"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar." (Machado de Assis)

sexta-feira, janeiro 7

Eu e minhas muitas vidas

Sou uma pessoa que se acostumou a olhar sempre para frente.
Seguir a vida, sem ressentimentos, sem culpa, sem arrependimento.
Mas às vezes eu páro para fazer o exercício de olhar para trás e ver de onde vim, o que construí, pelo que passei.
Quanto mais o tempo passa, tenho a impressão de ter vivido, nesta vida, muitas vidas.
Olho para o passado e me vejo e, muitas vezes, parece ser outra pessoa ou um filme sobre alguém.
As derrotas superadas, as vitórias comemoradas, os erros que tentei consertar, os acertos que me fizeram ser o que e quem eu sou hoje.
É gostoso olhar pra trás e ver que, hoje, sou uma pessoa muito melhor do que já fui.
Mas é estranho sentir como se, nessa existência, eu já tivesse sido várias pessoas.
Na verdade, eu fui mesmo.

quarta-feira, janeiro 5

"Eu só queria um pouco de paz..."

Ano novo... tudo o que desejamos para nós e a quem amamos é paz. Paz e felicidade.

Passamos o ano de branco, ou com a cor que simboliza algo que falta para que tenhamos felicidade. Comemos lentilha, romã, uvas, pulamos sete ondas, tomamos banho de champagne, de rosas... e nos enchemos de esperança para o novo ano que se inicia. Tudo para trazer a tão sonhada paz e a felicidade que tanto buscamos.

Passam-se os meses. Ao longo do ano, o que mais escutamos das pessoas em seus momentos de desabafo é: “Mas eu só queria um pouco de paz” ou “Tudo o que eu queria é ser feliz”. Parece que tudo o que fizemos no réveillon não fez diferença nenhuma, porque continuamos em nossa busca infindável – e sem sucesso.

E passam-se os anos, e as mesmas pessoas continuam buscando e desejando paz e felicidade no réveillon, e continuam correndo atrás do que temos como conceito de felicidade ao longo do ano.

Correndo... buscando... tentando. Não precisamos correr ou buscar. Está tudo diante de nossos olhos, tão límpido como a água pura.

A felicidade é um sentimento de quem está em paz. E a paz está dentro de nós mesmos.

Ser feliz e viver em paz depende muito mais deu uma decisão do que de um encontro ou uma busca.

Quando você realmente decide ser feliz, passa a se importar com as coisas que realmente importam, e assim começa a tomar as decisões certas. A fazer as coisas certas. A seguir os caminhos certos. A tomar as atitudes certas quando os problemas chegam. E, o saber que você está fazendo tudo certo, fazendo o máximo possível, fazendo o seu melhor... isso é paz. É chegar ao final do dia e pensar: “eu fiz tudo o que precisava ser feito e estava dentro do meu alcance”.

Depende apenas da gente viver em paz ou decidir partir para uma guerra contra o mundo todos os dias. Aceitar as coisas boas que a vida nos dá, observar as pequenas bênçãos que recebemos, ser grato à vida por termos as oportunidades de aprendizado que recebemos, seguir adiante na caminhada... ou nos debatermos ferozmente contra tudo e contra todos, em uma busca incansável e insana atrás do que nossa mente julga ser o necessário e indispensável para nossa felicidade.

Eu decidi viver em paz, e encontrei a felicidade. Não sou melhor ou mais perfeita que ninguém, nem mais merecedora. Apenas tomei a decisão certa.

terça-feira, janeiro 4

Sacanagem... :(

Que sacanagem...

Meus comentários eram no Haloscan a vida toda. Ai mudei o template e fui pegar o link para inserir novamente... eles bloquearam, porque se eu quiser, tenho que pagar agora por ele. Absurdo! Que deixassem travado para novos comentários, mas permitissem...

Se alguém souber como eu voltar com o link dos comentários antigos, me dá esse help?

Obrigada!

Resoluções de ano novo

Particularmente acho que uma lista de resoluções de ano novo pode ser algo muito útil.

Quando você escreve seus planos, parece que você se compromete com toda a energia que envolve seus planos em geral. É como se você dissesse "Universo, tá aí. Agora, conspire ao meu favor". Claro que sem o esforço pessoal não ajuda, pois movimento requer energia empregada. Mas nada que um pouco de força de vontade e disciplina não ajudem a caminhar para frente.

Minha lista de resoluções para 2011 é imensa. Mas resumindo, para 2011 eu quero um ano mais organizado e tranquilo, para dar seguimento a todos os projetos que tracei em 2010 e que precisava de tempo. Entre eles, voltar à uma boa forma física (quem sabe uns circuitos de corrida?), desenvolver uma idéia que estou há tempos trabalhando com minha irmã, dedicar algum tempo a uma instituição de caridade como voluntária, estudar bastante, comprar alguns supérfluos que venho adiando... voltar a fazer Yôga depois de tantos anos. Essas coisas.

Muito trabalho, pouco tempo, muita disciplina e disposição.

2011 chegou... "vamo que vamo"!!! :)

sábado, janeiro 1

Primeira resolução de ano novo :)

Mais tarde vou postar aqui , como a cinco anos faço, as minhas resoluções de ano novo. rs...

Mas a primeira delas já vou aproveitar e falar dela: decidí me tornar vegetariana.

Foi um processo relativamente gradual na minha cabeça, mas alimentarmente falando tudo aconteceu em um dia, e eu vou começar a narrar essa "aventura" no blog http://euvegetariana.blogspot.com/ :)

Longe de mim postar coisas que muitos definem como "eco-chatos". Apenas vou meio que narrar as dificuldades e benefícios do dia a dia. Não quero convencer ninguém de nada. Sou adepta a cada um com seu cada um, e conforme seu tempo.

Mais uma vez, Feliz 2011!!!!

Feliz ano novo!!!!

Vim aqui desejar a todos um feliz ano novo!!!!

Que 2011 seja um ano muito especial a todos! Com muita luz, muita paz, muita felicidade!

beijo grande!!

sábado, outubro 30

Escolhas

Sim, a vida é feita de escolhas. Todos nós sabemos disso.

Sim, nem sempre as escolhas que temos que fazer são desejadas. Às vezes, a vida nos impõe que elas sejam tomadas.

O que acontece é que sempre chega na bifurcação entre dois caminhos, entre duas estradas, e aí - neste exato minuto - você precisa abrir mão de um e esquecer do outro.

Isso é o que não é tão óbvio assim. E isso é que é uma das principais armadilhas da vida.

Um dos maiores erros que podemos cometer é fazer uma escolha não esquecer dela. Não seguir em frente sem pensar no que ficou para trás. Não desapegar do que poderia ter sido. Parar para pensar "como seria se eu tivesse pego o outro caminho?"

Aí é onde mora o perigo do arrependimento, que dependendo do que seja, pode consumir e levar à loucura. Ao não abrirmos mão de uma alternativa, não vivermos o momento. Não estarmos presentes no momento presente.

É, também não é tão óbvio assim, mas quantas vezes nos pegamos pensando se chegamos a ligar mesmo para aquela médica que você precisava remarcar? Isso acontece porque não vivemos nosso momento presente integralmente, e muito possivelmente estávamos com a cabeça em outro lugar.

E ai o perigo mora em, ao não vivermos 100% a nossa escolha - por mais dolorosa ou insensata que tenha sido - nós simplesmente não passamos ao estágio adiante. Ficamos presos para sempre em um passado que nunca aconteceu e não voltará mais.

O arrependimento propriamente dito consumir sua sanidade. Você pode não perceber, e quando se tocar, sua vida inteira vai estar envolta de arrependimento e dor.

Nesse momento, você se torna culpado por duas faltas: pelo seu apego você comete o adultério - você quer o que você não tem - e pelo assassinato das futuras alternativas que poderiam surgir.

Sinta a presença de suas escolhas, respire fundo e diga "estou onde, de alguma forma, escolhí estar". Viva seu presente. Lá na frente, surgirão outras escolhas...

... e uma delas ser, de fato, a escolha mais importante da sua vida.

domingo, outubro 24

Viva o Hoje, agora.

As pessoas vivem suas vidas com a mente no amanhã. Ou no ontem.

Sempre estamos preocupados com as coisas a fazer, as provas dos filhos que estão chegando, as contas à pagar, as reuniões que temos que fazer na próxima semana...

Ou remoemos o que não tem volta, as coisas que não foram feitas, as notas que não foram boas, a palavra amarga do seu colega de trabalho, a intransigência do seu chefe, o beijo que você não chegou a dar.

E nunca, nunca o que temos é suficientemente bom. Sempre ficou aquela pendência que não foi resolvida, aquele sapato que não foi comprado, aquele carro que não foi trocado, aquela pessoa que você não chegou a conhecer bem... aquela palavra que não foi dita.

Acontece que, mais cedo ou mais tarde, somos chamados à realidade. Leia-se realidade o Presente. Eis de quem a maioria das pessoas vivem fugindo - quer por ficarem presos aos sonhos do futuro ou às doces (ou amargas) recordações do passado.

E então o Presente clama sua atenção. Implora. Grita, pedindo para que você o perceba, que você VIVA. Faz com que alguém se vá. Ou o faz descobrir algo tão importante que não pode ser ignorado, não pode ser deixado para amanhã.

Nessas horas, ouça o chamado. Converse com aquela pessoa que você quer conhecer. Aperte a mão do seu colega de trabalho que vive lhe dando dor de cabeça. Ligue para seus pais e diga, HOJE, o quanto o ama.

Respire, caminhe, ria, chore, perdoe.

E, acima de tudo, agradeça à Deus pela dádiva de estar ouvindo este chamado antes que sua vida passe, e então você pense que, em nome do futuro ou do passado, você não viveu o suficiente.

sexta-feira, julho 16

"As estrelas são sábias... para elas, tanto faz como escolhemos viver nossas vidas aqui na Terra"
(Jostein Gaarder)
 
 

quinta-feira, julho 15

As regras do Jogo da Vida

Nós estamos exatamente onde devemos estar, passamos pelo que precisamos passar.

Muitas vezes nos questionamos porque passamos por certas coisas, porque nós nos submetemos a certas situações, porque não conseguimos o que tanto almejamos – seja um novo emprego, seja um marido, ou qualquer coisa.

Tudo o que nos ocorre são reflexos perfeitos da postura a qual adotamos perante a vida, ou provas as quais precisamos nos submeter para nos refinarmos, melhoramos de alguma forma. Invariavelmente, uma destas duas alternativas.

A análise do cenário é essencial. Primeiramente, verificar se o que nos incomoda é reflexo do Eu.

Será que eu não consigo outro emprego porque as minhas competências estão abaixo do esperado? Será que eu não consigo um namorado porque minhas atitudes são intolerantes ou demasiadamente inflexíveis? Será que meus filhos não me ouvem porque eu não abro meus ouvidos para o que eles têm a dizer?

Isto feito e percebido que você fez a sua parte (e isso é grande coisa, acredite!), a próxima etapa é: existe alguma lição que estou deixando de aprender?

Será que a vida está tentando me ensinar algo e eu não parei para prestar atenção? Será que todas as pessoas estão erradas sobre uma determinada postura minha que eu jura que não tenho? Será que estou neste emprego para aprender a exercitar a tolerância/paciência/desapego?

É muito difícil entender essa movimentação do universo, que muitas vezes parece conspirar contra nós. Mas o grande mistério está em entendermos as peças que estão no tabuleiro do xadrez da vida, e aprendermos a jogar com ela.

Hoje, observe se tem sido um bom jogador. E então decida aprender as regras do jogo.

O que está em jogo é o mais importante de tudo: sua vida.

sábado, julho 3

Escolha ser feliz

A cada dia que passa tenho me percebido cada vez mais seletiva... seja nos programas de TV, nas músicas que escuto, nas pessoas as quais escolho para conviver mais, as revistas que leio. E isso não é por acaso.

Quando meu mundo desmoronou inteiro de uma vez um certo dia, decidí romper com tudo o que me fizesse mal de alguma forma. Mas precisava de um bom plano para efetivar isso.

Quantas vezes decidimos isso ao longo de nossas vidas e acabamos deixando tudo como está? Seja por comodismo, preguiça de recomeçar, ou por não querer aceitar que temos alternativas - e que sofremos apenas porque *escolhemos* estar naquela situação.

A teoria é sempre muito mais fácil do que a prática.

Então decidí que não havia jeito de mudar tudo se não fosse brusco. Em pouco tempo, abandonei pessoas que me oprimiam ou me deixavam infelizes, troquei de emprego, decidí me mudar de bairro e aproveitar ao máximo cada minuto com as pessoas que gosto.

O início foi dolorido, mas o resultado foi melhor do que esperava: me reencontrei. Hoje eu moro no bairro que tem a filosofia de vida que escolhí, trabalho fazendo o que gosto, me casei com uma pessoa fantástica, só escuto músicas e vejo programas de TV que me façam bem e me enriqueçam de alguma forma. Eu levo a vida que *eu escolhi* para mim.

Se algo não trouxer proveito ou felicidade, é porque não era para estar na sua vida.

A felicidade não é acaso, é escolha.

Hoje, escolha ser feliz.

terça-feira, junho 29

Destruição e Criação

Todos nós almejamos a paz e a plenitude para nossas vidas. Pensamos que a verdadeira felicidade é a ausência completa de problemas em nossas vidas e esperamos (e lutamos) pelo dia em que estaremos livres dos grandes problemas que vivenciamos – seja falta de dinheiro, filhos adolescentes, trabalho instável, o que for.

Em alguns momentos da vida chegamos a vivenciar um estágio de pausa, onde tudo parece se acalmar e entrar nos eixos. Quase temos certeza que chegou a hora que tanto esperávamos... e de repente, um turbilhão chega chacoalhando nossas vidas.

Enquanto lamentamos nossa sorte, ignoramos completamente que são justamente nestes momentos que nossa capacidade de criação está na potência máxima. E exercer esta capacidade de criação é o fim último de nossa existência.

São em momentos de insegurança onde descobrimos nossa força, em momentos de crise reencontramos o equilíbrio onde não achávamos mais que existia, quando estamos em choque com alguma coisa praticamos tudo o que escutamos sobre fidelidade aos nossos ideais.

Então eu parei de lamentar... passei a agradecer pelas oportunidades que se abriram, e utilizar todo esse potencial de criação para semear por aí, espalhar ao vento as sementes que eu preciso para colher daqui a um tempo.

É a destruição trazendo a criação.

segunda-feira, junho 28

A Estratégia Certa

Algumas vezes na vida, percebemos que a lei da sobrevivência é ser tal como o camaleão.

Em alguns lugares, precisamos nos mostrar, brilhar, se fazer ouvir. Falar mais alto, falar mais firme. Aparecer.

Em outras situações, ganhamos mais se formos vistos com discrição. Menos é mais. Praticamente sermos invisíveis, camuflados, sermos vistos como se não estivéssemos ali.

A escolha da estratégia certa é o diferencial.

Nosso cartão de visitas pode abrir ou fechar portas, dependendo da mensagem que esteja passando.

Podemos ser quem quisermos em nossa vida pessoal, dentro do nosso lar, nos braços de nossa família. Mas fora dela, normalmente não somos... apenas estamos.

quinta-feira, junho 24

Rompendo com as idéias

Todo tipo de rompimento dói. Rompimento com marido, amigos, família, todos.

Mas o rompimento que mais dói em alguém é o rompimento com o que você acredita, o rompimento com suas idéias.

Muitas vezes, acreditamos tanto em alguma coisa ou em algum aspecto de alguém que tomamos aquilo como verdade, como existência.

Se pararmos para pensar, até as cores que enxergamos depende da luz que é emitida. Você pode jurar que sua camisa é amarela. Você acredita nisso, é um fato para você. Mas o amarelo não será amarelo se a luz for azulada. Então, de repente, ela não é mais amarela, mas verde... e você só acredita que ela seja amarela porque você viu primeiro com outra luz – a luz branca. E romper com a certeza que é amarelo é incômodo, dói.

Não existe rompimento com a verdade, existe rompimento apenas com a idéia que fazemos da verdade.

Nada do que existe é cem porcento verdade. Nem cem porcento mentira.

quarta-feira, junho 16

Papo reto com Deus

Muitas vezes eu já questionei a existência do Deus que nos ensinam nas igrejas. Tantas outras eu “discutí” com Deus sobre o porquê as coisas acontecerem da forma que acontecem. Foram tantas ‘DRs’, tantos ‘papos retos’ que eu perdí a conta.

Eu era uma pessoa incompreendida e desorientada. Ou pelo menos achava que era.

Então, porque eu nunca quis ouvir direito o que ele queria me dizer, Deus começou a me mostrar as coisas por sonhos. E por sonhos eu fui tendo um ‘cheiro’ de decisões importantes as quais deveria tomar.

Até o dia que eu descobrí que eu nunca permití que ele me dissesse as coisas. Eu vi, afinal, que muitas vezes o plano mudava ou algo era diferente do que eu queria, mas minha voz era muito alta e a Dele, quase um sussurro.

Hoje eu tento escutar bem mais do que falar.

Hoje eu fiz uma oração para que Deus me ajudasse a acontecer o melhor pra mim. E horas depois uma pessoa que respeito muito me disse que o que eu queria não ia acontecer, mas que não ficasse triste porque isso seria melhor pra mim.

Então eu agradecí a ele pelo retorno

...e agradecí a Deus por fazer exatamente ao que eu pedí.

sexta-feira, maio 7

O desafio de comprar um bom livro

Ontem eu decidí que queria comprar um livro.

Como tenho andado muito cansada mentalmente, queria um romance que contasse uma boa história, que de preferência fosse de um autor nacional, e que fugisse das fórmulas "auto-ajuda, vampiros, guerras ou documentários".

Tarefa quase impossível aliar todas as minhas vontades.

Primeiro porque agora tudo gira em volta de 'trocentos' livros de vampiros seguindo a mesma história (que eu adoro) da Saga Crepúsculo. E acho uma baita falta de imaginação. O resto se resume a Auto-Ajuda e a seguir as fórmulas já gastas do Caçador de Pipas sobre histórias de países distantes culturalmente dos EUA, e sobre guerra: segunda guerra, Rei Arthur, Gengis Khan. Adoro histórias das guerras medievais, mas são leituras mais tensas. Não estava na vibe.

O segundo problema é que eu queria dar prioridade a um autor nacional... mas os bons autores de romance nacional são os mesmos de sempre: Jorge Amado, Fernando Sabino, Rubem Fonseca, Paulo Coelho... queria algo diferente, mudar a narrativa, uma leitura diferente. Mas não encontrei nada. Dos livros nacionais, se vê muito mais documentários e biografias. Alguma auto-ajuda e muitos romances psicografados. Mas quase nada.

Tentei lembrar qual o último bom romance brasileiro eu li, e me lembrei de Budapeste. Depois dele, só autores estrangeiros. Acho que existe uma carência muito grande no Brasil de bons autores de romance. Parece que a maioria prefere textos curtos, contos, documentários ou livros técnicos.

Resumo: fiquei uma hora tentando escolher um livro e acabei comprando um que não era exatamente o que eu queria, mas que é de um autor que gosto e está me atendendo: O dia do Curinga, de Jostein Gaarder.

domingo, maio 2

Respeitando seu desejo

Tantas vezes temos vontade de fazer algo e nos julgamos por isso...
Desejamos dormir mais, mas nos culpamos pelo tempo perdido,
Desejamos sair mais, mas pensamos em nossas obrigações em casa.
Desejamos rir mais, mas temos receio da reprovação ou da acusação de leviandade.
Desejamos parar, mas nos sentimos culpados porque o mundo nunca pára.
Desejamos simplesmente não sair do casulo, mas não queremos parecer antipáticos...

Se nos preocupássemos mais em atender aos nossos próprios desejos,
em dar mais atenção às nossas próprias necessidades,
Se respeitássemos mais os limites que temos,
certamente VIVER seria muito mais simples e menos pesado.
Não reclamaríamos mais do pouco tempo que temos para nós mesmos,
nem de não conseguirmos nos divertir ou descansar.
Quem dirá a famosa frase: "Não consigo relaxar nunca!"

Respeito ao próximo é importante,
Mas respeito a sí mesmo é fundamental!

quinta-feira, março 25

Bom dia!


Muitas pessoas pensam que a felicidade somente será possível depois de alcançar
algo. Mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser
infeliz.


Roberto Shinyashiki

segunda-feira, março 22

Inquietação


É quando está tudo calmo e tranquilo quando fico mais inquieta.
O morno me deixa irritadiça, arisca.
Quente ou frio. Morno não me satisfaz.

Às vezes me questiono porque vivo no meio de uma tempestade.
Mas percebo, nessas horas, que sou eu quem as busco.
É quando estou em tempestade que eu me divirto mais.

Preciso do mar agitado me trazendo algo novo todos os dias.
Senão fico simplesmente entediada.
E o tédio me corrói inteira por dentro.

É um quê de morte, um quê de perigo, que me diz:
"Ei! Você está viva!"
"Corra, senão você está perdida!"
"Dê seu jeito para resolver essa bagunça toda!"

E então eu sinto o sangue correndo em minhas veias,
A criatividade explode, a mente voa, o coração bate.
E é quando conheço meus limites que eu sei,
É quando sei exatamente quem sou.

terça-feira, março 16

Como deixar sua vida passar sem viver

A vida... nós temos cerca de 75 anos para aproveitar cada segundo dela. E, ao contrário do que deveríamos, somos mestres em como deixar a vida passar e chegar lá adiante sendo um eterno arrependido.

Já parou para pensar em como você estará daqui a dez, quinze anos? Vai estar feliz? Casado? Estará trabalhando? Terá viajado para todos os lugares que gostaria? Infelizmente, as respostas sempre tendem a ser as que não deveríamos dar. Acabamos escolhendo errado na maior parte das vezes.

Um mundo cheio de pessoas legais, e escolhemos ficar ao lado de quem nos faz sofrer.
Um monte de lugares novos para visitar, e sempre vamos aos mesmos lugares.
Um dia inteiro para fazer algo que goste minimamente, e insistimos em nos manter em um trabalho que não nos faz feliz.
Podemos nos alimentar direito em um self-service, mas gastamos o mesmo tempo comendo em um fast-food pela simples impressão de ser mais rápido.

A simplicidade geralmente é deixada de lado. Acabamos escolhendo as coisas mais complexas, o caminho mais complicado para se viver bem.

Um bom exemplo para mim foi meu pai, quando estava doente e já não podia comer, disse que de tudo o que ele sentia falta, o que mais sentia vontade era de comer um simples pão francês com ovos mexidos. Um simples pão com ovos o deixaria feliz.

Mas passamos a vida inteira ignorando nossos desejos - dos mais simples aos mais complexos - e deixando cada um deles pra depois em nome de responsabilidades que nós mesmos criamos.

Hoje, pense em como viver intensamente o seu desejo do momento. Se quiser rir alto, ria. Se quiser pular, pule. Ou então, daqui a dez anos, você será um expert em como deixar a sua vida passar sem vivê-la.
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