"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar." (Machado de Assis)

terça-feira, junho 29

Destruição e Criação

Todos nós almejamos a paz e a plenitude para nossas vidas. Pensamos que a verdadeira felicidade é a ausência completa de problemas em nossas vidas e esperamos (e lutamos) pelo dia em que estaremos livres dos grandes problemas que vivenciamos – seja falta de dinheiro, filhos adolescentes, trabalho instável, o que for.

Em alguns momentos da vida chegamos a vivenciar um estágio de pausa, onde tudo parece se acalmar e entrar nos eixos. Quase temos certeza que chegou a hora que tanto esperávamos... e de repente, um turbilhão chega chacoalhando nossas vidas.

Enquanto lamentamos nossa sorte, ignoramos completamente que são justamente nestes momentos que nossa capacidade de criação está na potência máxima. E exercer esta capacidade de criação é o fim último de nossa existência.

São em momentos de insegurança onde descobrimos nossa força, em momentos de crise reencontramos o equilíbrio onde não achávamos mais que existia, quando estamos em choque com alguma coisa praticamos tudo o que escutamos sobre fidelidade aos nossos ideais.

Então eu parei de lamentar... passei a agradecer pelas oportunidades que se abriram, e utilizar todo esse potencial de criação para semear por aí, espalhar ao vento as sementes que eu preciso para colher daqui a um tempo.

É a destruição trazendo a criação.

segunda-feira, junho 28

A Estratégia Certa

Algumas vezes na vida, percebemos que a lei da sobrevivência é ser tal como o camaleão.

Em alguns lugares, precisamos nos mostrar, brilhar, se fazer ouvir. Falar mais alto, falar mais firme. Aparecer.

Em outras situações, ganhamos mais se formos vistos com discrição. Menos é mais. Praticamente sermos invisíveis, camuflados, sermos vistos como se não estivéssemos ali.

A escolha da estratégia certa é o diferencial.

Nosso cartão de visitas pode abrir ou fechar portas, dependendo da mensagem que esteja passando.

Podemos ser quem quisermos em nossa vida pessoal, dentro do nosso lar, nos braços de nossa família. Mas fora dela, normalmente não somos... apenas estamos.

quinta-feira, junho 24

Rompendo com as idéias

Todo tipo de rompimento dói. Rompimento com marido, amigos, família, todos.

Mas o rompimento que mais dói em alguém é o rompimento com o que você acredita, o rompimento com suas idéias.

Muitas vezes, acreditamos tanto em alguma coisa ou em algum aspecto de alguém que tomamos aquilo como verdade, como existência.

Se pararmos para pensar, até as cores que enxergamos depende da luz que é emitida. Você pode jurar que sua camisa é amarela. Você acredita nisso, é um fato para você. Mas o amarelo não será amarelo se a luz for azulada. Então, de repente, ela não é mais amarela, mas verde... e você só acredita que ela seja amarela porque você viu primeiro com outra luz – a luz branca. E romper com a certeza que é amarelo é incômodo, dói.

Não existe rompimento com a verdade, existe rompimento apenas com a idéia que fazemos da verdade.

Nada do que existe é cem porcento verdade. Nem cem porcento mentira.

quarta-feira, junho 16

Papo reto com Deus

Muitas vezes eu já questionei a existência do Deus que nos ensinam nas igrejas. Tantas outras eu “discutí” com Deus sobre o porquê as coisas acontecerem da forma que acontecem. Foram tantas ‘DRs’, tantos ‘papos retos’ que eu perdí a conta.

Eu era uma pessoa incompreendida e desorientada. Ou pelo menos achava que era.

Então, porque eu nunca quis ouvir direito o que ele queria me dizer, Deus começou a me mostrar as coisas por sonhos. E por sonhos eu fui tendo um ‘cheiro’ de decisões importantes as quais deveria tomar.

Até o dia que eu descobrí que eu nunca permití que ele me dissesse as coisas. Eu vi, afinal, que muitas vezes o plano mudava ou algo era diferente do que eu queria, mas minha voz era muito alta e a Dele, quase um sussurro.

Hoje eu tento escutar bem mais do que falar.

Hoje eu fiz uma oração para que Deus me ajudasse a acontecer o melhor pra mim. E horas depois uma pessoa que respeito muito me disse que o que eu queria não ia acontecer, mas que não ficasse triste porque isso seria melhor pra mim.

Então eu agradecí a ele pelo retorno

...e agradecí a Deus por fazer exatamente ao que eu pedí.

sexta-feira, maio 7

O desafio de comprar um bom livro

Ontem eu decidí que queria comprar um livro.

Como tenho andado muito cansada mentalmente, queria um romance que contasse uma boa história, que de preferência fosse de um autor nacional, e que fugisse das fórmulas "auto-ajuda, vampiros, guerras ou documentários".

Tarefa quase impossível aliar todas as minhas vontades.

Primeiro porque agora tudo gira em volta de 'trocentos' livros de vampiros seguindo a mesma história (que eu adoro) da Saga Crepúsculo. E acho uma baita falta de imaginação. O resto se resume a Auto-Ajuda e a seguir as fórmulas já gastas do Caçador de Pipas sobre histórias de países distantes culturalmente dos EUA, e sobre guerra: segunda guerra, Rei Arthur, Gengis Khan. Adoro histórias das guerras medievais, mas são leituras mais tensas. Não estava na vibe.

O segundo problema é que eu queria dar prioridade a um autor nacional... mas os bons autores de romance nacional são os mesmos de sempre: Jorge Amado, Fernando Sabino, Rubem Fonseca, Paulo Coelho... queria algo diferente, mudar a narrativa, uma leitura diferente. Mas não encontrei nada. Dos livros nacionais, se vê muito mais documentários e biografias. Alguma auto-ajuda e muitos romances psicografados. Mas quase nada.

Tentei lembrar qual o último bom romance brasileiro eu li, e me lembrei de Budapeste. Depois dele, só autores estrangeiros. Acho que existe uma carência muito grande no Brasil de bons autores de romance. Parece que a maioria prefere textos curtos, contos, documentários ou livros técnicos.

Resumo: fiquei uma hora tentando escolher um livro e acabei comprando um que não era exatamente o que eu queria, mas que é de um autor que gosto e está me atendendo: O dia do Curinga, de Jostein Gaarder.

domingo, maio 2

Respeitando seu desejo

Tantas vezes temos vontade de fazer algo e nos julgamos por isso...
Desejamos dormir mais, mas nos culpamos pelo tempo perdido,
Desejamos sair mais, mas pensamos em nossas obrigações em casa.
Desejamos rir mais, mas temos receio da reprovação ou da acusação de leviandade.
Desejamos parar, mas nos sentimos culpados porque o mundo nunca pára.
Desejamos simplesmente não sair do casulo, mas não queremos parecer antipáticos...

Se nos preocupássemos mais em atender aos nossos próprios desejos,
em dar mais atenção às nossas próprias necessidades,
Se respeitássemos mais os limites que temos,
certamente VIVER seria muito mais simples e menos pesado.
Não reclamaríamos mais do pouco tempo que temos para nós mesmos,
nem de não conseguirmos nos divertir ou descansar.
Quem dirá a famosa frase: "Não consigo relaxar nunca!"

Respeito ao próximo é importante,
Mas respeito a sí mesmo é fundamental!

quinta-feira, março 25

Bom dia!


Muitas pessoas pensam que a felicidade somente será possível depois de alcançar
algo. Mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser
infeliz.


Roberto Shinyashiki

segunda-feira, março 22

Inquietação


É quando está tudo calmo e tranquilo quando fico mais inquieta.
O morno me deixa irritadiça, arisca.
Quente ou frio. Morno não me satisfaz.

Às vezes me questiono porque vivo no meio de uma tempestade.
Mas percebo, nessas horas, que sou eu quem as busco.
É quando estou em tempestade que eu me divirto mais.

Preciso do mar agitado me trazendo algo novo todos os dias.
Senão fico simplesmente entediada.
E o tédio me corrói inteira por dentro.

É um quê de morte, um quê de perigo, que me diz:
"Ei! Você está viva!"
"Corra, senão você está perdida!"
"Dê seu jeito para resolver essa bagunça toda!"

E então eu sinto o sangue correndo em minhas veias,
A criatividade explode, a mente voa, o coração bate.
E é quando conheço meus limites que eu sei,
É quando sei exatamente quem sou.

terça-feira, março 16

Como deixar sua vida passar sem viver

A vida... nós temos cerca de 75 anos para aproveitar cada segundo dela. E, ao contrário do que deveríamos, somos mestres em como deixar a vida passar e chegar lá adiante sendo um eterno arrependido.

Já parou para pensar em como você estará daqui a dez, quinze anos? Vai estar feliz? Casado? Estará trabalhando? Terá viajado para todos os lugares que gostaria? Infelizmente, as respostas sempre tendem a ser as que não deveríamos dar. Acabamos escolhendo errado na maior parte das vezes.

Um mundo cheio de pessoas legais, e escolhemos ficar ao lado de quem nos faz sofrer.
Um monte de lugares novos para visitar, e sempre vamos aos mesmos lugares.
Um dia inteiro para fazer algo que goste minimamente, e insistimos em nos manter em um trabalho que não nos faz feliz.
Podemos nos alimentar direito em um self-service, mas gastamos o mesmo tempo comendo em um fast-food pela simples impressão de ser mais rápido.

A simplicidade geralmente é deixada de lado. Acabamos escolhendo as coisas mais complexas, o caminho mais complicado para se viver bem.

Um bom exemplo para mim foi meu pai, quando estava doente e já não podia comer, disse que de tudo o que ele sentia falta, o que mais sentia vontade era de comer um simples pão francês com ovos mexidos. Um simples pão com ovos o deixaria feliz.

Mas passamos a vida inteira ignorando nossos desejos - dos mais simples aos mais complexos - e deixando cada um deles pra depois em nome de responsabilidades que nós mesmos criamos.

Hoje, pense em como viver intensamente o seu desejo do momento. Se quiser rir alto, ria. Se quiser pular, pule. Ou então, daqui a dez anos, você será um expert em como deixar a sua vida passar sem vivê-la.

sexta-feira, março 5

Sexta-feira

Sexta-feira de sol no Rio de Janeiro.

Quando abre o sol, parece que os dias são mais felizes. A vida é mais colorida, as pessoas sorriem mais.

Depois de uma semana estressante e cansativa, um sábado de sol é tudo o que eu queria.

beijos!


em tempo: o tempo virou. mas continuo torcendo por um sábado de sol.

sábado, fevereiro 27

A Hora do Planeta 2010

Pessoal,

No dia 27/03 às 20:30 acontecerá o evento A Hora do Planeta. Promovido pela WWF, é um movimento para que todas as luzes do planeta sejam apagadas por uma hora.

Por um lado, o planeta economiza recursos naturais. Por outro lado, você mostra sua conciência ambiental e incentiva seus vizinhos e parentes.

60 min. Passa muito rápido! Sugestões: jantar à luz de velas com sua paixão, contos de terror com os filhotes à luz de velas ou brincar de fazer sombras engraçadas na parede com as mãos.

Divulguem!

http://www.horadoplaneta.org.br/ e http://www.earthhour.org/

sexta-feira, fevereiro 26

Vinte e poucos anos

Parece que foi ontem, quando eu tinha vinte e poucos anos...

Quando temos vinte e poucos, o mundo é muito maior.
Mal aprendemos a voar e já achamos que podemos voar o mundo inteiro.
Tanta ansiedade, tanto vigor, e ao mesmo tempo tanto medo!
Queremos tudo pra ontem, tudo pra agora, tudo pra já.
Agimos como se o mundo fosse acabar amanhã,
Sem pensar que o mundo já 'acabou' muitas vezes antes.

A gente sempre acha que sabe tudo, quando sabemos tão pouco...
Tomamos as rédeas da vida e do futuro para nós mesmos,
Mesmo sem termos muita certeza do que queremos da vida que inventamos
Ou do futuro que planejamos sem saber ao certo o que é "futuro".

Achamos que a felicidade é um pacote pronto, que se acha por aí.
Então abrimos o embrulho, e simplesmente passamos a sermos felizes.
Mas enquanto não achamos o tal 'pacote', a angústia sempre bate à nossa porta.
Exigimos a felicidade ou, quando muito, a desejamos ardentemente.

Hoje sou um 'feliz diferente'...

O mundo já não é tão grande assim, apesar de sempre termos tanto a aprender.
Já percorremos muitos lugares, conhecemos muitas pessoas, perdemos muitas coisas.
E ganhamos tantas outras!
Já não somos mais tão ansiosos, porque aprendemos a usar o tempo como nosso aliado.
Reavaliamos nossas estratégias, nossas idéias, nossos ideais.
Aprendemos a absorver o melhor, e expurgar o pior.

A força já não é mais nossa principal qualidade, a perseverança assume seu posto.
Somos mais corajosos e confiantes, mesmo tendo muito mais a perder.
O tempo não. O tempo urge. Não temos mais tempo a perder com bobagens.
Já nos perdoamos por tropeçar e cair. Já nos aceitamos como somos.
Aliás, já sabemos bem o que somos e onde queremos chegar.

Descobrimos então que a felicidade se compra, sim!
Se compra com sorrisos, com olhares doces, com abraços e com a mente e coração abertos.
Confiamos em nossos sentimentos, e temos coragem de entregar o coração,
Mas já não topamos entregá-lo a qualquer um.

Esse "ser feliz diferente" já não tem mais as angústias do passado,
porque sabe aproveitar cada momento ao máximo, e um pouco de cada vez.

quinta-feira, fevereiro 25

Sabedoria

Me disseram outro dia que sou uma pessoa sábia.

Eu, que conheço melhor que ninguém minhas limitações, disse que não achava que fosse. E realmente não acho.

Então a pessoa me disse isso:

Sabedoria é estar sempre atento ao que está à
sua volta,

É observar sem se envolver,

É conviver sem se
misturar,

É mostrar a luz comedidamente e sem
arrogância,

É seguir seu caminho sem se
desvirtuar,

É ter fé incondicional, independente do que
vier à frente,

É se desapegar do que não serve, e valorizar
o que se ama,

Rir quando tem que rir, e guardar o riso
quando for mais prudente.

Então eu disse “quem me dera”... rs... mas guardei pra mim a lição.

quinta-feira, fevereiro 11

Meditando no Carnaval

O que você vai fazer este carnaval?

O carnaval foi "criado" na verdade um período de festas que precedem as restrições do período da quaresma – período que vai até a páscoa. Diferente de algumas religiões como o Islamismo e Judaísmo onde as festas vêm depois de um período de restrição severa, o Carnaval será o “pé na jaca” antes da “seca”. Sendo assim, o carnaval seria uma festa cristã – assim como é o Natal, por exemplo.

No wikipédia diz:

“A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval".”

Cada um comemora o carnaval da forma como mais gosta – pulando com os blocos, desfilando na escola preferida, pegando praia todo dia e/ou viajando para o interior. Eu particularmente prefiro sempre viajar para o interior, estar em contato com a natureza e me desconectar desse rítmo frenético de uma metrópole. Mas em todas essas alternativas, podemos nos conectar com o lado zen/espiritual/religioso do feriado sem precisar se meter em um retiro espiritual.

Existem duas formas de meditação, a ativa e a passiva. A meditação passiva é a que nós conhecemos mais, que é você ficar em estado zen, meditando em silêncio. Mas existe uma outra forma de meditação, que é a ativa.

Algumas pessoas meditam com música. Outras, em oração. Já vi budistas meditando com o barulho intermitente de uma espécie de pêndulo. Pode meditar sobre sua vida escrevendo repetidamente seu nome em uma folha de papel. Há ainda aqueles que desenvolvendo alguma atividade, como pintura ou tocando um instrumento por exemplo, conseguem entrar em estado contemplativo e até mesmo em transe.

É simples assim: você pode meditar fazendo qualquer coisa (mais intensamente ou menos intensamente de acordo com alguns fatores). Olhando para o mar, nadando em um rio, andando descalso na grama, pode entrar em transe em pleno desfile na sapucaí, ou mesmo se conectar à vibração positiva e alegre com amigos na massa de um bloco de carnaval. E no final, você vai parar pra pensar em como você esteve longe e perto ao mesmo tempo.

Obviamente, as energias podem ser totalmente diferentes em todos os casos, devemos ter cuidado também com as energias negativas que estão sempre mais fortes no carnaval dado a diversos fatores (quem sabe motivo de outro post), mas não quer dizer que não seja possível meditar enquanto fazermos o que gostamos.

De qualquer forma que você vá aproveitar o carnaval, divirta-se e relaxe. J

Até a volta!

terça-feira, fevereiro 9

Onde seu direito termina

No passado, no tempo em que a vontade de alguns era soberana sobre a dos outros, era muito comum vermos as pessoas terem sua liberdade e direitos sobrepujados pelos senhores feudais, por exemplo. Alguns poucos exerciam seu poder na base do chicote, da morte ou do imposto. E todo o restante era obrigado a acatar o que era determinado.

Atualmente, tudo mudou. Vimos as pessoas requererem seus direitos, lutarem pela sua liberdade. Fazer valer seu desejo.

Mas da forma errada...

Vamos às ruas (quando nos interessa), fazemos passeatas pelas causas que nos convém, mandamos correntes por email falando sobre deputados corruptos ou com a conta da Cruz Vermelha para a causa do Haití. Damos esmola ao mendigo para nos sentirmos melhores, ajudamos o asilo para manter uma atitude socialmente correta. Fazer nossa parte para um mundo melhor, frequentemente dizemos.

Mas não mudamos...

Tal como um bilhão de senhores feudais, todos os dias as pessoas lutam para impôr o seu direito sobre o do outro. Não se importam com o que o próximo (que é, frequentemente MUITO próximo) sente ou pensa... simplesmente queremos fazer prevalecer o nosso desejo do momento sobre todo o resto, sem interessar qual será a consequência dele no bem estar dos que nos cercam.

Não nos importamos de nos sentarmos no metrô e deixar o idoso ou a grávida de pé.

Não ligamos se nossa bolsa está batendo na pessoa de trás em um ônibus lotado.

Não permitimos que os outros falem quando, irados, pensamos que estamos com a razão.

Não deixamos de dizer uma coisa que vai magoar alguém em um momento de raiva e nem pedimos desculpas quando nos arrependemos.

Não perdoamos uma pessoa que cometeu muitos erros mas que se esforça para ser uma pessoa melhor.

Não aprendemos com o passado, em que ficou mais do que explícita a velha máxima: seu direito termina quando começa o meu.

Fica a reflexão: até onde eu posso ir? Qual o limite do meu desejo, do meu bem estar? Minhas vontades estão se sobrepondo à vontade de alguém? Onde seu direito termina?

Bom dia a todos!

segunda-feira, janeiro 25

Bom dia e uma boa semana!

As coisas em ordem...
Os grandes antigos, quando queriam propagar altas virtudes, punham seus Estados em ordem.
Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias.
Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios.
E antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas, procurando ser sinceros consigo mesmos
e ampliavam ao máximo seus conhecimentos.
 
A ampliação dos conhecimentos decorre do conhecimento das coisas como elas são
(e não como queremos que elas sejam).
Com o aperfeiçoamento da alma e o conhecimento das coisas, o homem se torna completo.
E quando o homem se torna completo, ele fica em ordem.
E quando o homem está em ordem, sua família também está em ordem.
E quando todos os Estados ficam em ordem, o mundo inteiro goza de paz e prosperidade.
 
Mestre Confúcio
 

 
 
 

segunda-feira, janeiro 18

Transformar idéia em ação

Desta vez, a minha única promessa de Reveillón foi a seguinte: Transformar as idéias em ação.

Este ano, desejo tirar todas as idéias da mente e pôr em prática. Fazer as coisas acontecerem.

Sou uma pessoa que vive fundamentalmente de idéias e de sonhos.

Porque os sonhos são, por fundamento, o primeiro passo de qualquer coisa realmente grande.

Quero poder dizer um dia: sonhei enquanto dormí, e talhei enquanto viví.

bjs

quinta-feira, janeiro 14

O Big Brother do dia-a-dia

Sempre que vejo começar mais uma das milésimas edições do Big Brother com suas pessoas estranhas, seu isolamento de informação (e muitas vezes de moral), me lembro do livro que inspirou o programa: “1984”, de George Orwell (*).

E sempre que eu penso nesse livro penso em como nós - cidadãos comuns habituados com o seu dia-a-dia nem sempre muito interessante - estamos expostos. Especialmente com as ferramentas de hoje em dia – sobretudo com o advento da Internet e do celular – fica ainda mais fácil acompanhar (ou monitorar) a vida das pessoas com as quais você cria algum tipo de vínculo.

Existe um ditado que diz que “só existem no mundo três pessoas: eu, você e alguém que nós conhecemos”. Mesmo em uma metrópole como Rio de Janeiro ou São Paulo, é muito comum você encontrar com algum conhecido quando você sai à rua ou vai a algum lugar novo. E é muito provável que alguma dessas pessoas você vá conhecer algum dia, sem nem saber que já esteve com ela antes.

Então você pára pra pensar “o mundo é mesmo um ovo...”, e então se dá conta no quanto suas atitudes e comportamento em ambientes nos quais você se sente ligeiramente “imune” estão à mostra. Tudo o que você disser ou fizer pode ser observado - e dependendo do que for e de quem for, fotografado, filmado e posto no Youtube com grande facilidade.

É quando paramos para pensar: a mensagem que passamos para os outros é adequada? O que estamos sendo é o que realmente somos? Ou estou sendo alguém que não sou realmente?

Fica a reflexão. Bjs a todos!

(*) - Neste livro, que é uma crítica velada ao regime político totalitário que existia na época em que foi escrito, o Big Brother é um líder militar que controla todo o fluxo de informação e vigia todos os cidadãos através de aparelhos chamados de ‘teletela’. Anyway, é um livro mt interessante.

quarta-feira, janeiro 13

Entãaaaaaaao... como toda boa promessa de reveillón sempre engloba a reativação do meu blog, aqui estou.

Os anos passam mas estou aqui J

E olha, já fazem CINCO anos!!!

 

Por hoje, deixo registrado meu pesar sobre o desastre no Haiti... mas deixo o registro também de que tudo isso já era anunciado e esperado. O quanto mais agredirmos a Natureza, mais ela irá se voltar contra nós usando seus “anticorpos”: furacões, terremotos, enchentes, incêndios descontrolados.

 

Que 2010 seja um ano de muita paz a todos mas que, principalmente, seja um ano de muita ação.

quarta-feira, julho 22

Divagações sobre rugas

Me olhando no espelho a alguns dias, percebí que aquelas linhas finas que antes eram charmosas, agora estão começando a me incomodar. Eu, que uso esporadicamente o mesmo creme anti-rugas desde os 25 anos, agora comecei a usar regularmente e começo a pensar de pegar um 30+.

Eu penso que não é por vaidade. O rosto de alguém é o cartão de visita da pessoa, assim como os olhos são as ‘janelas da alma’. Então, qualquer coisa que afete as expressões do meu rosto, me incomoda. Especialmente os olhos.

Mas aí entra o paradoxo disso tudo...

As linhas de expressão – estrada de fim certo nas temíveis rugas – são como os selos que turistas colam nas malas... elas dizem por onde passamos. Dizem quais estradas decidimos seguir, sobre o que já vivemos, curtimos, amamos... e dizem mesmo.

Me olhando no espelho mais atentamente, percebí que as minhas linhas na testa – aquelas que se criam quando franzimos – praticamente não existem. Ainda não incomodam, imperceptíveis. E as que mais me incomodam são justamente ao redor doss olhos... sim, rugas nas minhas janelas! Um choque, a princípio.

Mas observando bem, vi que as minhas pequenas rugas nasceram justamente das minhas gargalhadas... de tanto eu gargalhar e das minhas bochechas apertarem meus olhos nos meus momentos divertidos e ‘piadistas’, elas brotaram quase imperceptíveis... fruto das farras nos horários de almoço, das brincadeiras com colegas, das cócegas feitas e recebidas, das surpresas do marido, dos chopps falando besteiras com amigos, dos filmes engraçados que vi, das piadas que contei...

Elas agora começam a dar sinal de vida como aquelas marquinhas que ‘denunciam’ algo bacana: estou passando pela vida rindo muito!

É.... até que elas não são tão antipáticas assim. ;)

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