente, comigo.

quinta-feira, dezembro 22

O que aprendí em 2011

Não, não vou fazer uma retrospectiva de 2011. E não vou colocar metas para 2012. A vida é totalmente imprevisível e flexível, não vou me permitir a crueldade de me comprometer a fazer coisas que daqui a 6 meses podem não ser mais tão importantes assim.

Apenas quero registrar as coisas que aprendi ao longo deste ano – o ano mais difícil e importante da minha vida.

A principal lição que eu levo de 2011 é: me conhecer de verdade, acreditar em quem eu sou, reconhecer meu valor, e não deixar que NINGUÉM queira me convencer de que eu sou algo diferente disso.

Em 2011 meu principal desafio foi provar para mim mesma que sou muito mais do que pensava, e que não mereço nada menos que o melhor.

Tudo o que aprendi ao longo destes 31 anos deixaram marcas em mim, e tanto as coisas boas quanto as coisas ruins me deixaram lições importantes. E todo o meu aprendizado foi testado em um único ano.

Fui desafiada. Passei por testes de resistência física e moral, de integridade, de valores. Tive momentos em que apenas sobrevivi no meio da correnteza. Não conseguia nadar, apenas precisei manter minha cabeça acima da água. Tive outros em que precisei respirar fundo e reunir forças para finalmente voltar a nadar. Em alguns, precisei pegar fôlego porque afundavam minha cabeça, e eu precisava suportar isso. E em outros, precisei provar para Deus que acredito nele, e provar para mim mesma que acredito em mim – e isso foi o mais difícil de tudo

Aprendi a não permitir às pessoas que tentem me convencer de algo que não sou, ou que posso fazer algo que não concordo, ou que posso viver algo em que não acredito. Que posso não ter valores que tenho, que posso minimizar a importância do que eu decido para a vida de outras pessoas, ou que posso ignorar sentimentos que os outros têm. Não, eu não posso fazer isso.

Aprendi também a ser uma boa líder. A apoiar, compreender e defender os interesses de outras pessoas acima dos meus. Acreditem: ter compaixão com funcionários - pessoas que dependem de você e que esperam sempre que você seja um modelo para elas - é um exercício de humildade, porque tudo te chama para a arrogância e para a possessão.

Aprendi a não ser afetada nem por elogios e nem por críticas, e não permitir que eu me subestime ou superestime. Sou o que sou, com todos os meus defeitos e qualidades. E cada um desses defeitos e qualidades compõem a pessoa que a vida me ajudou a me tornar.

Quando você passa a ser bajulado, o ego quer crescer e quer entrar em confronto com a sua ética e seus valores. Quer te passar a sensação de que você pode tudo, e que tudo o mais não tem importância. Que os fins justificam os meios. Uma vez me disseram “o poder isola”. Na verdade ele não isola, ele faz você se isolar voluntariamente, sem você necessariamente querer isso. Acredite: você NÃO pode tudo.

Aprendi também a mentir. É feio, mas necessário. Quando a sua verdade ou a verdade de alguém pode fazer você se corromper ou servir de arma para pessoas anti-éticas contra você, a mentira é um escudo reforçado, banhado em titânio. Ela te protege da arrogância alheia e da sua própria. E te protege dos vícios da personalidade humana. E, em alguns casos, tira você do foco, você deixa de ser um objeto de inveja.

Aprendi a não julgar e ganhei amigos sinceros com isso. Quando todas as pessoas ao seu redor rotulam alguém e você segue o rótulo, pode estar perdendo um amigo, um aliado, um professor. E este professor poderia ser a pessoa quem te ajudará a compreender as coisas que aconteceram. E poderia ser um grande amigo, que você não deu chance de ele ser.

Aprendi com um desses professores que ganhei que “devemos escolher as batalhas que vamos entrar se quisermos ganhar a guerra”. Simplesmente não podemos lutar em todas as frentes que se abrem para nós. Se escolhermos a batalha, a chance de ganhar é muito maior do que dividir nossos esforços em muitas frentes.

Nunca vou esquecer de 2011. Um ano em que terminei muito diferente do que comecei.

sábado, fevereiro 12

Quantas vezes perdoar?

Quantas vezes perdoar?
Se perdoamos tantas vezes antes,
tantas voltas dadas pela vida, tantos anos,
e mantém o mesmo erro, mesma dívida?

Quantas vezes esquecer?
Se já esquecemos tantas vezes, tantos dias,
se esquecemos as palavras duras ditas,
e os elogios engolidos e não ditos.

Sempre estive aqui para os momentos de dor,
Mas nos momentos felizes, nunca pude estar.

Quantas vezes não ouvir?
Se tanto já nos doeu o fatigado coração,
e colocamos nosso coração ao largo,
e de nada adiantou...

Quantas vezes ignorar?
Se tantas facas já foram fincadas no peito,
se tantas outras continuam sendo,
e ainda assim finjo não sentir.

Sempre sofrí para você estar bem,
mas quando não estou bem... estou só.

Quantas vezes perdoar?

quarta-feira, fevereiro 2

Olhando para frente

Tantas pessoas passam sua vida olhando pra trás...
Zelando por um passado que não trará nenhuma lição além das conhecidas.
Olham para trás, se entristecem, e caminham o resto do tempo olhando para o chão.

Olhando para trás, o risco de tropeçarmos de novo é maior do que quando olhamos para frente.
Olhando para o chão, não nos previnimos dos obstáculos que deixamos de ver antecipadamente. E aí eles parecem muito maiores do que verdadeiramente são.

Quando caminhamos com a cabeça baixa, tudo o que vemos é o chão.
Quando caminhamos olhando pra frente, vemos o horizonte.

E percebemos então que o caminho é muito mais belo do que julgamos que fosse.

sexta-feira, janeiro 7

Eu e minhas muitas vidas

Sou uma pessoa que se acostumou a olhar sempre para frente.
Seguir a vida, sem ressentimentos, sem culpa, sem arrependimento.
Mas às vezes eu páro para fazer o exercício de olhar para trás e ver de onde vim, o que construí, pelo que passei.
Quanto mais o tempo passa, tenho a impressão de ter vivido, nesta vida, muitas vidas.
Olho para o passado e me vejo e, muitas vezes, parece ser outra pessoa ou um filme sobre alguém.
As derrotas superadas, as vitórias comemoradas, os erros que tentei consertar, os acertos que me fizeram ser o que e quem eu sou hoje.
É gostoso olhar pra trás e ver que, hoje, sou uma pessoa muito melhor do que já fui.
Mas é estranho sentir como se, nessa existência, eu já tivesse sido várias pessoas.
Na verdade, eu fui mesmo.

quarta-feira, janeiro 5

"Eu só queria um pouco de paz..."

Ano novo... tudo o que desejamos para nós e a quem amamos é paz. Paz e felicidade.

Passamos o ano de branco, ou com a cor que simboliza algo que falta para que tenhamos felicidade. Comemos lentilha, romã, uvas, pulamos sete ondas, tomamos banho de champagne, de rosas... e nos enchemos de esperança para o novo ano que se inicia. Tudo para trazer a tão sonhada paz e a felicidade que tanto buscamos.

Passam-se os meses. Ao longo do ano, o que mais escutamos das pessoas em seus momentos de desabafo é: “Mas eu só queria um pouco de paz” ou “Tudo o que eu queria é ser feliz”. Parece que tudo o que fizemos no réveillon não fez diferença nenhuma, porque continuamos em nossa busca infindável – e sem sucesso.

E passam-se os anos, e as mesmas pessoas continuam buscando e desejando paz e felicidade no réveillon, e continuam correndo atrás do que temos como conceito de felicidade ao longo do ano.

Correndo... buscando... tentando. Não precisamos correr ou buscar. Está tudo diante de nossos olhos, tão límpido como a água pura.

A felicidade é um sentimento de quem está em paz. E a paz está dentro de nós mesmos.

Ser feliz e viver em paz depende muito mais deu uma decisão do que de um encontro ou uma busca.

Quando você realmente decide ser feliz, passa a se importar com as coisas que realmente importam, e assim começa a tomar as decisões certas. A fazer as coisas certas. A seguir os caminhos certos. A tomar as atitudes certas quando os problemas chegam. E, o saber que você está fazendo tudo certo, fazendo o máximo possível, fazendo o seu melhor... isso é paz. É chegar ao final do dia e pensar: “eu fiz tudo o que precisava ser feito e estava dentro do meu alcance”.

Depende apenas da gente viver em paz ou decidir partir para uma guerra contra o mundo todos os dias. Aceitar as coisas boas que a vida nos dá, observar as pequenas bênçãos que recebemos, ser grato à vida por termos as oportunidades de aprendizado que recebemos, seguir adiante na caminhada... ou nos debatermos ferozmente contra tudo e contra todos, em uma busca incansável e insana atrás do que nossa mente julga ser o necessário e indispensável para nossa felicidade.

Eu decidi viver em paz, e encontrei a felicidade. Não sou melhor ou mais perfeita que ninguém, nem mais merecedora. Apenas tomei a decisão certa.

terça-feira, janeiro 4

Sacanagem... :(

Que sacanagem...

Meus comentários eram no Haloscan a vida toda. Ai mudei o template e fui pegar o link para inserir novamente... eles bloquearam, porque se eu quiser, tenho que pagar agora por ele. Absurdo! Que deixassem travado para novos comentários, mas permitissem...

Se alguém souber como eu voltar com o link dos comentários antigos, me dá esse help?

Obrigada!

Resoluções de ano novo

Particularmente acho que uma lista de resoluções de ano novo pode ser algo muito útil.

Quando você escreve seus planos, parece que você se compromete com toda a energia que envolve seus planos em geral. É como se você dissesse "Universo, tá aí. Agora, conspire ao meu favor". Claro que sem o esforço pessoal não ajuda, pois movimento requer energia empregada. Mas nada que um pouco de força de vontade e disciplina não ajudem a caminhar para frente.

Minha lista de resoluções para 2011 é imensa. Mas resumindo, para 2011 eu quero um ano mais organizado e tranquilo, para dar seguimento a todos os projetos que tracei em 2010 e que precisava de tempo. Entre eles, voltar à uma boa forma física (quem sabe uns circuitos de corrida?), desenvolver uma idéia que estou há tempos trabalhando com minha irmã, dedicar algum tempo a uma instituição de caridade como voluntária, estudar bastante, comprar alguns supérfluos que venho adiando... voltar a fazer Yôga depois de tantos anos. Essas coisas.

Muito trabalho, pouco tempo, muita disciplina e disposição.

2011 chegou... "vamo que vamo"!!! :)

sábado, janeiro 1

Primeira resolução de ano novo :)

Mais tarde vou postar aqui , como a cinco anos faço, as minhas resoluções de ano novo. rs...

Mas a primeira delas já vou aproveitar e falar dela: decidí me tornar vegetariana.

Foi um processo relativamente gradual na minha cabeça, mas alimentarmente falando tudo aconteceu em um dia, e eu vou começar a narrar essa "aventura" no blog http://euvegetariana.blogspot.com/ :)

Longe de mim postar coisas que muitos definem como "eco-chatos". Apenas vou meio que narrar as dificuldades e benefícios do dia a dia. Não quero convencer ninguém de nada. Sou adepta a cada um com seu cada um, e conforme seu tempo.

Mais uma vez, Feliz 2011!!!!

Feliz ano novo!!!!

Vim aqui desejar a todos um feliz ano novo!!!!

Que 2011 seja um ano muito especial a todos! Com muita luz, muita paz, muita felicidade!

beijo grande!!

sábado, outubro 30

Escolhas

Sim, a vida é feita de escolhas. Todos nós sabemos disso.

Sim, nem sempre as escolhas que temos que fazer são desejadas. Às vezes, a vida nos impõe que elas sejam tomadas.

O que acontece é que sempre chega na bifurcação entre dois caminhos, entre duas estradas, e aí - neste exato minuto - você precisa abrir mão de um e esquecer do outro.

Isso é o que não é tão óbvio assim. E isso é que é uma das principais armadilhas da vida.

Um dos maiores erros que podemos cometer é fazer uma escolha não esquecer dela. Não seguir em frente sem pensar no que ficou para trás. Não desapegar do que poderia ter sido. Parar para pensar "como seria se eu tivesse pego o outro caminho?"

Aí é onde mora o perigo do arrependimento, que dependendo do que seja, pode consumir e levar à loucura. Ao não abrirmos mão de uma alternativa, não vivermos o momento. Não estarmos presentes no momento presente.

É, também não é tão óbvio assim, mas quantas vezes nos pegamos pensando se chegamos a ligar mesmo para aquela médica que você precisava remarcar? Isso acontece porque não vivemos nosso momento presente integralmente, e muito possivelmente estávamos com a cabeça em outro lugar.

E ai o perigo mora em, ao não vivermos 100% a nossa escolha - por mais dolorosa ou insensata que tenha sido - nós simplesmente não passamos ao estágio adiante. Ficamos presos para sempre em um passado que nunca aconteceu e não voltará mais.

O arrependimento propriamente dito consumir sua sanidade. Você pode não perceber, e quando se tocar, sua vida inteira vai estar envolta de arrependimento e dor.

Nesse momento, você se torna culpado por duas faltas: pelo seu apego você comete o adultério - você quer o que você não tem - e pelo assassinato das futuras alternativas que poderiam surgir.

Sinta a presença de suas escolhas, respire fundo e diga "estou onde, de alguma forma, escolhí estar". Viva seu presente. Lá na frente, surgirão outras escolhas...

... e uma delas ser, de fato, a escolha mais importante da sua vida.

domingo, outubro 24

Viva o Hoje, agora.

As pessoas vivem suas vidas com a mente no amanhã. Ou no ontem.

Sempre estamos preocupados com as coisas a fazer, as provas dos filhos que estão chegando, as contas à pagar, as reuniões que temos que fazer na próxima semana...

Ou remoemos o que não tem volta, as coisas que não foram feitas, as notas que não foram boas, a palavra amarga do seu colega de trabalho, a intransigência do seu chefe, o beijo que você não chegou a dar.

E nunca, nunca o que temos é suficientemente bom. Sempre ficou aquela pendência que não foi resolvida, aquele sapato que não foi comprado, aquele carro que não foi trocado, aquela pessoa que você não chegou a conhecer bem... aquela palavra que não foi dita.

Acontece que, mais cedo ou mais tarde, somos chamados à realidade. Leia-se realidade o Presente. Eis de quem a maioria das pessoas vivem fugindo - quer por ficarem presos aos sonhos do futuro ou às doces (ou amargas) recordações do passado.

E então o Presente clama sua atenção. Implora. Grita, pedindo para que você o perceba, que você VIVA. Faz com que alguém se vá. Ou o faz descobrir algo tão importante que não pode ser ignorado, não pode ser deixado para amanhã.

Nessas horas, ouça o chamado. Converse com aquela pessoa que você quer conhecer. Aperte a mão do seu colega de trabalho que vive lhe dando dor de cabeça. Ligue para seus pais e diga, HOJE, o quanto o ama.

Respire, caminhe, ria, chore, perdoe.

E, acima de tudo, agradeça à Deus pela dádiva de estar ouvindo este chamado antes que sua vida passe, e então você pense que, em nome do futuro ou do passado, você não viveu o suficiente.

sexta-feira, julho 16

"As estrelas são sábias... para elas, tanto faz como escolhemos viver nossas vidas aqui na Terra"
(Jostein Gaarder)
 
 

quinta-feira, julho 15

As regras do Jogo da Vida

Nós estamos exatamente onde devemos estar, passamos pelo que precisamos passar.

Muitas vezes nos questionamos porque passamos por certas coisas, porque nós nos submetemos a certas situações, porque não conseguimos o que tanto almejamos – seja um novo emprego, seja um marido, ou qualquer coisa.

Tudo o que nos ocorre são reflexos perfeitos da postura a qual adotamos perante a vida, ou provas as quais precisamos nos submeter para nos refinarmos, melhoramos de alguma forma. Invariavelmente, uma destas duas alternativas.

A análise do cenário é essencial. Primeiramente, verificar se o que nos incomoda é reflexo do Eu.

Será que eu não consigo outro emprego porque as minhas competências estão abaixo do esperado? Será que eu não consigo um namorado porque minhas atitudes são intolerantes ou demasiadamente inflexíveis? Será que meus filhos não me ouvem porque eu não abro meus ouvidos para o que eles têm a dizer?

Isto feito e percebido que você fez a sua parte (e isso é grande coisa, acredite!), a próxima etapa é: existe alguma lição que estou deixando de aprender?

Será que a vida está tentando me ensinar algo e eu não parei para prestar atenção? Será que todas as pessoas estão erradas sobre uma determinada postura minha que eu jura que não tenho? Será que estou neste emprego para aprender a exercitar a tolerância/paciência/desapego?

É muito difícil entender essa movimentação do universo, que muitas vezes parece conspirar contra nós. Mas o grande mistério está em entendermos as peças que estão no tabuleiro do xadrez da vida, e aprendermos a jogar com ela.

Hoje, observe se tem sido um bom jogador. E então decida aprender as regras do jogo.

O que está em jogo é o mais importante de tudo: sua vida.

sábado, julho 3

Escolha ser feliz

A cada dia que passa tenho me percebido cada vez mais seletiva... seja nos programas de TV, nas músicas que escuto, nas pessoas as quais escolho para conviver mais, as revistas que leio. E isso não é por acaso.

Quando meu mundo desmoronou inteiro de uma vez um certo dia, decidí romper com tudo o que me fizesse mal de alguma forma. Mas precisava de um bom plano para efetivar isso.

Quantas vezes decidimos isso ao longo de nossas vidas e acabamos deixando tudo como está? Seja por comodismo, preguiça de recomeçar, ou por não querer aceitar que temos alternativas - e que sofremos apenas porque *escolhemos* estar naquela situação.

A teoria é sempre muito mais fácil do que a prática.

Então decidí que não havia jeito de mudar tudo se não fosse brusco. Em pouco tempo, abandonei pessoas que me oprimiam ou me deixavam infelizes, troquei de emprego, decidí me mudar de bairro e aproveitar ao máximo cada minuto com as pessoas que gosto.

O início foi dolorido, mas o resultado foi melhor do que esperava: me reencontrei. Hoje eu moro no bairro que tem a filosofia de vida que escolhí, trabalho fazendo o que gosto, me casei com uma pessoa fantástica, só escuto músicas e vejo programas de TV que me façam bem e me enriqueçam de alguma forma. Eu levo a vida que *eu escolhi* para mim.

Se algo não trouxer proveito ou felicidade, é porque não era para estar na sua vida.

A felicidade não é acaso, é escolha.

Hoje, escolha ser feliz.

terça-feira, junho 29

Destruição e Criação

Todos nós almejamos a paz e a plenitude para nossas vidas. Pensamos que a verdadeira felicidade é a ausência completa de problemas em nossas vidas e esperamos (e lutamos) pelo dia em que estaremos livres dos grandes problemas que vivenciamos – seja falta de dinheiro, filhos adolescentes, trabalho instável, o que for.

Em alguns momentos da vida chegamos a vivenciar um estágio de pausa, onde tudo parece se acalmar e entrar nos eixos. Quase temos certeza que chegou a hora que tanto esperávamos... e de repente, um turbilhão chega chacoalhando nossas vidas.

Enquanto lamentamos nossa sorte, ignoramos completamente que são justamente nestes momentos que nossa capacidade de criação está na potência máxima. E exercer esta capacidade de criação é o fim último de nossa existência.

São em momentos de insegurança onde descobrimos nossa força, em momentos de crise reencontramos o equilíbrio onde não achávamos mais que existia, quando estamos em choque com alguma coisa praticamos tudo o que escutamos sobre fidelidade aos nossos ideais.

Então eu parei de lamentar... passei a agradecer pelas oportunidades que se abriram, e utilizar todo esse potencial de criação para semear por aí, espalhar ao vento as sementes que eu preciso para colher daqui a um tempo.

É a destruição trazendo a criação.

segunda-feira, junho 28

A Estratégia Certa

Algumas vezes na vida, percebemos que a lei da sobrevivência é ser tal como o camaleão.

Em alguns lugares, precisamos nos mostrar, brilhar, se fazer ouvir. Falar mais alto, falar mais firme. Aparecer.

Em outras situações, ganhamos mais se formos vistos com discrição. Menos é mais. Praticamente sermos invisíveis, camuflados, sermos vistos como se não estivéssemos ali.

A escolha da estratégia certa é o diferencial.

Nosso cartão de visitas pode abrir ou fechar portas, dependendo da mensagem que esteja passando.

Podemos ser quem quisermos em nossa vida pessoal, dentro do nosso lar, nos braços de nossa família. Mas fora dela, normalmente não somos... apenas estamos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...